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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Ler: Ele está de volta, Timur Vernes

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Berlim, 2011. Adolf Hitler acorda num terreno baldio. Sente uma grande dor de cabeça. O uniforme tresanda a querosene. Olha à sua volta e não encontra Eva Braun. Nem uma cidade em ruínas, nem bombardeiros a riscar os céus. Em vez disso, descobre ruas limpas e organizadas, povoadas de turcos, milhares de turcos. E gente com aparelhos estranhos colados ao ouvido.
Começa assim o surpreendente primeiro romance de Timur Vermes, passado na Alemanha de Angela Merkel, 66 anos depois do fim da guerra. Hitler ganha nova vida. Na sociedade espetáculo, dos reality shows e do YouTube, o renascido Führer é visto como uma estrela, que uma televisão sequiosa de novidades acolhe de braços abertos. A Alemanha da crise, do Euro ameaçado, da austeridade, vê nele um palhaço inofensivo. Mas ele é real, assustadoramente real. E, passo a passo, maquiavelicamente, planeia o seu regresso ao poder - por via da televisão. Sátira ferocíssima a uma sociedade mediatizada, narrado num registo arrepiadoramente fiel ao Mein Kampf, tem tanto de romance político como de crítica de costumes. Afinal, a Alemanha de Merkel, dominadora, obcecada pelo poder e pelo sucesso, está pronta para o receber... e Ele Está de Volta.

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   Este livro é muito giro. O princípio é simples: Hitler "acorda" na Alemanha de 2011 (não interessa como, o livro não o explica mas também não é esse o objetivo). Agora é só imaginarem o que seria Hitler na Alemanha de 2011 e serem capazes de atribuir uma certa carga humoristica a essa personagem, ao ponto de quase conseguirmos gostar dele!

   È um livro com uma compenente histórica e educativa até sobre aquele período da Alemanha nazi, mas é acima de tudo um livro muito bem imaginado e escrito.

 

Ir

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"Viajar... é viver o suficiente para se achar. É podar as próprias raízes. É brincar de ter asas. É máquina de fazer memórias. É desenhar um mapa com vivências. É atestar a imensidão do mundo. É pegar carona no vento. É perceber que a nossa casa é passageira, cidades são estações e nós somos o trem. É a gente conhecendo o mundo (ou o mundo conhecendo a gente?)" #joaodoederlein :::::::::::::::::::: Das coisas que mais prazer me dá nesta vida: viajar, passear, conhecer. Não preciso de ir para longe, não preciso de ir para lugares paradisíacos, só preciso de ir. Conhecer o mundo e apresentar-me ao mundo. Ir, ver, cheirar, fotografar e guardar na memória cada pedacinho descoberto. Hoje fui. E voltei de coração cheio e alma renovada para o resto da semana! Boas viagens e boa semana!

Porque a minha força é imortal

Porque a minha vontade tem o tamanho de uma lei da terra. Porque a minha força determina a passagem do tempo. Eu quero. Eu sou capaz de lançar um grito para dentro de mim, que arranca árvores pelas raízes, que explode veias em todos os corpos, que trespassa o mundo. Eu sou capaz de correr através desse grito, à sua velocidade, contra tudo o que se lança para deter-me, contra tudo o que se levanta no meu caminho, contra mim sempre. Porque a minha vontade me regenera, faz-me nascer, renascer. Porque a minha força é imortal. José Luís Peixoto

A cada mil lágrimas sai um milagre

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Em caso de dor ponha gelo/Mude o corte de cabelo /Mude como modelo /Vá ao cinema/ dê um sorriso Ainda que amarelo /esqueça seu cotovelo/ Se amargo foi já ter sido /Troque já esse vestido/ Troque o padrão do tecido /Saia do sério /deixe os critérios/ Siga todos os sentidos /Faça fazer sentido /A cada mil lágrimas sai um milagre. Em caso de tristeza vire a mesa/ Coma só a sobremesa /coma somente a cereja /Jogue para cima/ faça cena /Cante as rimas de um poema /Sofra penas/ viva apenas Sendo só fissura ou loucura/ Quem sabe casando cura /Ninguém sabe o que procura/ Faça uma novena/ reze um terço Caia fora do contexto invente seu endereço/ A cada mil lágrimas sai um milagre. Mas se apesar de banal/ Chorar for inevitável/ Sinta o gosto do sal do sal do sal/ Sinta o gosto do sal/ Gota a gota, uma a uma /Duas três dez cem mil lágrimas/ sinta o milagre/ A cada mil lágrimas sai um milagre. ( Alice Ruiz)

