...que são tudo. Esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas. ("É proibida a entrada a quem não andar espantado de existir")

21
Nov 09

«Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois, quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas. Às vezes volta maior, se o amor foi feliz, outras, regressa feito numa bola da de trapos, é preciso reconstruí-lo com paciência, dedicação e muito amor-próprio. E outras vezes não volta. Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar do nosso lado.»

 

É literatura light. É literatura de gaja. Não é digna de nobel. Mas apela bem ao fundinho de nós. Quero-o já, já, já nas minhas mãos.

 


20
Nov 09

 

A foto não é nossa mas há 4 anos atrás houve uma exactamente igual

 

"Eu não planeei apaixonar-me por ti, e duvido que tenhas planeado apaixonares-te por mim. Mas uma vez que nos encontrámos, ficou claro que nenhum de nós poderia controlar o que nos estava a acontecer. Ficámos apaixonados, apesar das nossas diferenças, e assim que o ficámos, algo de raro e maravilhoso foi criado. Para mim, um amor como aquele acontece apenas uma vez, e é por isso que cada minuto que passámos juntos ficou gravado na minha memória..."

«O Diário da nossa Paixão», Nicholas Sparks

 

Há 4 anos atrás fui convidada para um passeio à beira-mar, num Domingo de chuva miudinha que irrita mais do que o que molha. A conversa fluiu agradável, como sempre. Os sorrisos timídos mas insinuantes. Conseguimos sol, ao final do dia. Regressámos de mão dada. E conseguimos sol até hoje.

Confiei em ti para me mudares a vida. Mudaste-me a vida, a alma e o coração.  Somos diferentes, mas olhamos na mesma direcção. Aceitas-me incondicionalmente, tal como sou. E como eu sou difícil! E eu embirro contigo, irrito-me e digo "Pára, T. Pára, por amor de Deus". E tu fazes-me rir. Como sempre, desde sempre. E que mais podemos pedir, quando temos alguém que nos faz rir, que nos abraça, que nos aquece, que nos ouve...e que ainda por cima, nos ama?

4 anos depois, Parabéns a nós. Obrigada a ti.

Com amor.

Observado por `Na às 23:25
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18
Nov 09

É ouvir uma mulher/casal dizer que não quer ter filhos. Isto a propósito de uma reportagem a que assisti hoje sobre a diminuição dos nascimentos em Portugal, durante a qual uma das mulheres entrevistadas, que optou por não ter filhos, afirmava que muitas vezes opta por dizer que não tem filhos porque não pode e não porque não quer, apenas para não chocar e para evitar os olhares de espanto tradutores de "será era normal por não querer ter filhos?".

Pois eu acho perfeitamente normal uma mulher / casal não ter filhos. Uso esta dicotomia mulher/casal, porque muitas vezes a mulher é vista como a principal responsável por esta decisão. Falta-lhe o instinto maternal, dizem. E, mais uma vez, acho perfeitamente normal. Eu sinto o mesmo. Parafraseando a mesma senhora acima citada, até acho piada às crianças (algumas!) mas não sinto empatia maternal por elas. Até acho bonita uma mulher grávida, mas não anseio pelo dia em que estarei no seu lugar. A gravidez, a par da maternidade, não me atraem, não me fascinam e não preenchem os meus pensamentos e projectos futuros. Eu sou aquela que nunca gostou de brincar às mamãs e aos papás quando era criança. Nenucos tive, mas nunca os vi como meus filhos e serviam apenas para poder dizer "Eu tenho o Nenuco XPTO" e apertar o bracinho e a perninha para os ver fazer bolinhas e xixizinho. O meu vício eram as Barbies e os Ken, as suas bonitas roupas e as suas ainda mais bonitas histórias de amor e desamor. Eu sou aquela que quando ouviu a amiga dizer "Estou grávida!" ficou com a boca aberta, a cara em estado de choque profundo e o corpo rígido, ao ponto de a amiga ter de dizer "Mas podes-me dar o parabéns!". 

