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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

A parte boa de me deitar às 3h?

 

Só hoje, a minha tese passou de 50 para 62 páginas!!! Happy, happy...

 

Agora se me dão licença vou para a minha caminha que de caminho há muitos meninos para aturar e muitas mais páginas para ler e escrever.

 

WTF???

É tudo o que me sai da boca sempre que vejo estas imagens (ok, nem tudo. Poderá haver pior).

Não, não quero pôr as minhas mãozinhas num corpinho (!!!) destes, ao jeito "estátua de Deus Grego exageradamente trabalhado".

 

Quatro capítulos depois...

 

   Estou a adorar a ironia deste discurso jocoso sobre um assunto tão sagrado.

   Uma citação biblíca seguida da referência "LIVRO DOS DISPARATES"? Deus com letra minúscula? Exploração da vida sexual de Adão e Eva? Um Deus mandão e vingativo? Frases do tipo: "Diarreias, que é isso, perguntou o querubim, Também se lhes pode chamar caganeiras, o vocabulário que o senhor nos ensinou dá para tudo, ter diarreia, ou caganeira, se gostares mais desta palavra, significa que não consegues reter a merda que levas dentro de ti." (Palavras sabidas de eva)...

    Deliciosa provocação literária.

 

Eu e a minha garganta (e as agulhas)

  

   Sinto-me bem melhor. Pelo menos da garganta, que quase não dói nada, nada. O corpo ainda se ressente e cansaça-se muito depressa, as vias respiratórias estão bastante congestionadas, as empresas de lenços de papel estão-me eternamente agradecidos pelos lucros já avultados de 2010 e o facto de ter de trabalhar não ajuda na cura. Ainda assim, a 3ª dose ficará por dar, depois de ouvir a enfermeira dizer "Eu não lhe dou esta 3ª dose. É muito forte para si. É o dobro destas. Com o seu físico não vai aguentar. É risco muito grande". Dito isto, claro que não tomo essa 3ª dose, que é o dobro em potência e em quantidade (e provavelmente em dor!). Tudo isto me deixa a questionar a responsabilidade da médica que me receitou estas maravilhas, porque ao que parece, para menos de 50kg, aquela dose pode ser bastante problemática. Ora ela não me pesou (falha?), mas a enfermeira também não - mal olhou para mim e para a última dose proferiu logo a sua sentença. Perante este quadro e como duas doses depois me sinto bem melhor da minha garganta, ficamos por aqui e torcemos para que fique mesmo por aqui. Em menos de 3 semanas tive direito a antibiótico, penicilina e uma carga de medicamentos que nunca mais acaba. Acontecimentos que me fazem relembrar a minha infância, durante a qual este quadro era repetido mês a mês, muitas vezes mais do que uma vez em cada mês.

    É precisamente desses tempos que me vem o "trauma" às agulhas. Penicilina era o pão nosso de cada mês para mim. A última delas foi dada a pé e doeu-me horrores. Desde aí a relação com as agulhas ficou bastante comprometida. Já desmaiei a tirar sangue, depois de ver a agulha, já quase desmaiei no veterinário quando vi agulha da vacina para o gato, não durmo quando sei que tenho de ir tirar sangue ou tomar uma vacina no dia seguinte e que rói as unhas enquanto aguarda pela sua vez. Haveria com certeza aqui muito material recalcado e a exposição ao estímulo aversivo parece mesmo ser uma técnica eficaz. E não é que não tremi, não roí as unhas, não fiquei nervosa, não perdi o sono e até olhei de relance para a sra agulha e não senti nada? Quase que digo que nem senti a dose de hoje, mas aí o mérito é todo da enfermeira. Depois disto, será que posso dizer: "Estou curada!"? Para já quero a cura do meu estado físico, o resto se verá. Mas, agulhas, (acho que) já não me assustam.

E o céu aqui tão perto

Li por aí em alguns blogues e não consegui resistir.

Momentos divinos...

   O final do meu curso. Um galão descafeinado num copo de papel. Cerejas grandes e rijas, daquelas que ouvimos um “crrrc” quando as trincamos. A praia ao final da tarde depois de um dia de muito calor. O mar mediterrâneo. Os cheiros da Tunísia. O nascer do sol no deserto da Sahara. O deserto. Os camelos. A areia fina. O calor.  Relembrar um passado feliz. Sentimentos que se revelam. “Roads” dos Portishead. O Natal. O cheiro a Natal. O brilho do Natal. Viagens. Olhar-me ao espelho e gostar do que vejo. Entrar numa cama acabadinha de mudar. Um bom banho com aroma a frutos vermelhos.Chá.

   O enamoramento. A conquista. A paixão. Dormir até me apetecer acordar. Chegar à cama e adormecer instantaneamente. Aqueles livros que nos fazem viajar. O cheiro a pão quente. O pão quente. Frango assado no forno só com um limão. Um gelado, com frutas ou bolacha, num dia de Verão. Conduzir à noite, sozinha, ao som de uma boa música. O “cheirinho a pai”. Andar descalça no Verão. Usar pantufas peludas no Inverno. O quentinho da minha cama num dia de frio. Os primeiros dias de calor. O Verão. As noites de Verão. A praia no Verão. Fotografar. O primeiro beijo. Comprar uns belos sapatos. Calçar uns belos sapatos. Estrear roupa nova. Comprar roupa bonita. Aquele estado de semi dormência imediatamente antes de adormecermos, quando já não estamos cá mas ainda não estamos lá.