Ler: O Impiedoso País das Maravilhas e o Fim do Mundo, Haruki Murakami

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   Continuo na minha saga Murakami, com este livro, que é o nono que leio deste autor. Murakami continua a ser um escritor que me provoca mixed feelings: reconheço-lhe o génio da escrita e da criatividade literária, acho-o um execelente contador de histórias, identifico-lhe facilmente a mentalidade e espírito japoneses, mas termino sempre os seus livros com a sensação de que não acabei de ler um grande livro, um daqueles intemporais que vamos recomendar vezes e vezes sem conta.

   Este achei-o algo semelhante à trilogia 1Q84, pela criaçao de mundos alternativos e pela existência de dois naradores a viver em tempos diferentes mas que são afinal uma mesma pessoa, mas noutro mundo, noutra vida. Pessoalmente  e apesar das semelhanças, gostei mais da trilogia do que deste livro, mas sao de fato idênticos.

   Não sei se Murakami algum dia ganhará o tão anunciado prémio nobel da literatura, mas tenciono que se um dia isso acontecer eu ja cobecerei toda a sua obra!

(sim, já tenho outro Murakami para ler à espera, mas entretanto faço-lhe uma pausa para outras viagens de novidades literárias.

 

BOAS LEITURAS!

Body Goals

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Nós mulheres vivemos em permanente discussão com o nosso corpo. Se há coisa que parece nunca nos agradar é o nosso corpo, as nossas formas, o nosso peso. Agora mais do que nunca, besta época em que tanto se valoriza a imagem, os números, o tipo de alimentação que temos e as horas que passamos no ginásio. Cobiçar o corpo alheio é fácil. Gostar do nosso, nem sempre. Eu, que nunca tive qualquer problema de excesso de peso, não sou excepção a essa preocupação por vezes irracional dos pesos e medidas. Nunca tendo sido "um palito", já que sempre tive algumas formas, sempre fui tendencialmente magra. Sou baixa (1,58m) e nunca pesei 50kg na vida, apesar de sempre me terem dito que seria um peso normal para a minha altura. Mas eu sei, sem por lá passar, que nunca me iria sentir bem com 50kg. Sei, porque o meu corpo iria mudar e é isso que nos dói, ver o corpo mudar. Eu treino (forte, ou pelo menos tento que o seja!) regularmente e tenho uma alimentação cuidada diariamente e isto já trouxe resultados bem diferentes ao meu corpo, com oscilações de peso (quase sempre para baixo, excessivamente para baixo) e sobretudo de forma corporal, acima de tudo porque acabei por descobrir que tenho uma facilidade enorme em perder massa gorda. Há cerca de 1 ano atrás estaria com pouco mais de 47kg e excessivamente "seca". Sentia-me cheia de energia e em forma, mas visualmente, e hoje consigo admitir isso, não estaria no meu melhor. Parando para pensar, era fácil perceber que o tipo de treino que fazia não era o mais indicado para mim: demasiadas aulas de Grit (treino intervalado de alta intensidade) eram o problema principal. Queimava demais e a minha alimentação não repunha os gastos. Bastou mudar o tipo de treino, apostar no treino muscular e nas cardas pesadas (que eu adoro!), reduzindo drasticamente os treinos de alta intensidade (mas sem abandonar!!!) para uns meses depois ver os resultados. Hoje peso pouco mais de 48kg (não é grande diferença eu sei), tenho uma massa gorda vergonhosamente baixa, sim, mas uma massa muscular e resistência muscular/força bem apetecível para alguém que até há meia dúzia de anos nunca gostou de se mexer muito. Continuo a ter um IMC nos limites inferiores, precisaria de ganhar massa gorda, mas, e é aqui que quero chegar, o meu corpo mudou, "cresceu", ganhou formas diferentes. Sendo mulher, e mulher com dias em que ninguém me atura, tenho fases em que facilmente sou assaltada pelo pensamento ridículo de "estou a ficar gorda", "tenho estas pernas muito grossas" e por aí fora... o que não é verdade! Eu tenho pernas de quem carrega bem sempre que há pernas para treinar. Tenho pernas diferentes, mais rijas, mais definidas, mas nunca gordas (e com muito menos celulite!!!). Tenho "o umbigo colado às costas" porque tenho abdominais definidos (so proud!!!) e tenho uns bracinhos que apesar de continuarem fininhos, ganharam um bom tamanho no bicep e tricep. Tenho hoje um corpo que não é perfeito, que não agradará a muita gente, que em alguns dias nem a mim agrada, mas que é um corpo que é meu, trabalhado e cuidado por mim. E para mim. Tudo isto porque estamos em pleno Verão e o que mais há são corpinhos à mostra, uns com mais vergonha que outros, mas o importante é sermos capazes de nos valorizarmos e nos aceitarmos, sem nunca perderemos a vontade de cuidarmos de nós e querermos ser todos os dias uma melhor versão de nós mesmos e sem nunca esquecermos que nada, NADA, se consegue de um dia para o outro. O nosso corpo é só nosso. Tem de ser cuidado e gostado por nós. Dias difíceis todos temos e sempre vamos ter. Insatisfações vão-nos acompanhar toda a vida, mas enquanto formos capazes de um pensamento racional, valorizemos cada conquista e acima de tudo as coisas que realmente importam na vida. Posto isto, bons treinos. Melhor alimentação. E muitos sorrisos.