A maternidade não está em mim, como não está em muitas outras mulheres. E não é contra natura. A mulher não tem de ter filhos só porque veio com a capacidade para o fazer. Acredito que seja um dos momentos mais marcantes da vida de alguém. Gerar uma nova vida, criá-la, vê-la crescer. Acredito que deve ser ainda mais marcante quando tudo isto é o culminar de uma bonita história de amor, na qual os filhos são as flores do belo jardim que construiram a dois.  Mas também acredito que a mulher pode ser feliz sem filhos e que um casal pode ter um belo jardim sem flores. São opções, como tantas outras. São formas de vida tão dignas como qualquer outra, de seres humanos tão humanos como todos os outros.

 

Não quero com isto dizer que nunca serei mãe. Não sou tão radical numa fase tão precoce da minha vida. Hoje penso e sinto assim. Amanhã a vida poderá mudar-me. A vida, o amor e a vontade de deixar um pedacinho de mim e daquele que me preenche no mundo.

 

Depois disto, percebe-se a minha posição perante o meu trabalho com crianças, right?


17
Nov 09

 

Aqui na nova versão 2009, para o remake cinematográfico do Fame

 

I'm gonna live forever. I'm gonna learn how to fly. [HIGH]
I feel it comin' together. People will see me and cry. [FAME]
I'm gonna make it to heaven. Light up the sky like a flame.[FAME]
I'm gonna live forever. Baby, Remember my name.

 

Simplesmente, intemporal!


16
Nov 09

-" Não lhe vou mentir, a administração tem preferência pela admissão de um psicólogo e não de uma psicóloga."...durante uma entrevista de emprego, não há esperança e pensamento positivo que se aguente.

Desigualdade de géneros escandalosamente revelada em pleno século XXI? Valha-nos a sinceridade da entrevistadora (que, by the way, era apenas e só a melhor que conheci até hoje).

 


14
Nov 09

   O meu "Mr. Big" faz hoje aninhos. E eu não podia estar mais feliz por poder partilhar este dia com ele! Até porque esta data coincide com a data do nosso primeiro e fatal contacto, há precisamente 4 anos atrás. E por isso, as prendas estão a postos, o bolo está pronto, a sobremesa uma delícia e o jantar estará na mesa à hora devida. Nós lado a lado. Eu feliz e tu cada vez mais velhinho!!!

 

PARABÉNS ursinho!!!


13
Nov 09

 

   E receber um telefonema convocando-nos para uma entrevista de trabalho. E de repente toda a minha vida poderia mudar. Na hora H. Gatinhos pretos do meu coração, que sempre vos adorei (é fácil perceber isso, quando todos os gatos que tive até hoje foram pretos e de nome Mikau), façam rum rum todos ao mesmo tempo 2ªfeira e enviei-me todas as energias que eu tanto acredito que vocês possuem. Combinado?

   13 de mudança. Sexta-feira de final de uma etapa. Pode ser, pode?

 

Esperança? Expectativas? (Quase) nulas.


10
Nov 09

Eu: "O que eu quero que me digas é quantos anos se passaram desde a Batalha de S. Mamede até D. Afonso Henriques se ter tornado gay..."

Ups! Com todo o respeito ao nosso REI!


   Quem não se lembra destes amiguinhos?

   Crescemos com eles, aprendemos com eles, cantámos com eles, sorrimos com eles. Fomos crianças com eles . E hoje eles fazem 40 aninhos. E não conseguimos não sentir saudades deles. E daqueles tempos.

 


 

   Visita ao shopping after work. Motivo? Comprar a prenda de aniversário para o boyfriend. Entra e sai constante das lojas, indecisões atrás de indecisões, gosto-não gosto, levo-não levo. Duas horas depois estou pronta para o regresso a casa, orgulhosamente portadora de 6 sacas!!! E é tudo para o boyfriend? ... Well...quase tudo! Uma boa parte, sim. Um miminho para mim era impossível resistir com tanto entra e sai de loja. Os olhos fogem-nos para os nossos vícios com uma imprevisibilidade espantosa. 

   Um bem haja à futilidade e ao namorado que está quase a fazer aninhos! 

