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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Coisas que me deixam o nervoso em estado irritadiço

 

 

   As mensalidades praticadas pelo ginásios em Portugal são um verdadeiro roubo.

   Ah e tal, praticar exercício físico faz bem a isto e a mais aquilo e faz parte de um estilo de vida saudável e blá blá blá blá. E nós bem tentámos, que isto de praticar exercício "por conta própria", com umas caminhadas, umas corridas e uma bola cor-de-rosa, é muito bonito, mas não há determinação que se aguente tanto como a pressãozinha boa feita pelo pagamento de uma mensalidade. E no meu caso, que tenho mesmo de praticar natação para mimar a minha coluna, não vejo outra alternativa senão pedir um empréstimo para pagar o ginásio.

  

   Serei a única a achar que adoptar um estilo de vida saudável começa a ser um luxo no nosso país?

O Amor é o melhor remédio

 

 

   E parece que é mesmo. Pelo menos, é o que este filme nos tenta mostrar. E consegue fazê-lo na perfeição.

   A estrela do filme, para mim, é o Gyllenhal, não só porque de cowboy gay passa para um comercial mais que charmoso, mas principalmente porque é o principal protagonista desta história, ao desempenhar o papel mais que banal do "comilão que foge aos compromissos" de uma forma pouco banal, pouco lamechas e bastante convincente. De repente, o Gyllenhal torna-se o homem perfeito, o dos nossos sonhos, o que está disposto a desistir dos seus sonhos por amor, o que gosta de cuidar sem termos de lhe pedir, o que nos vai carregar no colo sempre que nos sentirmos incapazes de nos movermos.Quantas de nós já não se cruzaram com um Gyllenhal? Quantas de nós já não terão feito um homem pensar: "E um dia encontramos alguém que nos muda. Para sempre."? Não somos nós que somos especiais. São eles, os Gyllenhal´s da vida real, que são os seres especiais e que, todos os dias, todos, nos fazem sentir especiais. E eles não mudam por nossa causa. A nossa vida é que muda, por causa deles.

 

   Parece-me que a Anne Hathaway fica um pouquito para segundo plano neste filme, ainda que um longo cabelo aos caracóis lhe fique muito bem. Mais uma vez, o Gyllenhal ocupa o ecrã todo, o filme é dele. Ela é só a sortuda que o faz acreditar que ele é suficiente. Assim.

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