Regressar às rotinas...

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'Procurar uma resposta, mas as respostas são perguntas mortas. São as perguntas que nos fazem mexer. As certezas fazem-nos parar. As perguntas são a porta da rua. Quando nos interrogamos, quando duvidamos das nossas paredes, é porque estamos a passar pela porta. O facto de nos espantarmos com o que se passa à nossa volta é sinónimo de vida. Os cemitérios estão cheios de pessoas que se espantam com nada.'

(Afonso Cruz, Para onde vão os guarda-chuvas?)

 

Duas semanas de férias foi o tempo que tive para recuperar baterias, acalmar a alma e enchê-la de tudo aquilo que nos dá força para continuarmos diariamente em frente e a subir. Não sinto que esteja com a carga completa, mas conhecendo-me como me conheço vou em frente e a subir, ainda que alguns dias os sorrisos possam ser mais forçados e a garra precise de alguns empurrõezinhos.

A todos os que regressam ao trabalho amnhã, força para nós!

A todos os que iniciam as suas férias, aproveitem a vida!

Para todos os outros, e porque amanhã é segunda-feira, muita garra nisso!

Leituras destas férias de Verão

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Eleanor Oliphant tem uma vida perfeitamente normal - ou assim quer acreditar. É uma mulher algo excêntrica e pouco dotada na arte da interação social, cuja vida solitária gira à volta de trabalho, vodca, refeições pré-cozinhadas e conversas telefónicas semanais com a mãe.
Porém, a rotina que tanto preza fica virada do avesso quando conhece Raymond - o técnico de informática do escritório onde trabalha, um homem trapalhão e com uma grande falta de maneiras - e ambos socorrem Sammy, um senhor de idade que perdeu os sentidos no meio da rua.
A amizade entre os três acaba por trazer mais pessoas à vida de Eleanor e alargar os seus horizontes. E, com a ajuda de Raymond, ela começa a enfrentar a verdade que manteve escondida de si própria, sobre a sua vida e o seu passado, num processo penoso mas que lhe permitirá por fim abrir o coração.

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   Este livro foi uma verdadeira surpresa. Todo ele está escrito com uma ironia deliciosa que torna Eleanor, a personagem principal, numa figura de quem facilmente gostamos apesar do seu terrível feitio. Trata-se de um livro que facilmente nos conquista e que não queremos parar de ler. A sua temática principal gira em torno do peso de um passado que queremos esquecer mas do qual nunca nos livraremos, porque afinal aquilo que hoje somos é muito determinado por aquilo que fomos sendo ou tendo ou vivendo ao longo da vida.

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Londres, 1893. Quando o marido de Cora Seaborne morre, a viúva inicia uma nova vida marcada ao mesmo tempo por alívio e tristeza.
Não teve um casamento feliz e ela própria nunca se adequou ao papel de mulher da sociedade. Acompanhada pelo filho, Francis - um rapaz curioso e obsessivo -, troca a cidade pelo campo de Essex, onde espera que o ar fresco e os grandes espaços lhe proporcionem o refúgio de que necessita.

