Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Felicidade

IMG_4779.JPG

 

Que esta seja sempre a regra. No dia internacional da felicidade e em todos e cada dia da nossa vida. Porque com uma alma leve e feliz não há vida que não valha a pena ser vivida, nem desafio que não se seja capaz de vencer. O resto já sabem porque já é um velho clássico: "façam o favor de ser felizes".

Ler: "Anna e o Homem Andorinha", Gavriel Savit

aeoha.jpg

Uma história sobre a perda da inocência perante a tragédia.
Ao longo da viagem, Anna e o Homem-Andorinha escaparão a bombas e a soldados e também farão amigos.
Mas, num mundo louco, tudo pode ser um perigo.
Também o Homem-Andorinha. «Este romance profundamente comovente une, de forma magistral, a doçura infantil com o fundo cruel e inumano da Segunda Guerra Mundial.»  

_______________________________________________________________

   A história de uma menina a quem a guerra deixa só no mundo; a história de uma menina só que encontra um amigo, ou é encontrada por este, a história de uma menina e de um homem a quem a guerra deixou sós no mundo; a história de uma menina e de um homem que fazem da vida uma caminhada pela sobrevivência.

   Uma história de inocência cruelmente assassinada pela guerra. Ficção duramente inspirada na realidade.

De cada dia, para todas as noites

Normalmente, a sua mente era como uma praia apinhada de gente - durante todo o dia, andava a correr de um lado para o outro, deixando pegadas, construindo pequenos montes e castelos, anotando ideias e diagramas com os dedos na areia, mas, quando a maré da noite subia, ela fechava os olhos e permitia que cada onda de rítmica respiração lavasse a acumulação do seu dia e, em pouco tempo, a praia ficava limpa e vazia, e ela conseguia adormecer.

«Anna e o Homem - Andorinha», Gavriel Savit

Ler: «O Labirinto dos Espíritos», Carlos Ruiz Zafón

9789896578497%20-%20O%20Labirinto%20dos%20Espírit

Na Barcelona de fins dos anos de 1950, Daniel Sempere já não é aquele menino que descobriu um livro que havia de lhe mudar a vida entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos. O mistério da morte da mãe, Isabella, abriu-lhe um abismo na alma, do qual a mulher Bea e o fiel amigo Fermín tentam salvá-lo.
Quando Daniel acredita que está a um passo de resolver o enigma, uma conjura muito mais profunda e obscura do que jamais poderia imaginar planta a sua rede das entranhas do Regime. É quando aparece Alicia Gris, uma alma nascida das sombras da guerra, para os conduzir ao coração das trevas e revelar a história secreta da família… embora a um preço terrível.
O Labirinto dos Espíritos é uma história eletrizante de paixões, intrigas e aventuras. Através das suas páginas chegaremos ao grande final da saga iniciada com A Sombra do Vento, que alcança aqui toda a sua intensidade, desenhando uma grande homenagem ao mundo dos livros, à arte de narrar histórias e ao vínculo mágico entre a literatura e a vida.

_______________________________________________________

   Quarto e último livro da saga iniciada com A Sombra do Vento.

   São 850 páginas de história em volta de livros, autores, mistérios e uma Barcelona que dá muita vontade de conhecer. Apesar do assustador número de páginas, é um livro que não chega a aborrecer, pois vai sempre criando algum suspense relativamente ao que vai acontecer a seguir, mas sempre sem fantasiar.

   Foi uma história boa, esta que Záfon nos ofereceu ao longo de 4 livros e que demorou cerca de 15 anos a escrever. Este último volume dá continuidade à vida das personagens dos livros anteriores, obriga-nos a voltar a elas e ao passado e apresenta-nos novas histórias e novas personagens, para no final ficarmos finalmente a perceber a história da família Sempere. De resto, fica sobretudo uma grande celebração dos livros e uma vontade enorme de conhecer Barcelona!

Comer: Bocca

sem nome.png

Este sábado fomos experimentar um restaurante relativamente recente no Porto: Bocca. Localizado no Passeio Alegre, Foz (antiga localização do restaurante Portugália), este restaurante agrada logo à chegada: janelas de ponta a ponta, muita luz natural e o melhor dos melhores, bem em frente ao Douro, o que oferece uma vista fenomenal sobre o nosso rio para quem tiver a sorte de ficar com as mesas viradas para o rio e até mesmo na esplanada.

