...que são tudo. Esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas. ("É proibida a entrada a quem não andar espantado de existir")

08
Fev 10

Hoje não se fala de outra coisa. Por essa internet fora desdobram-se as notícias e os vídeos acerca desse acontecimento (momentos depois da queda já eles davam os primeiros sinais de vida). No Facebook já se criaram grupos do género "Eu vi a queda do Abrunhosa". Posto isto, reúnem-se todas as condições para se dizer que toda a gente vê o Ídolos.

 

Eu também vejo. E gostava que a Diana ganhasse. Entre dois favoritos, o facto de ela ser mulher tem de pesar mais na minha escolha. Quanto ao futuro musical de ambos tenderá a ser o mesmo de tantos outros que se dedicam à música neste cantinho à beira-mar plantado...

Observado por `Na às 23:40

07
Fev 10

 

O Hachi do filme

Hachi foi um cão de raça Akita, nascido em 1923, no Japão. Criou um elo tão forte com o seu dono, que o acompanhava todos os dias à estação de comboios, onde regressava à hora da chegada do comboio que traria o seu dono de regresso a casa. Um dia o dono não regressou. Morreu no seu local de trabalho, na Universidade de Tóquio. Hachi esperou-o no mesmo sítio de sempre, à mesma hora de sempre, durante quase 10 anos, à chuva, à neve, ao frio, ao calor... Morreu em 1935, enquanto esperava pelo dono, no mesmo local de sempre.

Hachi foi história de jornais e revistas. Tem até direito a uma estátua de bronze à porta da estação de Shibuya e a celebrações em honra da sua lealdade.

Estátua de Hachi à prta da estação de Shibuya

A história de Hachi é uma história real, agora re-adaptada para o cinema (existe já uma primeira versão, japonesa), com um Hachi absolutamente irrestível de tão fofinho e lindo que é, e Richard Gere como o dono. Uma história emocionante de lealdade eterna entre um cão e o seu dono.

Observado por `Na às 11:13

06
Fev 10

   Os portugueses confundem boa alimentação e bons hábitos com "Ai, estás a fazer dieta!!!" . Confirmei as minhas suspeitas quando o patrãozinho entrou na minha sala e disse "Estou sempre à espera do dia em que não a vou encontrar aqui". Eu fiz todo um ar de Ups! Será assim tão evidente que estou louca louquinha por me ver daqui para fora?". Mas a questão não era essa. "Então, já conseguiu perder alguns quilos? Ouvi dizer que é cházinho, leitinho de soja, bolachinha integral, bolachinha de soja...Qualquer dia desaparece". Passemos aos esclarecimentos (saltando a parte em que fazem um relatório completo do que como e não como nas minhas costas): bebo cházinho que levo numa bonita termos que verte água que nem uma tola, porque os líquidos fazem bem a tudo e mais alguma coisa e não simpatizo com água, muito menos no Inverno, vai daí cházinho de todos os sabores cai muito bem. Bebo leitinho de soja porque gosto, faz bem e não consta que faça emagrecer. Como bolachinha integral porque gosto e porque não gosto de bolachas muito doces ou muito elaboradas. Como bolachinha de soja porque são muito boas.

