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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

«Arranha - Céus», J. G. Ballard

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«Mais tarde, sentado na varanda a comer o cão, o Dr. Robert Laing refletiu sobre os estranhos acontecimentos que nos últimos três meses tinham ocorrido no interior do prédio enorme.»
Num imponente edifício de quarenta andares, o último grito da arquitetura contemporânea, vive Robert Laing, um bem-sucedido professor de medicina, mais duas mil pessoas. Para desfrutarem desta vida luxuosa, não precisam sequer de sair à rua: ginásio, piscina, supermercado, tudo se encontra à distância de um elevador. Mas alguma coisa estranha borbulha por baixo desta superfície de rotina.
Primeiro atacam-se os automóveis na garagem, depois os moradores. Um incidente conduz a outro e, acossados, os vizinhos agrupam-se por pisos. Quando aparecem as primeiras vítimas, a festa mal começou. É então que o realizador de documentários Richard Wilder resolve avançar, de câmara em punho, numa viagem por esta inexplicável orgia de destruição, testemunhando o colapso do que nos torna humanos.
Entre a alucinação e a anarquia, a visão nunca ultrapassada de J. G. Ballard oferece-nos um retrato demencial de como a vida moderna nos pode empurrar, não para um estádio mais avançado na evolução, mas para as mais primitivas formas de sociedade.

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   Autor desconhecido, mas a sinopse deixou-me curiosa e efetivamente o livro não desilude. 

   Um arranha-céus com mais de 2 mil pessoas a habitá-lo, com todos os luxos que qualquer ser humano poderia desejar mas que, de repente, se começa a desmoronar, metaforicamente falando. São os seus habitantes que se começam a desmoronar e desumanizar, assumindo comportamentos irracionais e inexplicáveis, alguns a roçar o rídiculo. É o colapso daquilo que nos torna humanos, sem sair das quatro paredes daquele arranha-céus. Uma clara metáfora da sociedade atual, apesar de ter sido escrito há mais de duas décadas. 

   Um livro de Ballard mas que podia ter sido facilmente escrito por Saramago...ou Kafka... já dá para perceber do que estamos a falar, certo? 

   Boas leituras! 

 

Boa semana

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"Abre os olhos e encara a vida! / A sina tem que cumprir-se! / Alarga os horizontes! / Por sobre lamaçais alteia pontes com as tuas mãos preciosas de menina. Nessa estrada da vida que fascina caminha sempre em frente, além dos montes! / Morde os frutos a rir! Bebe nas fontes! / Beija aqueles que a sorte te destina! Trata por tu a mais longínqua estrela, / Escava com as mãos a própria cova e depois, a sorrir, deita-te nela! Que as mãos da terra façam, com amor, / Da graça do teu corpo, esguia e nova, / Surgir à luz a haste de uma flor! ... #FlorbelaEspanca

Obrigada

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No dia internacional do Obrigada e em todos os dias da nossa vida há que saber reconhecer aquilo por que estamos gratos. Do mais banal ao mais significativo, do mais pequeno gesto aos grandes acontecimentos, é importante que nunca nos esqueçamos da gratidão por tudo o que a vida nos proporciona, ainda que isso possa parecer clichê (a própria existência de um dia do obrigada é já clichê suficiente!). Saúde, família, amor, trabalho, experiências, amigos, viagens, sensações, sentimentos... continuemos a sentir-nos gratos por isto e por tudo o resto que a vida nos oferece, para que nunca nos falte a força para colorir e enfrentar os dias cinzentos. Hoje e todos os dias, que saiba sempre dizer obrigada vida pela vida que me dás. Obrigada.

«Kafka à beira mar», Haruki Murakami

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Kafka à Beira-Mar narra as aventuras (e desventuras) de duas estranhas personagens, cujas vidas, correndo lado a lado ao longo do romance, acabarão por revelar-se repletas de enigmas e carregadas de mistério. São elas Kafka Tamura, que foge de casa aos 15 anos, perseguido pela sombra da negra profecia que um dia lhe foi lançada pelo pai, e de Nakata, um homem já idoso que nunca recupera de um estranho acidente de que foi vítima quando jovem, que tem dedicado boa parte da sua vida a uma causa - procurar gatos desaparecidos.
Neste romance os gatos conversam com pessoas, do céu cai peixe, um chulo faz-se acompanhar de uma prostituta que cita Hegel e uma floresta abriga soldados que não sabem o que é envelhecer desde os dias da Segunda Guerra Mundial. Assiste-se, ainda, a uma morte brutal, só que tanto a identidade da vítima como a do assassino permanecerão um mistério.
Trata-se, no caso, de uma clássica (e extravagante) história de demanda e, simultaneamente, de uma arrojada exploração de tabus, só possível graças ao enorme talento de um dos maiores contadores de histórias do nosso tempo.