16938769_10206335518747000_5440893692733392469_n.j17022511_10206335519387016_6366247683319723573_n.j

 O interior é igualmente agradável. Não muito grande, com um número ideal de mesas, todo o ambiente é envolvido pelas janelas imensas e principalmente pelo bar central e pelo forno de lenha e o balcão onde as pizzas são preparadas mesmo à nossa frente.

16997880_10206335519627022_6733198888295592053_n.j17103698_10206335519427017_6802569029275350088_n.j17156309_10206335519547020_7134750951325345387_n.j

Então e a comida?

Embora ofereça opções mais "tradicionais", numa ementa maioritariamente mediterrância e com pratos muito bonitos para serem fotografados, a sua principal atração são as pizzas e calzonnes, preprados na hora e em forno de lenha. Eu escolhi uma pizza rústica (tomate, mozarella, cogumelos e fiambre) e ele um calzonne (tomate, mozarella, salame e ovo) e a opinião final não poderia ser melhor.

As pizzas são gigantescas, é verdade, mas são tão boas que é de comer até à última migalha!

17155458_10206335520307039_5583826976565133146_n.j17155846_10206335521027057_3437473388768734720_n.j

   Serviço muito rápido, em cerca de 15 minutos (e com o restaurante cheio!), apresentaram-nos uma massa muito, muito fina, seca e super estaladiça e a quantidade certa de cada ingrediente, de tal forma que apesar do tamanho pornográfico das pizzas, conseguimos devorá-las inteiras e sem aquela sensação de termos comido algo carregado de gordura e pecado. Tudo aquilo que uma pizza deve ser e ter!

17103455_10206335520387041_7280744640156387120_n.j

Conclusão: só pontos positivos. O local, o atendimento, a rapidez do serviço e sobretudo a qualidade do que é servido.

Por isso, já sabem. Se estão por perto e gostam de um pequeno prazer alimentar numa vida de alimentação saudável e gostam de comer uma verdadeira e deliciosa pizza, corram para o Bocca. Não se arrependerão!

Deixei-vos com água na Bocca?  

 

Ler: "Destinos e Fúrias", Lauren Groff

Liv01040648_f.jpg

Todas as histórias têm duas versões.
Todas as relações têm dois pontos de vista.
Contudo, às vezes, a chave para um bom casamento não está na honestidade mas nos seus segredos.

Lotto e Mathilde, jovens altos e bonitos de 22 anos, estão perdidamente apaixonados e destinados aos maiores sucessos. Uma década mais tarde, o casamento ainda é alvo das invejas dos amigos, mas a realidade afigura-se mais complexa e extraordinária do que as aparências dão a entender. Destinos e Fúrias é o bestseller do New York Times que está a conquistar o mundo. 

Melhor Livro de 2015 da Amazon
Melhor Livro do Ano segundo Barack Obama
Finalista do National Book Award 2015

___________________________________________________________________

Depois de ler críticas bastante positivas em relação a este livro, resolvi fazer uma pausa nas 800 e muitas páginas do Labirinto dos Espíritos, do Záfon e devorar este Destinos e Fúrias.

Sendo um livro bom não o achei nenhuma obra-prima. Aliás, a primeira parte do livro, a parte dos Destinos, chega a ser um pouco enfadonha. A segunda parte, a da Fúria é bastante melhor, bem mais intensa e fundamental para nos fazer voltar atrás na história e percebermos todas as páginas iniciais.

Trata-se de uma história de amor, sim, mas fica bem longe das histórias lamechas. A personagem feminina é uma personagem forte e que eu diria que assume o papel principal em todo o livro, dando-lhe toda a vida e intensidade que o poderão justificar todo o burburinho que se tem formado em volta deste livro.

Recomendo. Não fica na minha lista de favoritos, mas recomendo!

Na minha cozinha: "pão" de banana e aveia

17021607_10206301311171832_225109343419391631_n.jp

Uma alternativa deliciosa e saudável para os lanches ou pequeno-almoços, foi a experiência culinária deste Domingo, uma espécie de pão ou bolo de banana que não leva qualquer tipo de açucar e sinceramente não sentimos nada a sua falta, já que a banana o adoça suficientemente. Dá vontade de o comer mesmo assim, sem qualquer recheio ou cobertura e irá acompanhar-me durante esta semana!