   Sou uma rapariga de bons hábitos (alimentares, pelo menos) - or at least, I try! Nem sempre o fui. O peixe (apenas e só grelhado, que tantos anos a negar peixe não se apagam de um dia para o outro) e os legumes entraram na minha vida muito recentemente. Larguei os refrigerantes- era totalmente viciada em coca-cola- porque não me fazem falta e porque vivo muito bem sem eles (e já agora, um ponto a favor da minha celulitinha). Não como bolos porque não gosto. Nunca gostei. Cremes, natas e afins nunca me despertaram a atenção e conseguem pôr-me o estômago às voltas. Aliás, sempre fui aquela que não come bolo nas festas e que não quer comprar bolo para as festas. Doces do género também nunca me fizeram água na boca. Não como chocolates, porque são poucos os que me agradam o paladar. Não como McDonald`s porque não gosto. Já comi muito, agora só escapa o cheirinho das batatas fritas. Não bebo café porque não gosto e porque das duas ou três vezes em que bebi fiz figuras tristes, do género segurem-me que eu vou cair. Não como fritos porque só o cheiro enjoa. Umas batatinhas fritas de quando em vez sabem bem, especialmente se forem fritas em casa ou a acompanhar uma francesinha ou um frango de churrasco e umas papas de sarrabulho. Gosto de bolachas integrais e de água e sal porque sim e porque sempre gostei. Prefiro iogurtes magros, porque não os acho tão doces. As bolachas de chocolate que como são sem açucar, porque o chocolate parece não saber tanto a chocolate (e confesso que vai um pacote de uma vez só).

Posto isto, não faço dieta. Nunca fiz. Como tudo o que gosto. Não tenho culpa de não gostar daquelas coisas que os outros acham deliciosas e tentadoras. És uma esquisita. Pois sou. Sempre fui. Muito pior do que o que sou hoje até. A idade trouxe-me, entre outras, alguma maturidade alimentar. Se tenho cuidado com a linha? Claro que tenho. Sou mulher! E todos deveriam ter. Fazer dieta seria um pesadelo para mim, já que não funciono se tiver um ratinho no estômago a pedir comida. Como pouco, porque sempre comi assim. Como isto e aquilo, porque é disto e daquilo que gosto.

Portanto, só para esclarecer o patrãozinho: não faço dieta. Cuido-me. E agora vou à cozinha buscar umas bolachinhas que o ratinho já pede algo. E se me apetecer como uma comida bem calórica este fim-de-semana.

Observado por `Na às 00:01

05
Fev 10

Tive um dia de trabalho para esquecer, daqueles que nos levam ao desespero e dão vontade de fugir dali para fora e não aparecer mais.

Tenho a minha garganta invadida por aftas, que é sempre uma coisa agradável de se ter, principalmente na garganta, local de passagem obrigatória de todo e qualquer tipo de alimento, que por estes dias, quanto mais moles, melhor.

Tenho uma tese para entregar no próximo mês e não tenho a mínima vontade de trabalhar nela.

Tenho cerca de 8000 dados para inserir num programa de análise estatística e não sei como o farei a tempo da entrega.

Tenho pouca (ou nenhuma) vontade de falar ou de me mexer, muito menos de pensar.

Tenho sono (24h por dia!).

Tenho a cabeça cheia.

Tenho frio (24h por dia!).

Tenho os meus limites postos à prova.

Ou se calhar é só 6ª feira e eu estou de mau humor.

 

 

 

 

Observado por `Na às 23:45

04
Fev 10

Eu: " O que diz aqui?"

S. (7 anos): "Um fi-go. O que é figo?"

Eu: "Não sabes o que é um figo?"

S. : "É uma coisas que nós temos aqui em baixo para fazer xixi?"

(Eu de olhos esbugalhados)

V. (8 anos): "Figo dá para muita coisa. Primeiro é um órgão que temos aqui na barriga, acho que é do aparelho digestivo. Depois também dá para comer. E também pode ser um jogador de futebol."

S.: "Então não é para fazer xixi".

 

E hoje apanhei o P., de 7 anos, a escrever na mesa. Repreendi-o e castiguei-o depois de virar a cara para me rir. Na mesa rabiscou um "pota", um "caranho" e um "fodaçe". Como o que conta é sempre a intenção, mereceu o castigo.

Observado por `Na às 00:35

03
Fev 10

 

"Quanto pesa a sua vida?

