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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

"Faz de mim um bonsai"

"Ficar eternamente criança por vontade, nem que desse muito trabalho. Ser sempre assim, igual ao que fora a minha irmã. O único modo de continuarmos gémeas. Sabes, pai, se eu crescer e não crescer a Sigridur vamos ficar desconhecidas. Faz de mim um bonsai. Peço-te. Corta o meu corpo, impede-o de mudar. Bate-lhe, assusta-o, obriga-o a não ser uma coisa senão a imagem cristalizada da minha irmã. Vou passar a andar encolhida, dormir apertada, comer menos. Vou sonhar tudo o mesmo ou sonhar menos. Querer o mesmo a vida inteira ou querer menos. Querer o que queria ela. Se s bichos da terra não a deixam ser maior, se é verdade que a levam por inteiro, que fique ao menos eu, pelas duas, a ser igual, para não morrermos. No mínimo, devíamos ter enterrado muitas flores com ela. Que florissem. Porque não pode ver senão bichos e terra suja. Não colhemos flores, fomos egoístas."

«A Desumanização», Valter Hugo Mãe

Desta noite de Domingo...

   O que eu não percebo é como é que na televisão portuguesa ainda dá tempo de antena a estas espécies supostamente humanas que invadem o ecrã...não, não estou a falar dos políticos (mas podia!), mas sim daquele programa da tvi que mostra o pior da geração futura deste país... estes jovens são mesmo reais? Existem mesmo gente no nosso país assim?

  Medo, muito medo...

«A Desumanização», Valter Hugo Mãe

 

«Mais tarde, também eu arrancarei o coração do peito para o secar como um trapo e usar limpando apenas as coisas mais estúpidas.»


Passado nos recônditos fiordes islandeses, este romance é a voz de uma menina diferente que nos conta o que sobra depois de perder a irmã gémea. Um livro de profunda delicadeza em que a disciplina da tristeza não impede uma certa redenção e o permanente assombro da beleza. O livro mais plástico de Valter Hugo Mãe. Um livro de ver. Uma utopia de purificar a experiência difícil e maravilhosa de se estar vivo.

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   Assim que este livro foi editado, corri a comprá-lo. Estava ansiosa por conhecer as novas palavras de Valter Hugo Mãe. Li-o numa semana (um bocadinho todas as noites, que o sono assim o obriga) e agora que o terminei tenho de admitir e assumir que foi, provavelmente, o livro de VHM que menos gostei até à data. Fiquei mesmo que um trago de desilusão. Depois de "O filho de mil homens" e "A máquina de fazer espanhóis", que adorei, a fasquia estava muito alta, de maneira que pensei que poderia ser sempre a melhorar. O que para mim não aconteceu com este livro. Sei que muitos dizem que é o melhor de VHM, um dos melhores do ano, etc etc, mas cada um tem os seus gostos e a sua opinião e nisto dos livros, é preciso que eles nos agarrem e mexam connosco desde a primeira página. Este não o conseguiu fazer. Não lhe descobri história que me cativasse ou personagens que me prendessem, até mesmo pensar nos fiórdes filandeses me causava arrepios...falta-lhe ali qualquer coisa, já que do início ao fim anda sempre há volta do mesmo: as mesmas personagens, os mesmos sentimentos, a mesma paisagem...é um livro que emana tristeza e melancolia a cada página, o que nem sempre o torna fácil de ler.

   Tratando-se de VHM vale sempre a pena ler, mas que já teve momentos de escrita mais felizes, lá isso já teve.  

Lição do dia

«Vale mais uma carícia que dais, do que um Pai Nosso que rezais.»

Pe. Lino Maia, hoje, na nossa reunião geral de colaboradores.

Sabe bem quando ainda conseguimos retirar lições da Igreja.

The demin issue


   Vamos já esclarecer uma coisa: eu gosto bastante de ganga. Poucas peças assentam tão bem como um simples par de calças de ganga, embora não seja tarefa fácil encontrar o par perfeito. Atualmente uso poucas vezes calças de ganga porque...porque cismei que não constrói um look tão formal, apesar de ser totalmente mentira, já que a conjugação jeans, blusa, blazer, saltos é perfeita para qualquer ocasião (a verdade é que sou muita esquisita na escolha das calças de ganga, especialmente no tom da ganga, e por isso tenho um ou dois pares que realmente gosto de usar para trabalhar). 

