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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Em época de saldos, estabeleçam-se regras (para cumprir e infringir)!

Leighton Meester

 

   Duas vezes por ano nós, mulheres amantes de trapinhos e afins, vivenciamos momentos de grande entusiasmo ao visualizarmos autocolantes vermelhos nas etiquetas das nossas peças de roupa preferidas (ou não, que nisto das compras por vezes perde-se a cabeça e vem o favorito e o assim-assim). É a tão aguardada época de saldos!

   E duas vezes por ano também nós, mulheres consumistas, estipulamos regras e planos para as nossas compras. Não podemos comprar isto nem aquilo, vamos comprar SÓ MESMO o que gostamos MESMO e que nos fica MESMO bem e vamos ser pacientes e esperar pelos saldos finais para comprar aquelas coisinhas que não nos fazem falta nenhuma.

   Este ano estabeleci as minhas regras. Começando, saltei logo aquela do "só vou comprar aquilo de que preciso mesmo". É que bem vistas as coisas e a avaliar pelo estado do meu guarda-roupa e sapataria incluída, precisar, precisar, não preciso de nada. Mas depois há sempre aquelas coisas de que não precisamos MESMO mas que podemos vir a precisar um dia destes. Posto isto, esta é uma regra injusta e na prática impossível de cumprir. Passemos à seguinte.

   O que não posso MESMO comprar? Esta poderia ser muuuuiiiittttoooo fácil! Antes de tudo o mais: sapatos!!!! Às botas eu até resisto com uma certa facilidade, agora com os sapatinhos de salto e sandalinhas a luta é feroz e assaz violenta. E as coisas giras giras que eu já vi para enfiar os meus pézinhos...fica tudo na loja! Avançando.

   Outra muito fácil: vestidos! Aqui posso puxar da desculpa "Ah e tal tenho o casamento da M., por isso pelo menos um posso comprar". Ok, ok! Um será tolerável. Um já está. Dois também. Três também. Estamos no bom caminho, portanto.

   Terceira regra imprescindível: no more black! O incumprimento desta regra atinge o seu máximo de perigo quando estou perante vestidos pretos que combinam lindamente com sapatos pretos. E parecendo que não, uma vez visto o preto nenhuma outra cor parece dar-nos a mesma graça.

   Última regra, esta potencialmente negociável em função da relação modelo-preço-estado em que ficamos quando as vestimos: não comprar calças de ganga. Já fui uma ganga addicted, daquelas que não reconhece a existência de mais nenhum tipo de calças para além da ganga. Hoje conto com 3 pares: umas claras, umas escuras e umas intermédias. Continuo a gostar muito de ganga, principalmente ali na "meia estação", já que no Inverno gelo com elas e no Verão colam-se desconfortavelmente às pernas. Por isso, eis-me em busca de outros modelos e tipos de calças.

   Ah! Em jeito de post scriptum adiantado: carteiras! Também não são precisas. Mantenho a minha recente máxima no que respeita a este objecto: uma de cada cor é mais que suficiente (o que não significa ter TODAS as cores!). Já estou a imaginar o dia em que vou estender esta máxima aos sapatos ou, imagine-se só a pura da loucura, aos vestidos! Quanta poupança não se sentiria por cá. E quanta frustração na hora de vestir!

 

   Posto isto, tudo o resto é permitido, desde que se enquadre no grupo das boas compras, o que quer dizer basicamente o mesmo que "pechinchas". O resto já sabemos: aquela peça de que gostamos mesmo mesmo, não vale a pena acreditar que vai estar na loja à nossa espera. Misteriosamente, desaparecem sempre no dia em que colam as etiquetas vermelhas, provavelmente no momento exactamente antes de pormos os pés na loja. Para fazermos boas compras há que escaranfunchar bem em montinhos e prateleiras, há que espreitar todas as lojas, mesmo aquelas onde raramente costumamos entrar e, muito importante, há que ter paciência e sorte e esperar pelas rebaixas finais. Afinal, se não precisamos MESMO MESMO de nada, não nos podemos importar de esperar.

   Ou será que podemos?

  

Amanhã é dia de...

Scarlett Johasson 

 

   Voltar a ter horários, voltar a escolher uma roupa que parece nunca ser a perfeita, voltar a tirar o carro da garagem, voltar à piscina, voltar ao trabalho, voltar a ter frio, voltar a ter os pés gelados, voltar a ouvir muuuuiiiitttooo barulho...

 

   Parecendo que não, mesmo doente, uma pessoa habitua-se a esta clausura domiciliária e quando tudo está prestes a voltar ao normal bate um sentimento de "ppppfffff, lá vamos nós para a mesma vidinha de sempre...".

 

   Além disso, o gato já estava habituado a ver-me dormir mais horas que ele.

Balanço da minha passagem de ano

Zooey Deschanel

 

   Qual é a coisa qual é ela que invade o Facebook por estes dias?

 

   Isso mesmo! Fotos da passagem de ano de fulano e sicrano. Confesso que estive para fazer o mesmo e correr a "notificar" os meus amigos facebookianos com fotos e comentários acerca da minha viragem de ano. Mas depois pensei melhor e não quis correr o risco de lançar por aí pensamentos do tipo:"Coitada da `Na, deve estar com uma grande depressão". Afinal, porque outro motivo eu me apresentaria numa passagem de ano de calças polares e casaco polar, sentada no sofá enrolada numa manta toda a noite, com a televisão ligada naquela coisa dos segredos e prestes a adormecer antes das 22h ???

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