   Caminhar. Yôga. A certeza de estar no caminho certo. O canto dos grilos numa noite de Verão. As pipocas do cinema. Palavras sinceras. Saber que existe alguém com quem posso sempre contar. Ver séries “de gaja” com Nova Iorque como cenário. Palma de Maiorca e tudo o que ela é. Os dias em que o meu cabelo encaracolado obedece às minhas vontades. Acreditar que um dia vou ter e ser tudo aquilo pelo que luto todos os dias. Um elogio ao meu trabalho. O cheiro de um livro acabadinho de comprar e aberto pela primeira vez. Uma agenda repleta de compromissos. Uma esplanada nos primeiros dias de sol quente. As ruas do centro de Palma de Maiorca. Olhar um gato. Sentir um gato. Quando sinto que me dou bem no meu trabalho. Ir às compras ao continente ao final do dia. Andar de comboio junto à janela. “Antes do Anoitecer”. Miminhos nas costas. Aeroportos. Partidas e chegadas.

   O teu olhar. Sentir as minhas raízes. Problemas resolvidos. Objectivos atingidos. O meu sucesso. Castanhas cozidas à semana e assadas ao Domingo à noite. Idealizar a minha viagem a Nova Iorque, Barcelona, Paris, Itália, Índia, Rússia, Londres…O cheiro a protector solar depois de um dia de praia. Aprender. Crescer. Vestidos perfeitos. Saltos altos que nos põem as pernas bonitas. “O Diário da nossa paixão”. Batatas fritas “molhadas” em papas de sarrabulho. Dançar livremente. Rever episódios da “Ana dos Cabelos Ruivos” e lembrar-me do que vai acontecer a seguir. Compreender o que ninguém compreende. Ajudar. Ouvir Obrigado. Não ouvir Desculpa. Amar. Ser amada. Não saber o dia de amanhã. Acordar cheia de garra. Descobrir novos lugares, novos costumes. Sentir-me bonita. Sorrir. Fazer sorrir. Gostar. Sentir-me gostada. Passear à beira-mar de sapatilhas. Um elogio. Uma revelação. Mãos dadas.

   Viver tudo isto e muito mais e sentir o céu aqui tão perto.

Pela 2ª vez em menos de um mês

Espirros, tosse, dores de garganta, dores de ouvido, dores de cabeça, dores no corpo, febre...Conclusão: mais um fim-de-semana passado na cama, depois de quase uma semana a arrastar-me da cama para o trabalho e do trabalho para casa.

Prova Real e prova dos nove...

Eu sei que toda a gente sabe fazer...eu aprendi esta semana...uma criança de 8 anos ensinou-me. Nunca é tarde para aprender!

Próxima aprendizagem: divisão por dois algarismos!

Malditas máquinas calculadoras.

Estado: Ausente

 

Kate Beckinsale

Estou ausente. Não, não ando numa corrida desenfreada de loja em loja há procura das melhores peças ao melhor preço. Aliás, estou tão ausente, que ao 2º dia de saldos, de mãos a abanar, palavras inéditas sairam da minha boca: "Estou farta de saldos e de lojas!". Tal novidade repetiu-se por mais duas vezes com as respostas a uma mesma pergunta: "Queres vir ao shopping?". "Não me apetece". Posto isto, tenho que reconhecer que o novo ano me atirou para um tal estado de prostração, inactividade mental e física, apatia, insatisfação, impaciência e bad mood, que quase peço: 2009 volta, estás perdoado.

Entretanto, vou desesperando com a minha tese e com os prazos que se aproximam, vou fazendo o meu trabalho sem qualquer motivação (ah! esta não é novidade de 2010) e vou continuando com as minhas magníficas noites mal adormecidas e mal dormidas, acompanhadas de sonhos confusos e perturbadores.

Como extra, uma valente dor de garganta (again), de ouvidos (again) e de todo o corpo (again), que me atira para a cama assim que chego a casa e que me impele a não abrir a boca mais de 3 a 4 vezes por dia (o que em alguém marcadamente reservado e silencioso em período de ainda maior reserva e silêncio poderá nem ser notado).

No meio disto tudo, quem fica a lucrar é a minha conta bancária. Ainda assim, preferia-me mais "activa".

 

P.S. - Se calhar é só TPM. Ou não. Veremos.

 

E o que é que fizemos no 2º dia do ano?

Gossip Girl scene

Vasculhámos, pegámos, largámos. Aguardámos em filas. Experimentámos. Gostámos. Adorámos. Rejeitámos. Vasculhámos, pegámos e largámos mais. Aguardámos em filas. Pagámos e estremecemos. Carregamos os sacos, orgulhosas!

Compras. Saldos. Compras. Saldos! Salvam-nos da depressão típica de início de ano.

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