 

Ingredientes:

  • 5 bananas
  • 2 maçãs raladas
  • 5 ovos
  • 2 chávenas de farinha de aveia (ou outra alternativa)
  • 1 iogurte natural sem açucar
  • 2 colheres chá de fermento
  • canela a gosto
  • erva doce a gosto

Mãos-à-obra:

  • Esmagar as bananas e juntar a maçã ralada, a canela e a erva doce;
  • À parte misturar com uma vareta os ovos (um a um) com o iogurte;
  • Juntar a farinha e o fermento;
  • Envolver tudo na mistura de banana e maçã;
  • Forno a 200ºc cerca de 30/40 min.

 

 

Ver: This is Us

IMG_4393.JPG

 

Deixei de ver séries há muito tempo, quando elas se banalizaram, multiplicaram até à exaustão (haverá vida suficiente para uma pessoa seguir todas essas séries que para aí andam?) e passaram todas para o domínio do "fantástico-hipotético-ficcional do mais ficcional que há". Há uns tempos descobri esta na net e o nome chamou-me à atenção. Vi o primeiro episódio e foi quanto bastou para me prender. Numa época em que só nós chegam séries completamente desligadas da realidade e cheias de violência e histórias/personagens que não são minimamente cativantes de tão impossíveis que são, esta série vem marcar toda a diferença. Esta não é mais uma série. Esta estreia amanhã no FoxLife e é uma maravilha. 11 episódios depois, estou rendida. Não há ficção. Há vida real. Chama-se This is Us, mas facilmente se poderia chamar This is Life. Porque é mesmo isso, vida. Espreitem e rendam-se!

Sim. Isto é um post sobre o dia dos namorados

IMG_4185.JPG

 

Nunca fui propriamente uma pessoa romântica. Tive os meus devaneios, os meus sonhos, os meus momentos "aiiii, que lindo", mas nunca fui aquela pessoa de dizer amo-te a cada 5min, muito menos de fazer surpresas ou grandes programas romantico-lamechas. Mas a vida, os anos, a maturidade, e aqui entre nós que ninguém nos ouve, o mau feitio, tornaram-me muito mais distante e repelente dos grandes gestos de amor. Dias como o de hoje nunca me motivaram e agora encaixo-os na categoria das maiores pirosices e palermices que o calendário anual nos oferece. Chego a considerar deprimente e rídiculo as coisas que se fazem e se dizem neste dia, já para não falar na quantidade assustadora de dinheiro que se gasta em presentes neste dia. Felizmente a vida premiou-me com um namorado que respeita estas minhas manias (não me livrei de presentes no primeiro e segundo ano, mas depois consegui domesticá-lo!), apesar de ele ser uma pessoa extremamente afectuosa e até romântica e que eu sei que gosta de me mimar com presentes. Para mim, ou para nós, faz muito mais sentido marcar e festejar "o nosso dia de anos de namoro", porque essa sim será sempre uma data especial para nós e apenas para nós. De maneira que para mim (para nós) hoje foi mais um dia normal da semana. Sem gestos especiais, sem mensagens lamechas, sem flores, prendas ou jantares românticos. Uma relação que precisa disto e de gestos bonitos em dias calendarizados no mundo inteiro para sobreviver não é uma relação que valha a pena viver. Um amor que se alimenta no dia 14 de Fevereiro e é esquecido nos restantes 364 dias não é um amor que mereça ser amado. Porque o amor tem de ser diário, tem de estar nas pequenas coisas e acima de tudo surgir e manter-se naturalmente na nossa vida. Tem de fazer parte de nós de forma tão intrínseca que não precisa de datas para ser lembrado. O amor é a vida inteira, o corpo inteiro, o ano inteiro, a cada dia, todos os dias; e não uma sucessão de coraçõezinhos vermelhos espetados em vasos e afins num dia marcado, com mesa e hora marcada. Nestes dias vêm-me recorrentemente à cabeça as palavras mais sábias que alguma vez ouvi sobre o amor. Dizia o Dr. Pinto da Costa, no meu último ano de licenciatura, durante uma aula de psicologia forense, que os jovenzinhos apaixonados deveriam escrever as palavras I Love You dentro de cérebros e não de corações, porque o amor é e tem sempre de ser racional, começar e acabar no nosso cérebro e ser comandado por ele. É cérebro que nos faz amar, que nos ensina a amar. E também é o cérebro que nos ensina a valorizar o que é realmente importante nesta vida. Haja amor. Todos os dias. Sempre.