Imaginem que carregam uma mochila às costas. Uma mochila com tudo aquilo que possuem na vossa vida. Comecemos pelas coisas pequenas. Os objectos das prateleiras e das gavetas, as bujigangas e colecções. Depois passamos para as coisas maiores. Roupas, electrodomésticos, a televisão... Nesta altura a mochila já estará bem pesada. E ficará ainda mais. O sofá, a cama, a mesa da cozinha e tudo o que estiver nela. O seu carro, ponha-o lá. A sua casa...Agora, vamos enchê-la com pessoas. Comece com os encontros ocasionais, os amigos dos amigos, os colegas de trabalho. Passemos às pessoas a quem confiamos os nossos segredos mais intímos. Irmãos e irmãs, filhos, pais e, finalmente, mulher, marido, namorado ou namorada. Coloque-os todos dentro dessa mochila. Sinta o peso dessa mochila. Não se iludam. As vossas relações são a componente mais pesada da vossa vida. Sentem as alças a cortarem as vossas costas? Todas as suas negociaçõese discussões, segredos e compromissos.  Não se enganem: moving is living.  Alguns animais carregam-se um ao outro. Vivem simbioticamente  vida inteira. Amores eternos, cisnes monogâmicos. Nós não somos esse tipo de animais. Quanto mais devagar nos movemos, mais depressa morremos. Nós não somos cisnes. Somos tubarões. "

adaptado do filme "Nas nuvens"

 

Preciso de dizer que adorei o filme? Viver nos céus, correr de um lado para o outro, não ter raízes e perceber a sua importância. Aprender a importância dos outros, o peso dos outros, o lugar dos outros na nossa vida. Lidar com fragilidades humanas de forma fria e distante e sentir que isso nos afecta. Que o outro está ali, mesmo em frente a nós, e que precisa de nós. Ter um objectivo secreto e concretizá-lo. Voar. Motivar. A solidão. O encontro, o reencontro. Sentir falta. Partir. E saber o que queremos, ao voltar.

 

E George Cloney está óptimo, como seria de esperar, com a voz perfeita para nos fazer pensar nestas e noutras coisas. 

Observado por `Na às 00:31

01
Fev 10

...bater com o dedo mindinho do pé em qualquer superfície dura nos dá vontade de expelir toda uma catrafada de palavrões uns atrás dos outros?

 

Depois desta dúvida quase existencial, vou voltar ao trabalho. Março está aí à porta e parece que há uma tese qualquer para entregar. Parece...

Observado por `Na às 23:58

30
Jan 10

 

Uma massagem de pedras quentes. Hummm....

Mimem-se.

 

Observado por `Na às 20:49

28
Jan 10

Blake Lively

O que eu gosto do cabelito desta Gossip Girl, que é para lá de gira.

   Fui cortar o cabelo. Ao sair da cabeleireira não senti o efeito desejado. Aquela auto-estima redobrada, o sentir-me bem por ter um novo visual. À excepção de uma ténue satisfação (alívio?) por, durante uns dois dias, me ver livre dos meus incansáveis caracóis, ficou tudo na mesma.

   Felizmente existem as crianças neste mundo, para nos proporcionarem (breves) momentos de felicidade. Ora senão vejamos:

Facto 1 - S (7 anos). Vê-me entrar. "Tiraste os caracóis? Deixa-me tocar. Que fofinho. É fofinho. Olha, anda ver como está fofinho" (acto repetido inúmeras vezes ao longo da tarde).

Facto 2 - M. (9 anos). Entra na sala. Olha para mim e "Uau! É só gente bonita aqui hoje! Ó professora (sim, sou eu), sim senhora...UaU!".

Facto 3 - S (9 anos). Entra na sala. Olha para mim. Sai a correr. "Venham ver, venham ver, a professora (outra vez eu) está de cabelo esticado".

Facto 4 (e o meu preferido) - S. (6 anos). Entra na sala. "Esticaste o cabelo? Ficas um espectáculo": Cinco minutos depois: "Ficas um espectáculo com o cabelo assim." E caso dúvidas ainda existissem no meu ego, não há duas sem três: "Estás um espectáculo professora".