 


08
Nov 09

 

É o momento de recolher os sorrisos, a boa disposição, a força, a auto-estima, o bom humor, o espirito positivo e tudo aquilo que nos faz sentir uma pessoa realizada.

Começa mais uma semana de vazio profissional que se torna cada vez mais pessoal.

 

Observado por `Na às 23:54
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   Fui acompanhar a minha ao Instituto Português de Oncologia para que ela realizasse o rastreio do cancro da mama. E sai de lá chocada. Não, não foi com o facto de terem marcado todos os rastreios para a mesma hora, provocando a habitual "seca de sala de espera" tipicamente portuguesa. O que me chocou verdadeiramente foi o cenário feminino que à minha volta aguardava. Das mais de 50 mulheres que lá estariam, com certeza 98% delas apresentava excesso de peso, de gordura e de idade. À excepção da minha mãe, que nos seus 49 anos aparenta ser a minha irmã mais velha (percebe-se porquê que ninguém me dá a minha idade), e de uma outra senhora fisicamente bem cuidada, tudo o resto era assustador. Excesso de peso misturado com escassez de cuidado e temos o retrato perfeito. Não tomem isto como um "Ah, lá está a mania das dietas e das magrezas e pensas que toda a gente é vaidosa como tu". Não se trata de estética, trata-se de saúde, porque um corpo em excesso não é um corpo saudável. E porque são estes adultos que educam as nossas crianças e, por isso, é normal vê-las lanchar diariamente um bolo carregado de creme e um sumo, ou um Bollycao acompanhado de um leite achocolatado, simplesmente porque é mais prático, porque se compra feito e é só meter na mochila. E perante este cenário não é de admirar as estatísticas que nos colocam no topo, mais uma vez pelos piores motivos. Somos um país de pessoas descuidadas, desinteressadas e doentes. Até quando?

   Mudar mentalidades é, sem sombra de dúvidas, a mais difícil das mudanças.


06
Nov 09

É que mesmo detestando o meu trabalho, não consigo deixar de sentir dentro de mim esta necessidade de empenho máximo naquilo que faço. Maldita competência!


E quanto menos eu gosto do que faço, mais trabalho de professora me dão. Depois de ter sido "promovida" ao cargo extra de explicadora individual de português, ciências, filosofia e psicologia (euros extra? Zero! Mesmo que isso implica trabalhar aos sábados) eis que chegam os relatórios mensais de avaliação de todas as minhas pestinhas. E os do mês de Outubro já estão em falta e serão entregues até 2ªfeira.

Fazem mesmo tudo para eu querer sair dali, mais do que qualquer outra coisa, não fazem? Dica: não precisam de mais. Já há muito tempo que tudo o que eu mais quero é sair daquele ATL. Get it? Fico a aguardar o brilho da minha estrela.  

Observado por `Na às 00:29
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05
Nov 09

   Finalmente encontrei alguém que corrobora as minhas afirmações/ suspeições acerca da estirpe daquelas doces crianças que dão rendimento ao ATL onde trabalho. O que eu sorri quando a minha nova colega de trabalho, professora de português - inglês - francês, diz, a respeito dos seus alunos (de 5º a 9º ano): "Estes meninos são muito problemáticos. Nunca vi nada igual". Ora eu, cuja experiência de trabalho com crianças se limita àquele ATL, fiquei no mínimo chocada com 90% daqueles miúdos. E o pior é chegar cá fora e ver que eles são apenas um exemplar do que existe por esse país fora. Não encaixo tanta falta de educação, tanta falta de maturidade,  tanta falta de empenho e tanta (preparem-se para o choque) burrice, provocada apenas e só pela falta de interesse pela escola e pela aprendizagem. Falta de interesse deles e dos pais, provavelmente os principais responsáveis pela maioria das situações. E depois temos crianças no 2º ano que não conhecem sequer as letras, temos crianças do 3º ano que não sabem o que é uma unidade, uma dezena ou uma centena, temos crianças do 4º ano que não sabem fazer contas de subtrair do tipo 8000-25. Se nos afastarmos das questões académicas, temos meninos que não conhecem regras, não respeitam regras, brincam a bater uns aos outros, respondem aos professores como se estivessem a falar com os colegas, atiram os livros ao chão, atiram cadeiras ou ameaçam com cadeiras.