   Mas o que aqui nos traz hoje é a questão: camisa de ganga, sim ou não? O Inverno passado tomei a decisão de comprar uma. Experimentei imensas, nunca veio nenhuma para casa. Depois decidi: na Primavera é que vai ser! Também não foi. Neste início de Outono/temporada voltei a decidir-me: é desta que trago uma camisa de ganga para casa! Já experimentei dois modelos, um deles esteve mesmo mesmo em vias de, mas faltava-lhe um botão e era a única do meu tamanho. Será que é mesmo desta?

   Eu gosto de ver looks com camisa de ganga. Nunca usarei um look total demin, mas gosto de as ver conjugadas com outros tecidos e modelos de calças um pouco mais clássicas...mas é daquelas peças que me desperta sempre mixed feelings e que ainda não percebi se gosto realmente de usar ou só de ver usar...

   E vocês, já aderiram a esta tendência?

   (Acho que o problema real é, adorando eu blusas,  a embirração geral que tenho com camisas e não tanto com a ganga em particular...)

Update

  

Depois de uma semana cansativa, de muitas horas de trabalho diário, só me apetece, cama, um livro (que não conseguirei ler mais que duas páginas, tal é o peso nos olhos), uma boa noite de sono e enfiar-me no ginásio toda a manhã de sábado a descarregar toda a tensão e cansaço. Especialmente, porque este fim-de-semana e os próximos dois terão apenas um dia, o que é desde já bastante animador...entretanto, o tempo vai ajudando e já começa a custar horrores sair da cama de manhã e a boa disposição às vezes é difícil de encontrar.

   Agora perdoai-me que a semana foi longa, mal passei pelo blog, e estou a cair de sono, por isso boa noite e bom fim-de-semana, tenha ele o tamanho que tiver!

No dia nacional da imprensa

   "E vocês, continuam a comprar jornais/revistas nas bancas ou já se renderam completamente à era digital?"

   A minha resposta é automática: ainda e sempre compradora de qualquer tipo de leitura no seu formato original - papel, sempre e para sempre o papel. Não consigo habituar-me a desfolhar uma revista com um simples deslizar de dedo num ecrã, sem ouvir o barulho das páginas a virar ou até mesmo ver que saltamos duas páginas de uma só vez. Não consigo ler um jornal sem ficar com as mãos manchadas. Não consigo, absolutamente impensável, abrir um livro e não lhe sentir o cheiro a livro, a novo e a usado. Não consigo não poder dobrar as páginas daquela revista que me chamaram a atenção por algum motivo e, sobretudo, não consigo não poder sublinhar com um lápis aquelas frases dos livros que nos dizem mais que as outras. Nunca uma biblioteca digital será tão bela quanto as nossas estantes de livros ou as nossas revistas empilhadas em cima de uma mesa. Nunca nenhum tablet irá ficar tão bem pousado na mesinha de cabeceira quanto os nossos livros ficam. 

   Por tudo isto e muito mais que tornam as versões em papel muito melhores que qualquer tecnologia de última geração, hoje e sempre, sim ao original, sim ao papel e guerra a esta modernizações que nos tiram o estado puro e original das coisas. 

New in!

Camisola oversized cinza H&M (o único dinheiro que gastei no Algarve!).
Gosto destes modelos para um look simples e rápido.

 

Calça Zara. Gostei deste padrão floral pelas cores que nos permitem tantas conjugações para a parte de cima.
Ia para trazer as calças naquele tom de rosa que muito se vai usar este outono mas, vai-se lá saber porquê, o 34 era estupidamente grande no rabo/cinta, apesar de eu ter as mesmas calças, no mesmo modelo, do mesmo número mas em preto, e me assentarem bem.

 

Camisola Zara.
Trouxe-a para combinar com as calças, mas ainda não me decidi a ficar com ela, já que não sei até que ponto a conjugação manga-curta numa camisola de malha é prática...

