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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Quantas vezes podemos amar a mesma pessoa?

 

 

   Como já aqui escrevi antes, nisto do amor, não sou dada a lamechices e pirosices do género "felizes para sempre". Mas a verdade é que depois de ter visto este filme devo ter ficado um ou dois minutos a pensar no assunto. Basicamente o filme conta a história de um casal que se conhece, apaixona forever and ever e a dada altura sofre um acidente de viação no qual ela sofre um grave traumatismo craniano, perdendo a memória dos últimos 4 ou 5 anos, ou seja, esquece-se do marido e do amor que sentia por ele. E ele, como seria de esperar, lá faz de tudo para a reconquistar e, segundo o filme, a coisa não foi fácil. O final não digo e quem quiser saber que veja o filme. Basicamente é isto com muito momento absolutamente desnecessário lá pelo meio. O filme até poderia ser um bom filme, mas não o é. A parte que me deixou a pensar durante aquele minuto ou dois foi a parte após o final, final esse que não esclarece devidamente o final do próprio casal. Mas depois lá aparece uma frase que nos informa que a história deste casal foi baseada numa história real, do casal X e Y, mostrando-nos a foto do dito casal real, acrescentando que hoje continuam juntos e têm não sei quantos filhos. Até aqui tudo bem. Ok, é bonito e tal e parece que é mesmo felizes para sempre. Mas foi a frase final que me "matou". E era a seguinte: "Ela nunca recuperou a memória". Pum! E perante isto eu pensei: "Eh pah, há coisas fantásticas!". E depois deste pensamento absurdo, dei por mim a pensar que nestas coisas do amor, não sabemos absolutamente nada, mas perante exemplos destes (o da vida real e não o do filme) acabamos por duvidar se não existem coisas que têm mesmo que acontecer e ser, assim como uma espécie de destino. Se ela nunca recuperou a memória, significa que se apaixonou por ele. Outra vez. E quais são as possibilidades de nos apaixonarmos pela mesma pessoa duas vezes? Certo, há casais que se separam e voltam a juntar-se e são felizes até ao fim dos seus dias, mas isso é diferente. Isso será uma questão de mudanças nos sentimentos e nunca perda de sentimentos, muito menos esquecer-se totalmente da pessoa que amavamos. Nesta história, ela apaixona-se duas vezes. Do zero, do nada. Ama "para sempre" duas vezes o mesmo homem, de quem entretanto se lembra apenas uma vez. E se isto não é a coisa mai linda nestas lamechices do amor, então o amor não vale nada. E se isto não é uma estalada do destino, então eu vou continuar a ser a pessoa mais descrente e a-romântica do mundo.

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