Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Amazing...

Você é fantástico. Já é. Quer o reconheça, quer não. Quer as outras pessoas o reconheçam, quer não. E não é por ter lançado uma aplicação para iPhone, nem por ter concluído os estudos mais cedo, nem por ter comprado um barco do caraças. Estas coisas não definem a grandeza. Você já é fantástico porque, em face da infindável confusão e da morte certa, continua a escolher com quem é que se importa e para quem é que se está a foder. Este mero facto, esta simples opção pelos seus próprios valores na vida, já faz de si lindo, já faz de si bem sucedido e já faz de si amado. Mesmo que não o compreenda. Mesmo que esteja a dormir num esgoto e a passar fome. Você também vai morrer, e isso é porque teve a sorte de viver." Mark Manson

Serviço público: este é obrigatório ler pela nossa sanidade mental

IMG_0378.JPG

Não gosto de livros de auto-ajuda. Na verdade, nunca li nenhum, por isso não posso realmente dizer se gosto ou não. O certo é que essa conversa de upa - upa a vida é maravilhosa basta acreditar, o importante é aceitar tudo o que vida te dá,  causa-me comichão nas costas e, por isso, livros que me ensinam a ser extremamente positiva e dona da pedaço nunca me cativaram. 

Este não sei porquê (quer dizer, o título é promissor...) captou a minha atenção e nem hesitei em trazê-lo. Se calhar foi pelo facto de realmente em muitos momentos desta vida doida eu ter dado por mim a pensar algo do tipo: "really?!!? Que se f*da. Neeext..." 

Nao estava à espera de nada deste livro a não ser uma perspectiva algo humorística mas realista da vida e do viver. E não desilude. É um livro real sobre a realidade que é a vida. É um livro que nos abre os olhos para essa coisa chamada viver, sem preciosismos, sem grandes lições, sem bucket lists, sem conselhos... é um livro que diz que "a chave para uma boa vida é estar-se a cagar para mais e importar-se com o menos, importar-se apenas com o que é verdadeiro, imediato e importante". É um livro que nos ensina a valorizar e a aceitar os nossos problemas como parte da aventura que é crescer. É um livro que se foca no menos bom da vida enquanto ferramenta de aprendizagem. É um livro que sem retoques nos grita "tens problemas, coitadinho? Guess what, toda a gente os tem!"  É um livro que nos passa totalmente a batata quente do controlo da nossa vida, do que somos e do queremos ser. 

Vou-me calar e deixar-vos um conselho: isto e muito mais da vida numa livraria perto de si.  Não se demorem. E boa sorte! 

Viajar

IMG_7357.JPG

 

"Viajar é uma excelente ferramenta de desenvolvimento, porque nos arranca dos valores da nossa cultura e nos mostra que outras sociedades podem viver com valores completamente diferentes e, ainda assim, funcionar e não se odiar a si mesmas. Esta exposição a valores culturais e critérios diferentes força-nos então a reexaminar o que prevê óbvio na nossa vida é a considerar que, talvez, este não seja afinal o melhor modo de viver." 

 

A arte subtil de dizer que se f*da, Mark Manson 

Have a lovely week (ou "no póquer, assim como na vida)

"(...) Todos recebemos uma mão de cartas para jogar. Uns têm cartas melhores que outros. E embora seja fácil ficarmos atolados nas nossas cartas, e sentir que fomos tramados, o verdadeiro jogo reside nas escolhas que fazemos com essas cartas, nos riscos que decidimos correr e nas consequências com que escolhemos viver. As pessoas que fazem consistentemente as melhores escolhas nas situações que lhes surgem são as que acabam por ter melhores resultados, no póquer e na vida. E essas não são necessariamente as pessoas que têm melhores cartas." ("A arte subtil de dizer que se f*da", Mark Manson)

#maisvidaàvida

"Um dia você vai morrer. Eu sei que é óbvio, mas era só para o caso de se ter esquecido. Nós, assim como todas as pessoas que conhecemos, não tardaremos a morrer. E no curto espaço de tempo entre o agora e o então, tem uma quantidade limitado de preocupação para gastar. Muito limitada, na verdade. E se andar por aí a ralar-se com tudo e todos sem reflexão consciente nem critério - bem, nesse caso está fodido."
*
[A arte subtil de dizer que se f*da, Mark Manson]

 

É tão isto a vida, certo? 