Afinal sempre valeu a pena cortar o cabelo. Ou pelo menos esticá-lo.

 

Escusado será dizer que todos estes comentários vieram de meninas. Porque os meninos ficaram-se por um "Foi ao corte".

Observado por `Na às 22:21

26
Jan 10

 

É a minha personagem/bonequinho favorita de todos os tempos. Uma fofura de ursinho, muito bem representada na fofura de peluche tamanho XL que os meus pais me ofereceram há uns 5 anos atrás pelo Natal e que exibo orgulhosamente no meu quarto. É que eu A-D-O-R-O o Winnie the Pooh. Por favor levem-me à Disneyland!!!!

Observado por `Na às 12:17

roubado daqui

 

Mesmo nos dias do meu pior humor. Desarmas-me.

 

Observado por `Na às 00:09

25
Jan 10

Fugi das páginas de Saramago com a mesma persistência com que fujo das páginas do Lobo Antunes, do Gabriel Garcia Marquez ou do Philip Roth (entre outros que não me vêm agora à cabeça). Não que tenha algo contra as páginas destes senhores (e senhores mesmo, a avaliar pelo sucesso que fazem), aliás já li dois ou três livros do Garcia Marquez, um do Roth e do Lobo Antunes não li mas não morro sem o fazer, simplesmente é um tipo de literatura que não me agrada. Demasiado descritiva, demasiado pormenorizada, demasiado "ronda-que-ronda-que-ainda-não-é-altura-de-saberem-do-que-estou-a-falar". O que não lhes tira o mérito. Pelo contrário. Atribui-lhes ainda mais, afinal é precisa uma imaginação sem limites para tanta palavra perfeitamente encaixada uma na outra. Ao Saramago metia-o no mesmo saco. Sem motivos (tal como uns tantos outros). Até um dia.

O meu primeiro encontro com o nosso nobel foi há quase 5 anos. Um título captou a minha atenção ao passar pela secção dos livros do Continente: "As intermitências da morte". Trouxe-o comigo para casa. Li-o, mas não me rendi. Hoje reconheço que me faltava maturidade literária naquela altura. O segundo encontro deu-se em 2009, graças à adaptação cinematográfica do seu "Ensaio sobre a cegueira". Gostei do filme, adorei o livro. E nasceu ali um qualquer elo. O terceiro, e último, encontro deu-se já este ano. "Caim" foi o motivo, a polémica a responsável. E o que que gostei daquela escrita. Leve, mas clássica, com retoques de uma língua passada e termos tão tradicionais que já hoje não se ouvem (nem leêm) por lado nenhum. O quarto encontro estará para breve (foi adiado apenas pelas recentes aquisições nos saldos da Bertrand!) e o cicerone já foi escolhido: "Ensaio sobre a lucidez", onde volta a haver uma cegueira branca, mas desta vez de votos. Uma espécie de continuação do Ensaio sobre a cegueira, aqui sob a forma de crítica ao poder político. E assim temos mais um "E se um dia..." tão típico deste senhor e que afinal tanto me atrai. E se um dia ninguém mais morresse...E se um dia todos cegassem....E se um dia todos votassem em branco...E se um dia alguém tivesse a coragem de enfrentar Deus, revelando o seu lado pouco sagrado?

Com certeza Saramago terá ainda muito mais para me dar a descobrir. Página a página, poderá conquistar mais uma fã (não que precise de mais mas...).

 

Observado por `Na às 22:19

24
Jan 10

E gostaram! Surpreendentemente. Um filme que, à partida, não teria absolutamente nada a ver comigo, surpreendeu-me e encheu-me as medidas, do início ao fim. Não é nenhuma obra prima do cinema, chega a ser previsível até, mas são 160 minutos que não cansam. As mensagens estão lá, o impacto é forte, cá dentro qualquer coisa mexe-se ao ver imagens de destruição, de determinação, de união.

