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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Let life happens

   Depois de ver o filme "Ruby Sparks" dei por mim a pensar, enquanto aguardava no trânsito numa manhã de 6ª feira de muita chuva, "e se nós pudessemos realmente escrever aquilo que quisessemos e no instante seguinte vê-lo concretizar-se?". Rapidamente encontrei a resposta:: "isso era muito, muito aborrecido, muito não-viver". Afinal, o melhor da vida não é mesmo o imprevisto, o não saber o que vai acontecer amanhã? O viver na expectativa do que se seguirá? Que piade teria, então, sermos nós a decidir o que irá acontercer na página seguinte? Era assim como estar a ler um livro e já saber como esse livro vai terminar...

   Aplicando isto à temática do filme, as relações humanas e, especialmente as relações amorosas, perderiam toda a sua magia e interesse caso pudessemos definir e decidir como queriamos que fosse aquela pessoa, o que gostariamos que dissesse, pensasse ou sentisse. Nós, humanos, como a vida, temos o dom da imprevisibilidade e descobrir as pessoas ou situações é talvez das tarefas mais interessantes e enriquecedoras desta existência. Embora essa imprevisibilidade nos possa trazer também coisas negativas, elas também são importantes para nós e para o nosso crescimento, pois sem elas não seríamos capazes de crescer e aprender e errar e voltar a aprender para crescer e crescer e crescer.

   Se eu pudesse escrever a minha vida, recusava-o. Ou então, o meu livro teria apenas uma frase e tudo o resto seriam páginas em branco. O meu livro diria tudo o que a vida é, em apenas três palavras:

Let life happens

 

«O Homem de Sampetesburgo», Ken Follett

 

1914: a Alemanha prepara-se para a guerra e os aliados constroem as suas defesas. Ambos os lados precisam da Rússia. O Duque de Walden e Winston Churchill planeiam, em total segredo, uma aliança russa mas um homem infiltra-se em Inglaterra com a intenção de deixar a sua marca na História e deixar o país a seus pés…

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   Segundo livro de Ken Follett, a mesma impressão positiva. Livros de leitura muito fácil. Sem grandes histórias, mas com uma enorme capacidade de nos prenderem página após página. Decididamente, rendida a Ken Follett (e mais dois dele já aguardam para ser lidos).

Ser mulher tem destas coisas (ridículas)

   Nunca estamos bem com o corpo que temos. Eu tento combater esta ideia há muito tempo e descentralizar-me destes pensamentos e preocupações pouco produtivas, no entanto, quem é mulher sabe que falar é muito mais simples que concretizar.
   Apesar de ser uma pessoa que se pode intitular de "magra" (continuo sem tocar na barreira dos 50kg e nunca fiquei "de fora" de umas calças), ando sempre naquela do "mais um quilo, menos um quilo", sendo que esse quilo a mais é suficiente para me fazer dizer "estou a ficar uma bolinha" ou deixar de comer bolachas durante uma semana (está a ser tãaaaoooo duro!). A propósito disto, no fim-de-semana dei por mim a comentar com o meu Mr.Big que antigamente tudo era bem mais simples: comia o que queria, quando queria e quantas vezes queria e não tinha de me preocupar com peso. Agora tudo é diferente e quantos mais cuidados com a alimentação tenho mais gorda parece que me sinto. Ele diz que é da idade e isto algum peso há-de ter. O problema é que chega uma altura em que estas preocupações se tornam realmente chatas e doentias, especialmente porque eu não funciono nessa do "não posso comer isto e aquilo" - quando quero e me apetece como e pronto. E depois lá ando eu a matutar em quilos e gramas, calorias e gorduras com celulites à mistura. É por estas e por outras que ser mulher cansa. E que eu deixei de me pesar há duas semanas!

Eu lembro-me de cada uma!

   Prometi a mim mesma que esta semana não comia uma bolacha, uma pequenina que fosse, inocente e pouco calórica. O motivo? As bolachas são o meu principal pecado alimentar. Não gosto delas com chocolates, recheios ou muitas elaborações. Na verdade, o que eu gosto mesmo é de uma bolachinha Maria ou tostada "molhada" no leite frio. Por mim, não há lanche melhor. Tirando isso, uma ou outra bolachinha integral ou de soja e o assunto está arrumado no que a bolachas diz respeito cá em casa. O problema é que acho que até isto é demais e que as minhas coxas começam a parecer-se com duas bolachas Maria, vai daí pensei "eu sou capaz de viver com muito menos bolachas". A questão é: sou mesmo? Está a ser muito complicado descobrir a resposta! 

 

  

Inquérito Proust, de mim para mim

O ASPECTO QUE MAIS SE DESTACA NA MINHA PERSONALIDADE é o sentido de individualidade excessivamente acentuado.