   E a culpa é de quem? E a culpa é do quê? Essa é a resposta que todos queremos encontrar. Ela anda aí e ninguém a quer ver. Tapam-se os olhos com desculpas do tipo "Coitadinho, ainda é uma criança", "A culpa não é dele, é do professor", "Nós não temos muito tempo para ele", "É a vida e o trabalho, não dá para tudo", "Coitadinho, foi sem querer...". Coitadinhas destas crianças, sim. Tenho pena da forma como crescem, da vida que conhecem, dos seres que são e das pessoas que serão amanhã. Acho uma vergonha as crianças que temos. E não culpem os amigos, não culpem o grupo, o social...a personalidade forma-se com um conjunto de influências multidireccionais. Há que estar atento a tudo o que rodeia uma criança. Tudo. Porque é esse tudo que ele será.


01
Nov 09

   Os shoppings já estão todos prontos para receber essa maravilha que é o Natal. Mas até para mim que adoro a época natalícia, acho um cadito cedo demais. Dei por mim a fazer o seguinte comentário louco: Até ao Natal não venho mais ao shopping. Dá para acreditar?

 

   Entretanto, as compras de decorações natalícias aqui para casa já começaram, de maneira bastante entusiástica! Em 3 semanas estou com o espírito completo!


   Longe de uma sala esgotada, lá fui ver o "This is it", acompanhada pelo mais-que-tudo que descobriu recentemente a sua admiração pelo trabalho de Michael Jackson.

   Fui e gostei. Longe de ser uma fã de alma e coração, admiro e reconheço o seu talento, para a música e para a dança. O filme não é mais do que um documentário dos ensaios de MJ e a sua banda e bailarinos para os seus últimos concertos. Não deixa de ser irónico pensar que os últimos nunca chegaram a acontecer. E não deixa de parecer estranho e triste saber que dias depois aquele homem exigente e rigoroso estava morto. Ao longo de quase 2horas somos brindados com ensaios das suas músicas mais conhecidas, muitas delas em versão completa. E vemos um MJ fragilizado, assustadoramente magro, que poupa a voz em alguns dos momentos mais "fortes" das músicas, mas que não poupa nos "God bless you" e nos "I say this with love...with love...only with love". Mas aquele MJ talentoso, bailarino, inovador, único, estava lá. Mais ou menos sorridente, mais ou menos energético. Estava lá. Em palco. Com 50 anos. A sentir a música como ninguém o faz. Talvez tenha sido esse o seu segredo: sentir.

  

   Confirma-se a perda de uma estrela. Confima-se o termo "King of Pop". Confirma-se que os concertos iriam ser algo de estrondosa e exageradamente marcante. Algo completamente MJ. E confirma-se que estava rodeado pelos melhores - os bailarinos que o acompanham são qualquer coisa do outro mundo.

 


30
Out 09

 

Paz. Sossego. Descanço. Calma. Serenidade. E silêncio, muito silêncio.

 


29
Out 09

J. 9 anos:

   Professora (e eu: grrrr, quando param de me chamar isto?), posso ir ali a um canto dar gases?


28
Out 09

   Uma recente passagem pelo serviço de urgência do hospital central aqui da zona levou-me a reflectir que, das duas uma: ou os portugueses não sabem distinguir um hospital de um centro de saúde e enganam-se no caminho, ou não sabem qual o verdadeiro significado da palavra/situação "Urgência".Isto porque a dada altura da minha longa espera na sala de acompanhantes, a fila de "check-in" para a urgência era tal que ultrapassava a porta de entrada. Ora quando chegámos a uma urgência central e vemos fila à entrada estamos no direito de pensar "Mas isto é um hospital ou um centro de saúde?". Não era suposto, e já que estamos numa urgência, não existirem filas de entrada, isto porque os casos SUPOSTAMENTE são u-r-g-e-n-t-e-s e não tempo e muito menos saúde para filas? Pois enganam-se. Há tempo para filas e há até tempo para conversas animadas com o acompanhante ou com o coleguinha de caso urgente imediatamente antes ou depois.