Recomendo. A 3D. E com muitas pipoquinhas!!!

 

Observado por `Na às 23:17

22
Jan 10

Marie Louise Parker

   "Devia ser como no cinema / A língua inglesa fica sempre bem / E nunca atraiçoa ninguém..."

    Cantavam os Clã os seus "Problemas de Expressão" e canto eu. O português é, de facto, uma língua traiçoeira, enfadonha, complicada e cheia de pormenores. Apercebo-me disto à medida que mergulho cada vez mais (e mais fundo) na leitura em inglês, por motivos académicos. No inglês parece que tudo soa melhor, que todas as palavras combinam umas com as outras e que até as repetições dão vida a um texto. Já no nosso português é preciso ler e reler um texto centenas de vezes o pormenor: faltam as vírgulas, os parágrafos são demasiado longos, as palavras repetem-se e não sabemos qual utilizar para substituir, as ideias perdem-se, as expressões não se adequam ao pretendido...pensar em inglês parece mais simples que pensar em português.

   As palavras na nossa língua pesam como blocos de cimento. Falam mais do que o que queremos e deixam sempre algo por dizer. Tudo bem que nós temos a saudade e eles apenas sentem falta num miss you (não estaremos a falar da mesma coisa?) e temos o gosto de ti, ou o adoro-te ou o amo-te e eles desatam ao love you para todas as situações. Se calhar não são mais limitados que nós, limitam-se apenas a serem práticos e precisos. Love you. Ponto. Enquanto nós fazemos joguinhos de palavras e sentimentos e andamos ali no "digo ou não digo" e acabamos por jogar pelo seguro, que é como quem diz, acabamos por não nos comprometer. E depois, o inglês tem aquelas expressões deliciosas que queremos assumir como nossas de imediato e ansiámos pela oportunidade de as proferir. Fantástica Marie Louise Parker na série Weeds a responder "Uh-Uh...Been there, done that..." , sem o escusado discurso "eu já passei por tudo isto antes, já sei qual o resultado e as consequências disto, por isso não volto a cair no mesmo erro" (passamos de 4 para 25 palavras).

   Tudo isto para dizer que preferia falar inglês e pensar em inglês. Facilitaria em muito alguns aspectos da minha vida (e tenho para mim que acabaria a minha tese bem mais depressa). Ou se calhar, o defeito é mesmo meu.

 

PS - Efeitos semelhantes poderão ser provocados em mim assim que souber e compreender mais de 3 palavras em italiano, língua que eu acho linda, charmosa, romântica, chic, elegante and so on...

Observado por `Na às 23:50

21
Jan 10

Haiti

Mas porque não encontro palavras capazes de descrever tudo o que sinto ao ver estas e outras imagens.

Ou se calhar encontro, em forma de pergunta sem resposta, demasiado violenta:

Mas que raio de Divindade é esta que permite que Seres Humanos passem por tudo isto?

Observado por `Na às 20:22

20
Jan 10

Jude Law e o seu filho giro-giro! Bons genes...

 

Se há coisa que eu acho absolutamente enternecedor é um pai que diz, pensa e sente: "Os meus filhos são os melhores do mundo" e o demonstra constantemente, independentemente da hora ou do local. O amor paterno é algo que me derrete o coração aos extremos da pieguice e acho absolutamente lindo ver um pai com o filho ao colo, um pai a brincar com o filho, um pai a mimar o filho. E num só gesto temos mais uma prova de que os homens não são aqueles seres frios, distantes e desligados que por aí se diz.

