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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Ler: Autismo, Valério Romão

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 Trata-se da primeira abordagem literária de um tema que toca cada vez mais gente em Portugal. Este primeiro romance do jovem autor dá-nos a experimentar, de um modo nunca óbvio, o impacto devastador da doença na família, mas também faz um retrato impiedoso da comunidade médica além de abordar, sempre de um modo fortemente literário, as inúmeras consequências do autismo. O romance, com um final inesperado, afirma-se como reflexão dinâmica e até aventurosa sobre a solidão, a impossibilidade de comunicar e o desespero…       

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Mais um daqueles livros que compramos por impulso só pelo título.

Um excelente testemunho sobre o que um diagnóstico de autismo pode fazer a uma família, a uma criança, a um casal, a uma rotina... um testemunho sobretudo duro, por vezes até incompreensível e a roçar o irracional, mas um testemunho que é possível de ser encontrado em quem tem de ultrapassar uma realidade destas.  

Silêncios contemplativos

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Marta era dada a silêncios contemplativos, a momentos nos quais nada cá fora parecia corresponder ao que ela, lá dentro, nutria, apaixonada; durante esse tempo limitava-se a olhar para um sítio imediatamente atrás das coisas que fixava com a retina e deixava que o interior e o exterior, com o tempo, voltassem a harmonizar-se na mesma frequência disposicional.

(Autismo, Valério Romão)

Das coisas que un não percebo (mas até lhes vou dedicar um post!)

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 Calma! Não fujam já! Prometo que este não é mais um post sobre as maravilhas ou desmaravilhas do iogurte mais falado (e quer-me parecer que mais comido! de sempre). De facto, este é um post sobre todos os posts, comentários, textos, publicações e afins que se têm feito por aí numa espécie de movimento "anti-skyr". Até Miguel Esteves Cardoso se deu ao trabalho de lhe dedicar uma crónica pouco simpática e cá para mim quando um escritor que até sabe escrever e dizer umas coisas engraçadas se debruça sobre um iogurte das duas uma: ou a inspiração escasseia, ou este é provavelmente um dos produtos mais inteligentemente colocados no mercado dos últimos tempos!

Se meio mundo adora estes Skyr do céu (belo trocadilho, hein?), a outra metade cai-lhes em cima como se fossem uma espécie de jihadistas dos iogurtes! Que são queijo e não iogurte, que são caros, que é o mesmo que comer quark, que são super sem sabor, que parece que estamos a comer sabonete, que são espessos, que têm adoçantes, que têm proteina a mais, que isto e aquilo e o pior de todos os mundos.

Ora muito bem, para mim a coisa é bem simples: como em tudo na vida alimentar, não gosta não come!!! Fácil assim!! É preciso dizer-mos a todo o mundo que não gostamos e apontar um dedo acusatório a quem os consome e, ainda por cima, gosta do seu sabor?? Mas será este o primeiro alimento de que nem toda a gente gosta??? Nem é preciso responder, certo?

Eu assumo-me consumidora de Skyr. Grande consumidora até. Porquê? Porque gosto, admirem-se só e pasmem-se mais, gosto da versão natural, essa mesmo que sabe a sabonete. Gosto deles porque são espessos, porque são azedos, porque me saciam, e só depois porque têm um significativo aporte proteico. Até podem ser queijo. Chamem-lhe o que quiser. Eu gosto de Skyr e não gosto de queijo nem de sabonetes. Quem não gosta, não compra, não come, mas também não precisa de escrever a cortar na casaca dos pobres coitados dos queijos com pretensão a iogurtes proteicos com sabor a sabonete.

A fama e o excelente marketing já ninguém lhes tira. Afinal, já dizia o povo: falai de mim, bem ou mal, falai de mim...

 

Ir é o melhor remédio: Aveiro

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 Há cerca de 2 semanas, aproveitando a "ponte" do feriado de 25 de Abril, deixamos os homens a trabalhar e fui com a minha mãe passear até Aveiro. Para mim foi um regresso, mas já dizia o ditado que devemos sempre voltar aos locais onde fomos felizes e as terras que visitamos e gostamos são sempre locais onde fomos e seremos sempre felizes.

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Aveiro é uma cidade relativamente pequena e fácil de conhecer num dia apenas. Há quem a chame de "Veneza portuguesa" pela existência dos canais da ria, pelas pontes e pelas barcaças que navegam pela ria. Por isso, andar nos barquinhos é ponto obrigatório numa passagem por Aveiro e é uma excelente forma de termos uma visão da cidade do meio da ria, num passeio de cerca de 45/50 min, quase sempre acompanhado por guias super simpáticos e divertidos.

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Para lá da ria temos as ruazinhas de Aveiro e quem gosta de palminhar cidades e locais sabe que muito do encanto de um lugares está nas suas ruas, nos seus cantinhos, nos seus cafés, nas lojinhas, nas esplanadas, nas igrejas e nas suas gentes. Descobrir ruas é talvez das partes que mais gosto em qualquer passeio. Muito mais que visitar os pontos turísticos, o melhor de cada lugar está naquilo que os guias não mostram e que podemos descobrir pelos nossos próprios pés e olhos!

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Mas porque Aveiro também é praia, não venham embora sem uma paragem nas famosas e adoráveis casinhas às riscas da praia da Costa Nova, uma das zonas balneares mais frequentadas, a par da praia da Barra, mesmo ao ladinho.

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Bons passeios! E já sabem, ir é o melhor remédio!!!!

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