Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Um convite para jantar

Ele convidou-me para jantar e disse "Veste o teu melhor vestido". Eu ri-me. Ele chegou com uma das suas melhores roupas (uma das que eu mais gosto, entenda-se). Lindo! Eu abri a porta e ele chamou-me ao carro. Eram 22 rosas só para mim (não, o número não tem qualquer significado). Os meus olhos sorriram e eu ralhei-lhe. "Lá vens tu com as prendas surpresa. Não gosto. Para que andas a gastar dinheiro comigo...", etc, etc. Por dentro, derretida. Procurei pelo meu melhor vestido. Escolhi um a estrear. Preto, justo ao corpo (daqueles que nos dão um andar bem semelhante ao da Eva Longoria nas Donas de Casa Desesperadas), "à executiva", como eu gosto de lhe chamar. Um vestido preto cai sempre bem. Ele pediu uma voltinha. "Estás linda". E eu sem cabelo e cara arranjada. Ele levou-me a passear. Eu comentei (e não cobicei!!!) o ramo que um homem levava. Ele arrastou-me para o carro, abriu a mala. Era uma margarida vermelha à minha espera. Uma ternura. A flor. E o gesto. E ele. Ele foi espreitar o SLB (não podia ser perfeito, certo?), eu fui espreitar a loja dos peluches da Kitty e afins. Ele entrou. E ofereceu-me um peluchinho anjinho, fofo, fofo. Eu voltei a ralhar com ele. Quase armei um escândalo na loja. E adorei o miminho. Ele levou-me a jantar numa mesa com vista para o anoitecer na praia. Ele até comeu uma refeição aparentemente saudável, longe do rótulo de comida de plástico. Eu comi que me fartei. E gostei. Para terminar, umas Pedras Salgadas no café do costume, no "nosso sofázinho". Ele deixou-me em casa. E eu já estou com saudades.

Três anos e 9 meses depois, este foi o nosso dia 20. Mas podia ser um dia qualquer. Normal. Sem data especial. Porque ele é assim. Especial. Único. Estupidamente romântico. Apaixonado. Sentimental. Uma caixinha de surpresas. Todos os dias.

5 comentários

Comentar post