   Com tudo isto, não admira que as urgências estejam sobrelotadas. E a culpa de quem é? As usual, do nosso sistema nacional de saúde. Porquê? Porque são é ele que define o que é e o que não é urgente, o que pode e o que não pode ser atendido numa urgência. Se a lição estivesse bem estudada, casos de urgência "o-que-eu-quero-mesmo-é-uma-justificação-para-não-ir-trabalhar" eram directamente encaminhados para a rua, com direito a ameaça com seringa de 30 cm, só de agulha (quanto a mim, só a palavra já me põe a correr). Gente a mais onde o pessoal técnico é sempre insuficiente resulta em horas de espera por um diagnóstico questionável, excesso de trabalho desnecessário e possível negligência dos casos verdadeiramente urgentes.

    Como em tudo na vida e como em muitos outros aspectos, os portugueses precisam de ser "educados a e para", deixando de desdenhar uma situação urgente que, felizmente, não possuem, porque um dia que ela bata mesmo à porta e não dê tempo para estar em filas, vão dar tudo, mas mesmo tudo para se verem livres dela.

 

E o que me faz mais confusão é perceber aquela atracção por um lugar que cheira a doença por todos os cantos. Um lugar que nos põe down, deprimidos, chocados e...doentes. Quem é que no seu perfeito juízo (e saúde) gosta de ir a uma urgência? Dica: Mal entram, primeira porta à esquerda, «Urgência de Psiquiatria».


26
Out 09

 

 

 

" O que não se sente não dói."

 

Quantas e quantas vezes desejámos simplesmente não sentir...para não doer...


25
Out 09

Carrie and her Mr. Big

   Estou feliz. Porquê? O meu menino arranjou um emprego e começa já amanhã. E eu estava com ele no momento da novidade e pude dar um abracinho muito, muito apertadinho. Estou feliz, acima de tudo por ele, porque sei o que isto significa para ele. E, por outro lado, sei que isto lhe vai fazer muito, muito bem e que é apenas um pequeno passo para um futuro de sucesso. A dois!

   Boa sorte, mor! A ursinha está contente, contente, contente...

Observado por `Na às 23:41
Ideias Soltas:

24
Out 09

   Tudo começou com "As palavras que nunca te direi". Quem não se rendeu àquelas palavras, àquelas cartas, àquela história, àquele amor? Depois veio "O Diário da nossa Paixão", para mim, um dos melhores livros do género de sempre e o único que li duas vezes na integra e do qual releio excertos imensas vezes. Seguiram-se tantos outros. Todos, na verdade. E assim confirmei o meu gosto pelo escritor Nicholas Sparks.

   É verdade que se trata de literatura lamechas, a roçar o pirosamente romântico. E é verdade que livro após livro, as histórias se começam a tornar repetitivas e até previsíveis, mas mesmo assim, não me consigo cansar de Nicholas Sparks. E não consigo deixar de admirar a sua escrita. Pela simplicidade. Aquela simplicidade que tanto nos transmite, a simplicidade das palavras que criam imagens nítidas do que estamos a ler. Porque sempre que leio Nicholas Sparks sinto-me num filme e não num livro. Sinto-me numa pequena cidade da Carolina do Norte. Numa casa à beira-mar, num porto, num hotel renascentista, numa casa de campo...seja onde for, estamos lá com Theresa e Garret, Landon e Jamie, Denise e Taylor, Miles e Sarah, Jonh e Savannah, Jeremie e Lexie, Beth e Tighbolt... estamos lá com eles, na vida deles, com os sentimentos deles que se tornam tão nossos. Cada página é uma imagem e, não raras vezes, dou por mim a olhar uma qualquer paisagem e a pensar: parece tirado de um livro de Nicholas Sparks.

   E com isto, mal posso esperar por desfolhar o novo livro deste autor que chega até nós já no próximo mês (A Melodia do Adeus). Pai Natal, Pai Natal, não nos ficamos só pelo polémico Nobel, também queremos o lamechas do Sparks. Apontaste?

