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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Follow me

 

   Nunca, como agora, o ser humano teve tanta necessidade de ser "seguido". Actualmente existe uma imensidão de formas de sermos seguidos. Basta uma pequena incursão pela internet, entre blogs e sites dos mais variados temas, para encontrarmos uma dezena de botões de follow me e que nos encaminham para uma outra imensidão de locais onde há vida exposta.

   Parece que o ser humano deixou de ser capaz de viver de forma privada. Tudo é motivo para fotos e tudo é suficientemente importante para ser publicado em facebooks, instagrams, twitters, pin its, blogs, and so on...E, da mesma forma curiosa, tudo isso é suficientemente bom para ser seguido por centenas e até mesmo milhares de pessoas em todo o mundo.

   Que fenómeno é este que nos prende a uma rede de exposições de vidas e nos faz querer mostrar aos outros um pouco (ou muito) de nós? Vivemos permanentemente online e deixamos que a nossa vida sejaa vida de tanta gente, deixamos que essa gente toda entre pelo nosso mundo dentro, quando, muitas vezes, nas nossas relações pessoais nos afastamos, desconfiamos e mantemos a distância. Será que a modernidade nos está a transformar em pequenos monstrinhos que só sabem socializar a quilómetros de distância, sem envolvimento afectivo e, muitas vezes, sem ninguém nos conhecer realmente?

   Que fenómeno é este que nos faz querer conquistar cada vez mais e mais seguidores, mais e mais fãs, que promete prémios para quando se atingir um determinado número de likes que, no final, nunca são suficientes para quem os deseja?

   Que viver é este, que é cada vez menos viver e mais ver viver (e cobiçar) a vida dos outros?