O instinto paternal é uma daquelas coisas quase divinas. Porque nós as mulheres (Ok! Eu devo possuir um qualquer erro de programação!) parece que vimos geneticamente programadas com esse instinto maternal e com o amor incondicional a um (ou mais) novo ser, ao ponto de sermos capazes de nos anularmos, a nós e à nossa vida, por uma outra vida. Conseguimos ser mãe e pai. Incansáveis, nos cuidados, na protecção, na educação e no amor. As verdadeiras mulheres e, portanto, as verdadeiras mães, fazem um trabalho magnífico, não fossem elas Mulheres, esse gigante que tudo domina, tudo vence e tudo resolve. Mas há pais que são uma dádiva divina. E que fazem um trabalho tão bom ou melhor que as mães. E que, com isso, me derretem o coração e quase me fazem pensar: "Se ser pai é tudo isto, então vale a pena ser mãe".

Um bem haja aos papás deste mundo que amam sem limites.

 

Observado por `Na às 23:07

 

Talvez uma flor ajude. Precisamente ali, no sítio da flor, tem estado uma dor irritantemente incomodativa há demasiado tempo. Estar sentada é um verdadeiro pesadelo. E estar sentada é apenas e só a forma como eu passo a maior parte do meu dia, seja a trabalhar, seja a tratar da tese.

Sugestões de alívio?

 

Observado por `Na às 22:48

19
Jan 10

 

Só hoje, a minha tese passou de 50 para 62 páginas!!! Happy, happy...

 

Agora se me dão licença vou para a minha caminha que de caminho há muitos meninos para aturar e muitas mais páginas para ler e escrever.

 

Observado por `Na às 02:35

17
Jan 10

É tudo o que me sai da boca sempre que vejo estas imagens (ok, nem tudo. Poderá haver pior).

Não, não quero pôr as minhas mãozinhas num corpinho (!!!) destes, ao jeito "estátua de Deus Grego exageradamente trabalhado".

 

Observado por `Na às 21:27

14
Jan 10

 

   Estou a adorar a ironia deste discurso jocoso sobre um assunto tão sagrado.

   Uma citação biblíca seguida da referência "LIVRO DOS DISPARATES"? Deus com letra minúscula? Exploração da vida sexual de Adão e Eva? Um Deus mandão e vingativo? Frases do tipo: "Diarreias, que é isso, perguntou o querubim, Também se lhes pode chamar caganeiras, o vocabulário que o senhor nos ensinou dá para tudo, ter diarreia, ou caganeira, se gostares mais desta palavra, significa que não consegues reter a merda que levas dentro de ti." (Palavras sabidas de eva)...

    Deliciosa provocação literária.

 

Observado por `Na às 00:27

13
Jan 10

  

   Sinto-me bem melhor. Pelo menos da garganta, que quase não dói nada, nada. O corpo ainda se ressente e cansaça-se muito depressa, as vias respiratórias estão bastante congestionadas, as empresas de lenços de papel estão-me eternamente agradecidos pelos lucros já avultados de 2010 e o facto de ter de trabalhar não ajuda na cura. Ainda assim, a 3ª dose ficará por dar, depois de ouvir a enfermeira dizer "Eu não lhe dou esta 3ª dose. É muito forte para si. É o dobro destas. Com o seu físico não vai aguentar. É risco muito grande". Dito isto, claro que não tomo essa 3ª dose, que é o dobro em potência e em quantidade (e provavelmente em dor!). Tudo isto me deixa a questionar a responsabilidade da médica que me receitou estas maravilhas, porque ao que parece, para menos de 50kg, aquela dose pode ser bastante problemática. Ora ela não me pesou (falha?), mas a enfermeira também não - mal olhou para mim e para a última dose proferiu logo a sua sentença. Perante este quadro e como duas doses depois me sinto bem melhor da minha garganta, ficamos por aqui e torcemos para que fique mesmo por aqui. Em menos de 3 semanas tive direito a antibiótico, penicilina e uma carga de medicamentos que nunca mais acaba. Acontecimentos que me fazem relembrar a minha infância, durante a qual este quadro era repetido mês a mês, muitas vezes mais do que uma vez em cada mês.