 

Quanto à imagem do senhor, confesso que quando o vi pela primeira vez fiquei ligeiramente desiludida. Imaginava-o bem mais velho...e charmoso. Tem boa escrita, para quê pedir mais?

 


22
Out 09

S. 8 anos, perante o meu pacotinho de 4 bolachas de soja: Então, ainda não comeu as suas bolachas e já é noite.

P. 7 anos, sussurra a S.: É por isso que ela tá magra. Porque não como as bolachas todas.

 

Meu querido P., mal tu sabes, nesses teus 7 anos carregados de inocência e fantasia, que por essa vida fora ainda vais encontrar muitas mulheres que davam quase tudo para poderem comer um pacote de bolachas sem se sentirem mais pesadas. Um pacote com mais de 4 bolachas, entenda-se!


18
Out 09

   Desafiaram-me (aqui e aqui) e acharam este cantinho perfeitinho e como eu não resisto a um bom desafio e gosto de agradecer os miminhos que me dão, aqui está: 

Mania: olhar para tudo o que possa reflectir a minha imagem..calma! Completando...para verificar o estado do meu cabelo. Quem tiver cabelo aos caracóis e volumoso perceberá esta mania. Muitas mais manias existirão com toda a certeza.

Pecado capital: luxúria? Eu e a roupa e eu e os sapatos e eu e a moda...

Melhor cheiro do mundo: pão quente!!! Frango assado!!! Sem ser de comer? O do mar...e do amor.

Se o dinheiro não fosse problema: viajava, viajava muito, comprava o carro dos meus sonhos, a casa dos meus sonhos e tinha o emprego dos meus sonhos. 

História de infância: O gato das botas, contado pelo meu pai. 

Habilidade como dona de casa: Organização.

O que não gosto de fazer em casa: a cama, temperar saladas, limpar a casa de banho. 

Frase preferida: A vida não se mede pelo número de vezes que respiramos, mas sim por aqueles momentos que nos tiram a respiração. 

Passeio para o corpo: uma sessão de yôga. E depois passear muito por esse mundo fora.

Passeio para a alma: mais uma sessão de yôga. Embora a minha alma tenha muitas dificuldades em disfrutar em pleno de qualquer passeio...

O que me irrita: incompetência, desconfiança, fazer qualquer coisa em vão.

Frases ou palavras que uso muito: "Nada", "Percebo", "hum...hum...", "Claro, claro", "Ok", "Quero si-lên-ci-o".

Palavrão mais usado: eu não digo palavrões e não suporto ouvir alguém dizê-los. 

Vou aos arames quando: os meus miúdos estão num daqueles dias que me deixam a cabeça num oito; quando brincam com coisas sérias. 

Talento oculto: não me caberá a mim descobri-lo. Os meus talentos estão à vista...

Não importa que seja moda, eu nunca usaria: ouro amarelo! Mini mini saia sem ser para ir para a praia. 

Queria ter nascido a saber: não pensar tanto em tudo!

 

 


Ao Raio-X
Sempre jovem. 23 anos. Psicóloga apaixonada pela sua profissão. Neuropsicóloga fascinada pelos labirintos do cérebro. Divide o seu crescimento profissional entre as crianças de um ATL, os toxicodependentes dos bairros da cidade Invicta e a Tese de mestrado em Psicologia Clínica. Orgulhosa q.b. e teimosa. Racional, mas bem-disposta. Sincera. Transparente. Amiga. Muito, muito vaidosa. Dizem que a sua personalidade é influenciada pela lua e por isso as variações de humor são uma constante na sua vida. Fashion victim. Viciada em moda e roupa. Os sapatos de salto alto levam-na à loucura. Preocupada com a imagem. Demora hooraaasss a arranjar-se, sendo cada pormenor pensado e repensado até à exaustão. Nas horas vagas rende-se a um bom livro, a um bom filme, a desenhos animados da sua infância, a longas caminhadas ao ar livre, ao Swasthya Yôga, à reflexão... Apaixonada pela vida, pelas boas pessoas e por animais. Ah! E pelo namorado!
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