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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Diário de um salto alto

   Quando no mesmo dia nos acontecem coisas como:

     - Sair de casa de manhã para tratar de assuntos profissionais relativos ao meu futuro e à minha ambição de mudança (sim, porque criancinhas mini adultas e que nos mimam são muito giras mas não me dão aquele sentimento de realização ao final do dia) e esses assuntos demoram, não os previstos 20 min, mas 2he30m e sempre em pé;

   - Deixámos o pobre do papi todo esse tempo à espera, de pé ligado e muletas, sentado num muro e precisamos de ligar ao avô para ir buscar o pobre do homem que tem 16 pontos para tirar daí a 20 minutos e está ansioso por saber o veredicto final para o seu pé;

    - Chegámos ao parque de estacionamento para pagar a já elevada quantia pela "estadia" do carro e descobrimos que a máquina não dá troco de notas de 10 euros e não temos nada mais pequeno;

    - Entramos em tudo quanto é loja para destrocar a nota e "ahhhh, não temos trocos..." (será mesmo possível que em tanta loja não existam 2 notas de 5 euros? moedas? não? Só mau feitio?) e a solução passa por uma vista de olhos rápida a uma feirita do livro que por lá marcava presença e, maravilha, um livro a 2 euros...

    - Vamos pagar o dito livro com a dita nota de dez euros e o senhor nos diz: "Desculpa, não tenho troco para essa nota. Não tem mais pequeno?"; eu, depois de respirar fundo, "N.Ã.O."; "Pague com o cartão multibanco então, por favor"; e aqui tive de me armar em durona "Não, não pago, lamento muito. Não tenho. Só tenho esta nota e quero mesmo este livro". Estive para mandar um "desenrasque-se e rapidinho que eu estou cheia de pressa", mas felizmente eu penso antes de falar, mas quando já nem cabeça para pensar tenho;

   - Corremos para o parque, "iupi, iupi, tenho uma nota mais pequena que 10 euros", chegamos à saída e vemos uma fila daquelas para sair do parque e alguém se dirige a nós com um "Desculpe menina, há um acidente e está difícil sair do parque...." - fulminei o pobre homem com o olhar, como se ele próprio fosse o acidente;

    - Conseguimos sair daquele parque e, surpresa!, há uma fila enorme mesmo à porta do parque, com direito a buzinadela portuguesa e polícia;

    - A urgente visita aos CTT ficará para próximas aventuras porque é hora de ir trabalhar;

    - Trabalho esse que foi até bastante tranquilo, não fossem as adolescentes de hormonas aos saltos que criaram um verdadeiro filme de Hollywood, com direito a choro compulsivo, berros histéricos e faltas de ar, deixando o professor completamente perdido e olha que bom até temos aqui uma psicóloga que pode resolver o assunto com estas meninas com mais 50 cm que ela e que aparentam ser as suas irmãs mais velhas, só que com menos 10 anos que ela;

    - Temos reunião de tese às 18h30m e às 19h, quando já corremos para a saída, nos pedem "Podes ficar aqui um pouco a tomar conta enquanto trato de uns assuntos?";

    - Chegámos a essa reunião das 18h30 às 19h30, depois de termos quebrado todos os limites de velocidade;

    - Tudo isto tendo ingerido apenas um pão, duas maçãs e uma garrafa de água

    - E sempre com uns magníficos saltos de 13 cm nos pés...

   Não admira que às 21h, quando finalmente vamos entrar no carro rumo a casa, o carro nos passe completamente despercebido e acabemos a noite a vaguear pelo parque de estacionamento da universidade e tentar abrir outro carro que não o nosso (vá, a marca era a mesma, só o modelo é que era o anterior...).

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