    É precisamente desses tempos que me vem o "trauma" às agulhas. Penicilina era o pão nosso de cada mês para mim. A última delas foi dada a pé e doeu-me horrores. Desde aí a relação com as agulhas ficou bastante comprometida. Já desmaiei a tirar sangue, depois de ver a agulha, já quase desmaiei no veterinário quando vi agulha da vacina para o gato, não durmo quando sei que tenho de ir tirar sangue ou tomar uma vacina no dia seguinte e que rói as unhas enquanto aguarda pela sua vez. Haveria com certeza aqui muito material recalcado e a exposição ao estímulo aversivo parece mesmo ser uma técnica eficaz. E não é que não tremi, não roí as unhas, não fiquei nervosa, não perdi o sono e até olhei de relance para a sra agulha e não senti nada? Quase que digo que nem senti a dose de hoje, mas aí o mérito é todo da enfermeira. Depois disto, será que posso dizer: "Estou curada!"? Para já quero a cura do meu estado físico, o resto se verá. Mas, agulhas, (acho que) já não me assustam.

Observado por `Na às 22:25

12
Jan 10

Resultado? Três belas injecções de penicilina. Depois da primeira, devo dizer que me sinto bem melhor, já a minha nádega esquerda, toda a perna e todo o rabinho procuram a melhor posição na cama. Pensando positivo: já só faltam duas...

Observado por `Na às 16:56

11
Jan 10

Li por aí em alguns blogues e não consegui resistir.

Momentos divinos...

   O final do meu curso. Um galão descafeinado num copo de papel. Cerejas grandes e rijas, daquelas que ouvimos um “crrrc” quando as trincamos. A praia ao final da tarde depois de um dia de muito calor. O mar mediterrâneo. Os cheiros da Tunísia. O nascer do sol no deserto da Sahara. O deserto. Os camelos. A areia fina. O calor.  Relembrar um passado feliz. Sentimentos que se revelam. “Roads” dos Portishead. O Natal. O cheiro a Natal. O brilho do Natal. Viagens. Olhar-me ao espelho e gostar do que vejo. Entrar numa cama acabadinha de mudar. Um bom banho com aroma a frutos vermelhos.Chá.

   O enamoramento. A conquista. A paixão. Dormir até me apetecer acordar. Chegar à cama e adormecer instantaneamente. Aqueles livros que nos fazem viajar. O cheiro a pão quente. O pão quente. Frango assado no forno só com um limão. Um gelado, com frutas ou bolacha, num dia de Verão. Conduzir à noite, sozinha, ao som de uma boa música. O “cheirinho a pai”. Andar descalça no Verão. Usar pantufas peludas no Inverno. O quentinho da minha cama num dia de frio. Os primeiros dias de calor. O Verão. As noites de Verão. A praia no Verão. Fotografar. O primeiro beijo. Comprar uns belos sapatos. Calçar uns belos sapatos. Estrear roupa nova. Comprar roupa bonita. Aquele estado de semi dormência imediatamente antes de adormecermos, quando já não estamos cá mas ainda não estamos lá.

   Caminhar. Yôga. A certeza de estar no caminho certo. O canto dos grilos numa noite de Verão. As pipocas do cinema. Palavras sinceras. Saber que existe alguém com quem posso sempre contar. Ver séries “de gaja” com Nova Iorque como cenário. Palma de Maiorca e tudo o que ela é. Os dias em que o meu cabelo encaracolado obedece às minhas vontades. Acreditar que um dia vou ter e ser tudo aquilo pelo que luto todos os dias. Um elogio ao meu trabalho. O cheiro de um livro acabadinho de comprar e aberto pela primeira vez. Uma agenda repleta de compromissos. Uma esplanada nos primeiros dias de sol quente. As ruas do centro de Palma de Maiorca. Olhar um gato. Sentir um gato. Quando sinto que me dou bem no meu trabalho. Ir às compras ao continente ao final do dia. Andar de comboio junto à janela. “Antes do Anoitecer”. Miminhos nas costas. Aeroportos. Partidas e chegadas.