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De Murakami li apenas a trilogia 1Q84, mas atendendo ao tanto que se diz e escreve sobre este senhor, um dos meus objetivos para 2017 é sem dúvida construir uma bela biblioteca de Murakami. 

Sobre este livro, que dizem ser dos melhores dele, não posso dizer que adorei, mas gostei. É exatamente o estilo que estava à espera de encontrar, com algo de mágico, espiritual e "histórias do outro mundo". Demorei um pouco a entrar no ritmo da história mas a dada altura já só queria ler mais e mais para saber o final. Personagem adorável aquele Nakata! 

E o próximo Murakami já está escolhido. Não é para já, mas será Norwegian Wood. Quem recomenda? 

Em frente, até ao fim do mundo

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"Sentes o peso do tempo como um velho sonho ambíguo. Continuas sempre em movimento, tentando arranjar maneira de te esquivares. Porém, mesmo que vás até aos confins do mundo não lograrás escapar-lhe. Mesmo assim, não tens outro remédio senão seguir em frente, até esse fim do mundo. Há algo que não se consegue fazer, sem lá chegar. " (Haruki Murakami, "Kafka à beira mar")

Para 2017...

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Mais sorrisos. Mais afetos. Mais verdade. Mais paz. Mais abraços. Mais gargalhadas. Mais livros. Mais filmes. Mais música. Mais conquistas. Mais treinos. Mais saúde. Mais viagens. Mais aventuras. Mais passeios. Mais família. Mais fotografias. Mais surpresas. Mais realizações. Mais dias cheios. Mais valorização. Mais sabores. Mais motivação. Mais inspiração. Mais tolerância. Mais criatividade. Mais liberdade. Mais coragem. Mais paciência. Mais amor. Mais momentos. Mais nós. Mais vida. Mais de tudo aquilo que nos faz querer mais vida.

2017

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Sem planos, desejos, sonhos ou desejos de grandes mudanças. Que 2017 chegue com a mesma leveza que chega cada novo dia. Que venha carregado de momentos para relembrar, daqueles que nos enchem o coração e alma e nos tornam aquilo que somos. Que em 2017 a vida seja cheia de vida. Só isso. Só isso tudo. De resto, sorriam. Muito. Sempre. A felicidade anda perto de um sorriso. Bom ano!

O último

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Porque os balanços devem ser diários e não de 365 dias em 365 dias, o que importa é a vida que vivemos a cada dia. E que a cada dia que passa nunca nos falhe a força de acreditar. Em nós, nos outros, mas sobretudo na vida. A vida que tudo resolve e tudo ensina. A vida, que é o mais precioso dos bens que temos. Hoje, 31 de Dezembro de 2016 e todos os outros dias da nossa vida!

Ok

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Ao fim de 6 dias parece que finalmente começo a sentir-me melhor desta gripe monstra que me atacou. Não me recordo de alguma vez ter tido uma verdadeira gripe. Já fiquei várias vezes constipada, mas gripe e então como esta felizmente nunca tive. E espero que não se repita! Acho que nunca me senti tão mal como por estes dias. Para além da febre tive sobretudo dores horríveis no corpo todo e uma perda completa de forças, ao ponto de subir meia dúzia de escadas ser um sofrimento doido. Nos meus momentos de maior aperto, com a febre alta a teimar em não baixar e o corpo completamente quebrado, sem forças sequer para falar ou abrir os olhos, lembrei-me várias vezes de como será duríssimo viver com uma doença grave que nos deixa de rastos dias e dias intermináveis. Felizmente no meu caso era só uma gripe, mas uns dias assim puseram me a pensar em todas as pessoas realmente doentes e o quão doloroso deve ser acordar dia após dia sem melhoras, sem forças, sem energia, sem nada... pude perceber o sentimento de derrota e a vontade de desistir e acima de tudo acho que aprendi a valorizar ainda mais todos os lutadores que se recusam desistir ou deixar de acreditar numa recuperação. Heróis. Super heróis. Por cá parece que a coisa está a passar. A tosse abrandou bastante, as dores no corpo diminuíram depois de dias a arrastar me pelo mundo e a energia há-de voltar aos poucos ao meu corpo, assim como os quase 2 kg que perdi com esta brincadeira, o que para quem pesava 48kg me deixa num valor assustador. Agora só me apetece pensar no Natal, nas férias e na minha recuperação total, para poder voltar às minhas rotinas!