Quando se instalam em Colchester, chegam-lhe aos ouvidos rumores de que a Serpente do Essex, conhecida por em tempos ter percorrido os pântanos na sua avidez de colher vidas humanas, regressou à aldeia de Aldwinter. Cora, naturalista amadora sem interesse por superstições ou questões religiosas, fica empolgada com a ideia de que aquilo que as pessoas da região tomam por uma criatura sobrenatural possa, na realidade, ser uma espécie ainda por descobrir.

Quando decide iniciar a sua investigação é apresentada ao reverendo de Aldwinter, William Ransome. Tal como Cora, Will sente uma desconfiança profunda em relação aos boatos, que considera um fenómeno de terror de caráter moral e um desvio da verdadeira fé. Enquanto Will procura tranquilizar os paroquianos, inicia-se entre ele e Cora uma relação intensa; apesar de os dois não concordarem a respeito de nada, são atraídos e afastados um do outro inexoravelmente, a ponto de isso modificar a vida de ambos de formas inesperadas.

Escrito com uma delicadeza e uma inteligência cheias de requinte, este romance é sobretudo uma celebração do amor e das muitas formas que ele pode assumir.

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   Considerado um dos melhores livros de 2016, recomendado por vários críticos literários e finalista de uma data de prémios, não posso dizer que lhe tenha reconhecido esta genialidade toda. Em certas partes até me entediou. Ainda assim, está de parabéns pela facilidade com que nos põe a imaginar e visualizar na nossa mente as personagens e os cenários que tão bem descreve. Tirando isso, não será um dos livros que recomende.

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Me, afro-americano, produto acabado do século XX, criado no gueto agrário de Dickens, nos arredores de Los Angeles, educado pelo pai, um reputado e violentamente excêntrico sociólogo obcecado pela questão racial, conformou-se em seguir o destino estéril que a vida californiana de baixa classe-média tinha para si: morrer no mesmo quarto onde nasceu «a olhar para as fendas do estuque do teto que estavam lá desde o terramoto de 1968».

No entanto, nada corre como planeado: está falido, o seu pai foi morto num tiroteio com a polícia e Dickens acabou apagada dos mapas americanos (para poupar a Califórnia de mais vergonhas).
Alimentado por uma sensação de engano e pela degradação da sua cidade perante uma América enormíssima, Me decide resolver as coisas da única maneira que vê possível: restaurando a escravatura e segregando a escola preparatória local.

Vencedor do Man Booker Prize de 2016, O Vendido é uma sátira mordaz que desafia os pilares sagrados da vida urbana, da Constituição norte-americana, do movimento dos direitos civis, e da relação pai-filho, feita à medida para o despontar do século XXI.

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  Aqui está a maior desilusão das minhas leituras de férias!

  A referência a prémios literários de valor é um dos motivos que me leva a comprar livros que desconheço. Este venceu o Man Booker Prize de 2016 e por isso prometia algo de muito bom. Só que não, pelo menos para mim! uma verdadeira desilusão! Acredito na genialidade deste livro nos EUA, onde a temática que aborda, da segregação racial, racismo e exclusão social, fará todo o sentido. Mais uma vez, é um livro que facilmente nos permit visualizar as personagens e os cenários que descreve (quanto mais não seja porque já nos chegaram milhentas vezes através do cinema), mas considero-o um livro demasiado sociológico e culturalmente indicado para determinadas populações.

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Neste fascinante romance, Ethan Canin, autor bestseller do New York Times, explora a natureza do génio, a rivalidade, a ambição e o amor ao longo de diversas gerações de uma família talentosa.

Milo Andret é dotado de uma mente extraordinária. Criança solitária entre as florestas do Michigan nos anos 1950, pouco valoriza o seu próprio talento. Contudo, após ingressar na Universidade de Berkeley, logo se apercebe da extensão, e dos riscos, do seu dom tão singular. A Califórnia dos anos 1970, abre-se-lhe num jogo sedutor, desvelando a Milo o encanto da ambição, mas também da indulgência. A investigação que lá inicia elevá-lo-á à categoria de lenda; a mulher que lá conhece (assim como o seu arquirrival) atormentá-lo-á para o resto da vida. De facto, a verdade é que o brilhantismo de Milo se encontra finamente entrançado com um desejo obscuro que em breve ameaçará o seu trabalho, a sua família e até a sua própria vida.