   O teu olhar. Sentir as minhas raízes. Problemas resolvidos. Objectivos atingidos. O meu sucesso. Castanhas cozidas à semana e assadas ao Domingo à noite. Idealizar a minha viagem a Nova Iorque, Barcelona, Paris, Itália, Índia, Rússia, Londres…O cheiro a protector solar depois de um dia de praia. Aprender. Crescer. Vestidos perfeitos. Saltos altos que nos põem as pernas bonitas. “O Diário da nossa paixão”. Batatas fritas “molhadas” em papas de sarrabulho. Dançar livremente. Rever episódios da “Ana dos Cabelos Ruivos” e lembrar-me do que vai acontecer a seguir. Compreender o que ninguém compreende. Ajudar. Ouvir Obrigado. Não ouvir Desculpa. Amar. Ser amada. Não saber o dia de amanhã. Acordar cheia de garra. Descobrir novos lugares, novos costumes. Sentir-me bonita. Sorrir. Fazer sorrir. Gostar. Sentir-me gostada. Passear à beira-mar de sapatilhas. Um elogio. Uma revelação. Mãos dadas.

   Viver tudo isto e muito mais e sentir o céu aqui tão perto.

Observado por `Na às 00:02

09
Jan 10

Espirros, tosse, dores de garganta, dores de ouvido, dores de cabeça, dores no corpo, febre...Conclusão: mais um fim-de-semana passado na cama, depois de quase uma semana a arrastar-me da cama para o trabalho e do trabalho para casa.

Observado por `Na às 21:42

06
Jan 10

Eu sei que toda a gente sabe fazer...eu aprendi esta semana...uma criança de 8 anos ensinou-me. Nunca é tarde para aprender!

Próxima aprendizagem: divisão por dois algarismos!

Malditas máquinas calculadoras.

Observado por `Na às 22:56

Ao Raio-X
Sempre jovem. 24 anos. Psicóloga apaixonada pela sua profissão. Neuropsicóloga fascinada pelos labirintos do cérebro. Divide o seu crescimento profissional entre as crianças de um ATL e a Tese de mestrado em Psicologia Clínica. Orgulhosa q.b. e teimosa. Racional, mas bem-disposta. Sincera. Transparente. Amiga. Muito, muito vaidosa. Dizem que a sua personalidade é influenciada pela lua e por isso as variações de humor são uma constante na sua vida. Fashion victim. Viciada em moda e roupa. Os sapatos de salto alto levam-na à loucura. Preocupada com a imagem. Demora hooraaasss a arranjar-se, sendo cada pormenor pensado e repensado até à exaustão. Nas horas vagas rende-se a um bom livro, a um bom filme, a desenhos animados da sua infância, a longas caminhadas ao ar livre, ao Swasthya Yôga, à reflexão... Apaixonada pela vida, pelas boas pessoas e por animais. Ah! E pelo namorado!
Meez 3D avatar avatars games
A viajar pelas páginas de...
Photobucket VIAGEM ANTERIOR: Caim - José Saramago
Sentei-me no sofá a assistir a...
EM 2010: - Hachiko: A história de um cão - Nas nuvens - Avatar - The other man - Eu sou a lenda EM FINAIS DE 2009: - Afterwards - The Long Weekend - Alvin e os Esquilos 2 - A Ressaca - Planeta 51 - Saw V - Coco avant Chanel - Veronika decide morrer - Lua Nova - Paris Je t`aime - Gran Torino - Diário de uma Nanny - This it it! - Força G - Motel 2 - Fame - Último Destino 3D - Elvis: Os primeiros anos - Obsessão - Up! Altamente - Make it happen - Harry Potter e o Princípe Misterioso - Ele não está assim tão interassado - Exterminador Implacável - Confessions of a shopaholic - Anjos e Demónios
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