Tudo o que não deve ser um casamento


   Se, quando surge um convite para um casamento, a expressão que se ouve é "oh não! Que seca!", alguma coisa está muito mal. É suposto este ser um dia de festa para os noivos junto daqueles que lhes são mais queridos e que, por isso, escolheram para estar ao seu lado neste dia. Mas a maior parte das vezes não é isso que acontece. O que acontece são dias estupidamente longos, cansativos, saturantes, entediantes muitas vezes e quase sempre acompanhados por características metereológicas que não ajudam nada.

   Depois de mais um casamento que, para mim, representou tudo aquilo que um casamento não deve ser, começo a fazer uma lista de tudo o que não deveria mesmo acontecer neste dia que é suposto ser de magia e não de magia negra. Ora então:

   - Tremenda falta de respeito pelos convidados essa mania das noivas chegarem atrasadas à cerimónia...não, não é chique e fica muito mal, como qualquer atraso;

   - Muita atenção escolha do padre. Se calhar vale a pena ir ouvi-lo numas missinhas antes e se ele faz muito propaganda política ou às festas da freguesia se calhar é sinal de que a cerimónia vai ser para lá de entediante;

   - Não marcar casamentos para hora de almoço. Inevitavelmente os convidados acabarão por passar horas de pleno jejum, à espera de um almoço que só chegará pela hora do jantar;

   - Não ter a infeliz ideia de servir as entradas "cá fora" quando os termómetros marcam para cima de 30 graus...é mau para os convidados e é muito mau para a qualidade da comida;

   - Nunca, mas nunca, fazer a tradicional sessão de fotos com todos os convidados no formato individual, familiar, agora os primos, agora os tios, agora os amigos, o cão e o gato antes de deixar a barriga dos convidados minimamente composta, especialmente quando ao final da tarde continuam apenas com o pequeno almoço;

   - Ter em atenção a escolha da música de entrada na sala de refeições (sim, porque isto agora não há passo de noivos sem música como pano de fundo). Escolhas como "who let the dogs out" e outras letras que dizem que "every tear drop is a waterfall" deixam-nos a pensar o que será isso do casamento;

   - Variar um bocadinho nas ementas...já começa a ser da praxe o binómio "casamento-bacalhau";

   - Ter em atenção o bem-estar e a saúde dos convidados e não os brindar às 20h com uma ementa que diz entradas - sopa - prato de peixe - coisinha para desenjoar - prato de carne - sobremesas - bolo da noiva - mesa de bolos e frutas - para mais tarde francesinhas e pregos e moelas e bifas e tudo o que mais se possam lembrar para comer lá paras 3h da manhã que é a melhor hora para se comer estas refeições levezinhas - e ainda cházinho e bolachas (para o pequeno almoço, pergunto eu?)...eu sei que nos deram horas e horas de jejum mas será humanamente possível consumir-se tudo isso em tempo útil?

   -  Aqueles videos com fotografias do casal em pequeninos, onde não falta a foto do banho, e depois as fots dos dois juntos...mixed feelings...achava-lhes uma certa piada, até ver toda a gente fazê-lo...agora acho que é preciso fazê-los com muita imaginação e originalidade e, definitivamente, sem fotos de banhos;

   - Fogo de artificío...eh pá, não. Completo cliché!

   - Festas que 12h depois da hora marcada no convite para o início ainda não terminaram...desumano! Nem pensem nisso. Não há diversão que dure tanto tempo.

 

   Resumindo: há que fugir dos clichés e há que tornam o dia memorável pelos melhores motivos e não pela valente seca que os convidados foram obrigados a aguentar. Fazer um casamento bonito é cada vez mais difícil, fazê-lo simples e bonito parece que é ainda mais. Eu sou apologista do curto, barato e sem muitos arranjos. Se vemos algum convidado a bufar ou a abanar-se com um guardanapo alguma coisa está a correr mal..

   Há que ser capaz de fazer deste dia um dia realmente mágico e especial e, para isso, não são precisas festas de 24h, comidas que davam para alimentar uma IPSS durante uma semana e surpresas prometedoras que não são mais do que coisas que vemos em tooooodos os casamentos. É bem mais simples, mais rápido, mais económico e, acima de tudo, bem mais feliz!

  

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