Abarcando sete décadas, da Califórnia a Princeton, do Midwest a Nova Iorque, o Homem que Duvidava narra o percurso de uma família, revelando que a ambição caminha de mãos dadas com a destrutividade, a obsessão namora com o tormento, o amor encanta-se com a dor. É a história de como a luz da genialidade ilumina e queima cada geração que toca.

Dotado de uma prosa fascinante, o Homem que Duvidava revela-se uma obra surpreendente, cheia de suspense e profundamente comovente. Um trabalho maior de um escritor que foi aclamado como «o mais maduro e realizado romancista da sua geração».

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   E este entra diretamente para o meu top dos melhores livros de 2017! É um livro tão completo que nem parece ficção. É daqueles livros que queremos mesmo devorar, apesar das suas mais de 500 páginas. Focado em duas personagens principais, que dividem o livro em duas partes - a do pai e a do filho - é a história de vida destas duas personagens, desta família de génios mas com uma vida tão sofrida como qualquer um dos comuns mortais. É tão bom que só posso dizer uma coisa: leiam-no!!!

 

 

 

Ler: A Sociedade dos Sonhadores Involuntários, José Eduardo Agualusa

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O jornalista angolano Daniel Benchimol sonha com pessoas que não conhece. Moira Fernandes, artista plástica moçambicana, radicada em Cape Town, encena e fotografa os próprios sonhos. Hélio de Castro, neurocientista brasileiro, filma-os. Hossi Kaley, hoteleiro, antigo guerrilheiro, com um passado obscuro e violento, tem com os sonhos uma relação ainda mais estranha e misteriosa. Os sonhos juntam estas quatro personagens num país dominado por um regime totalitário à beira da completa desagregação.

A Sociedade dos Sonhadores Involuntários é uma fábula política, satírica e divertida, que desafia e questiona a natureza da realidade, ao mesmo tempo que defende a reabilitação do sonho enquanto instrumento da consciência e da transformação.

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Ora bem, José Eduardo Agualusa...é aquele escritor reconhecido por muitos que ainda não me conseguiu conquistar. Este foi apenas o terceiro livro do autor que li e se adorei "A vida no céu", o "Vendedor de passados" não me disse nada e esta "Sociedade dos sonhadores involuntários" deixou-me ali a meio caminho entre vou-lhe dar uma hipótese e se calhar não faz mesmo o meu género.

Não adorei o livro, mas também não posso dizer que seja mau. A verdade é que o li numa semana e consigo reconhecer-lhe o génio na escrita e umas certas semelhanças com Mia Couto ou até com determinadas características de Murakami, mas sendo sincera, ainda não me convenceu totalmente. Certo é que estou curiosa em ler a sua "Teoria geral do esquecimento", considerado um dos melhores livros de Agualusa e vencedor de inúmeros prémios.

 

Ler: O Leitor do Comboio

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O poder dos livros através da vida das pessoas que eles salvam. Uma obra que é um hino à literatura, às pessoas comuns e à magia do quotidiano.
Jean-Paul Didier Laurent é um contador de histórias nato. Neste romance, conhecemos Guylain Vignolles, um jovem solteiro, que leva uma existência monótona e solitária, contrariada apenas pelas leituras que faz em voz alta, todos os dias, no comboio das 6h27 para Paris.
A rotina sensaborona do protagonista desta história muda radicalmente no dia em que, por mero acaso, do banquinho rebatível da carruagem salta uma pendrive que contém o diário de Julie, empregada de limpeza das casas de banho num centro comercial e uma solitária como ele… Esses textos vão fazê-lo pintar o seu mundo de outras cores e escrever uma nova história para a sua vida.
O Leitor do Comboio revela um universo singular, pleno de amor e poesia, em que as personagens mais banais são seres extraordinários e a literatura remedia a monotonia quotidiana. Herdeiro da escrita do japonês Haruki Murakami, dotado de uma fina ironia que faz lembrar Boris Vian, Jean-Paul Didierlaurent demonstra ser um contador de histórias nato.

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Este é daqueles livros que nos deixa uma sensação de "falta qualquer coisa aqui para ser perfeito". Segundo a crítica, é um verdadeiro sucesso literário em França, com diversos prémios e distinções, e um pouco por todo o mundo, estando já traduzido em 30 línguas e dará um filme em breve. Argumentos mais que suficientes para despertar a nossa curiosidade.

É certo que nos prende desde a primeira página, que está bem escrito, que as personagens nos agradam facilmente, mas no final ficou um certo vazio que os grandes livros nunca deixam...