AS QUALIDADES QUE MAIS TENTO ENCONTRAR NUM HOMEM são a compreensão, o companheirismo, o respeito, a responsabilidade e a maturidade.

AS QUALIDADES QUE MAIS ADMIRO NUMA MULHER são a determinação, a inteligência, a ambição, a personalidade e a independência.

O ASPECTO QUE VALORIZO MAIS NOS MEUS AMIGOS é a capacidade de me fazerem confiar neles.

UM DOS MEUS MAIORES DEFEITOS é a exigência com tudo e com todos.

A MINHA OCUPAÇÃO FAVORITA é um momento de sossego acompanhado por um bom livro. Ou ir às compras!

A MINHA IDEIA DE FELICIDADE é viver num completo estado de harmonia e paz interior.

O MEU MAIOR INFORTÚNIO é ser baixinha e de coxa grossa!

O QUE MAIS GOSTARIA DE SER era uma pessoa plena e completa.

O PAÍS ONDE GOSTARIA DE VIVER era e será sempre o meu.

A MINHA COR PREFERIDA é o preto.

A FLOR QUE MAIS GOSTO é o girassol.

ALGUNS DOS MEUS ESCRITORES PREFERIDOS são José Saramago, Miguel Sousa Tavares, José Rodrigues dos Santos, Ken Follet, Nicholas Sparks, Lesley Pearse...

OS MEUS POETAS FAVORITOS...Fernando Pessoa!?! Vergonhosamente, não gosto de poesia.

OS MEUS HERÓIS DE FICÇÃO PREFERIDOS...o Garfield! Não gosto de super heróis!

A MINHA HEROÍNA NO CINEMA é...não me lembro!

OS MEUS HERÓIS NA VIDA REAL, o meu pai.

OS NOMES QUE MAIS GOSTO são Pedro, Iris, Inês.

O QUE MAIS ODEIO é a imaturidade.

O EVENTO MILITAR QUE MAIS ADMIRO, no meu caso pela negativa, o período do nazismo.

O DOM QUE EU MAIS GOSTARIA DE TER era ser capaz de identificar as mentiras.

COMO QUERO MORRER, em paz.

O MEU ESTADO DE ESPÍRITO NO MOMENTO ACTUAL é de busca pelo equilíbrio.

OS DEFEITOS QUE PERDOO COM MAIS FACILIDADE são quase todos menos a mentira...não sou de guardar rancores.

O MEU LEMA DE VIDA É everyday is a fashion show and the world is your runaway, so always dress your best and walk with confidence :)

Gosto de ti, mas não todos os dias

retirado integralmente do artigo com o mesmo título publicado na Elle de Nov.2012
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   Como vivemos o amor aos 20 anos? Com a intensidade própria da idade: borboletas no estômago, falta de apetite, um sorriso apalermando. Como o vivemos depois dos 30? "Adoro-o. Faz-me rir, mas..." Há outra frase recorrente: "Hoje apetece-me estar sozinha". Di-la para si própria enquanto tira os sapatos e ocupa por inteiro o seu sofá, com o comando na mão. Isto depois de ele ter telefonado a convidá-la para ir jantar a um restaurante que você adora... Disse que não. E não se arrepende. O problema é que não consegue evitar uma sensação de culpa, como se fosse errado não querer estar sempre com ele.

   A culpa não é sua mas sim dos contos de fada da infância, das novelas da noite, das comédias românticas. A verdade é que o amor tem altos e baixos. Se assim não fosse, não dormiríamos, não comeríamos, perderíamos o nosso espaço. Seria um pesadelo.

   Com o passar dos anos (leia-se maturidade) os nervos da paixão dão lugar a outros sentimentos: compromisso, interesses comuns, individualidade, respeito, companheirismo e, claro, amor. "Passada a turbulência hormonal da adolescência, compreendemos que podemos estar apaixonadas sem ter de amar o outro o tempo todo", confirma a socióloga Ana Lecumbe. A conta é 1+1=1+1!

   A mar é complicado. Ter uma vida em comum, é um milagre. É sempre mais fácil destruir do que construir. Mas, à medida que crescemos emocionalmente, conseguimos criar uma distância saudável.

   (...) "Fazer questão de manter o nosso próprio espaço é muito importante para construir um vínculo saudável", explica Marta Méndez, terapeuta de casais. E acrescenta: "Uma relação implica, mais do que estar sempre colado ao outro, um pacto que define os tempos e os espaços de cada um. Implica ter confiança em nós mesmas e conseguir desfrutar da vida sem a necessiadade da presença constante do outro. Se precisamos de estar sozinhas, temos de aceitar que eles também tenham essa necessidade", remata a terapeuta.  (...) "É preciso manter a individualidade para não nos perdermos na relação", recomenda Méndez. A simbiose permanente mata o que nos torna únicas, o que fez com que ele se apaixonasse por nós.