São tão cheios disto os nossos dias, certo? 

De que estamos à espera para mandar à m*rda o que tem de ser mandado à m*rda e nos focarmos mais no que realmente importa para nós? 

 

Se calhar sou só mais uma a falar nisto...

IMG_0071.JPG

 

Vou ser breve e muito direta, sem pedir desculpas a ninguém. Eu sou psicóloga. E enquanto psicóloga seria DE TODO INCAPAZ de participar num programa deste género. Pelo tipo de programa que é, pela ridícula exposição das crianças e pela dignidade e seriedade da minha profissão. Não pode caber na cabeça de alguém minimamente inteligente e racional que este tipo de "coisa" seja sequer considerado intervenção profissional e clínica. Ninguém no seu bom senso pode acreditar que os graves problemas de disciplina que ali são expostos se resolvem assim, em programas de 60 min, com aquela facilidade, com aquele happy ending de "e viveram felizes para sempre". Se tudo fosse assim tão simples, nós psicólogos e todos os especialistas na educação teríamos um trabalho muito facilitado e absolutamente maravilhoso. Acreditem, fora da televisão é tudo bem menos bonito e bem mais difícil. Não vou sequer entrar pela suposição de que algumas daquelas cenas são encenadas. Sendo ou não, vou conhecendo a realidade e sei que ela pode ser assim dura e violenta e incompreensível ao ponto de nos fazer acreditar que aquilo parece realmente um filme. Mas analisando isto por um outro prisma, apetece-me dizer que eu não sou mãe, mas se o fosse, se o fosse verdadeiramente, nem sequer ligava a televisão para ver este programa. Se eu fosse mãe, NUNCA sequer equacionaria a hipótese de expor alguém a este tipo de formato, muito menos alguém que é meu filho, que eu devo proteger a todo o que custo e que não pode manifestar a sua opinião acerca desta exposição que lhe é imposta. Não me surpreende que o canal televisivo português aposte em programas deste género, principalmente num Domingo à noite. Na televisão já nada me surpreende. É certo que quanto mais polêmico mais audiência e cada um joga com as armas que tem. O que me surpreende é ver que existem "pais" e "profissionais" (sim, com """) que compactuam com isto. Isso sim é vergonhoso. Ponto.

Kedi

Kedi_onesheet_1080x1580.jpg

 Que o gato é o meu animal preferido e que os adoro do fundo do meu coração não é novidade nenhuma, por isso foi com muita satisfação que descobri este documentário sobre os milhares de gatos que vivem na cidade de Istambul. 

  Primeiro que tudo foi uma surpresa para mim descobrir que em Istambul existem tantos "gatos de rua"; chegaram lá por altura do império Otomano nos barcos vindos de todo o lado do mundo e por lá ficaram até hoje. Mas a maior surpresa foi descobrir que, o que aparentemente poderia ser drama e um grande problema é afinal encarado pela maioria dos seus habitantes como uma espécie de benção e sinal de Deus, ou Alá. A dada altura do documentário diz-se que os cães veem o ser humano como deuses, já os gatos não. Os gatos sentem a existência de Deus através dos humanos e dos seus atos. E isto é uma maravilha! Estes gatos de rua vivem numa espécie de dupla realidade: não são selvagens nem domesticados, vivem independentemente com quem os quer cuidar. E são muitos os que os querem cuidar, mimar, alimentar e tratar. Verdadeiras provas de amor entre humanos e animais. Em Istambul os gatos são os espelhos das pessoas: nas suas vidas de rua e abandono, mas com a capacidade de darem a volta e conquistarem o carinho de alguém, as pessoas veem as suas próprias vidas, os seus próprios dramas e aprendem que por muito mau que pareça, haverá sempre algurem alguém que nos tornará a vida um lugar melhor. 

   Se gostam de gatos, vão adorar este documentário. Tem imagens e enquadramentos deliciosos das personagens principais, que são os gatos mas tem também testemunhos e palavras maravilhosos dos humanos que os deixaram entrar nas suas vidas. Diz-se perto do final que ter um gato aos nossos pés a olhar para nós dá vontade de sorrir e lembra-nos que estamos vivos. E é tão bom estarmos vivos com os nosso amiguinhos de quatro patas!