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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Ler: As Crianças de Hitler

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Uma história verídica sobre o Programa Lebensborn Criado por Heinrich Himmler, o Programa Lebensborn raptou cerca de meio milhão de crianças por toda a Europa. Após um processo chamado Germanização, esta tornar-se-ia a próxima geração da raça ariana a dominar a segunda fase da Solução Final. No verão de 1942, pais por toda a Jugoslávia ocupada pelos nazis foram obrigados a submeter os seus filhos a exames médicos concebidos para avaliar a pureza racial. Uma dessas crianças, Erika Matko, tinha 9 meses de idade quando os médicos nazis a declararam apta para se tornar numa «Criança de Hitler». Levada para a Alemanha e entregue a pais de acolhimento aprovados politicamente, Erika foi rebatizada Ingrid von Oelhafen.

Muitos anos mais tarde, Ingrid começou a desvendar a verdade sobre a sua identidade. Apesar dos nazis terem destruído muitos dos registos de Lebensborn, Ingrid trouxe à luz documentos raros, incluindo testemunhos de um dos julgamentos de Nuremberga sobre o seu próprio rapto. Seguindo as provas até ao seu local de nascimento, Ingrid descobriu um segredo ainda mais chocante: uma mulher chamada Erika Matko, que em criança fora confiada à mãe de Ingrid em substituição da filha perdida. «As Crianças de Hitler» é um testemunho pessoal perturbador e uma investigação avassaladora sobre os crimes horríveis e o alcance monstruoso do Programa Lebensborn.

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   Tudo o que se relacione com a "cultura nazi" desperta automaticamente a minha curiosidade. Apesar de existirem milhentos livros sobre o tema e cairmos facilmente no exagero, nunca tinha lido nada sobre este programa criado por Hitler para assegurar a raça alemã. Não é dos melhores livros sobre este episódio da história mundial, mas serve para tomarmos consciência das atrocidades que esta gente era capaz de cometer em nome de uma ideologia.

Luta. Luto. E vida.

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Este fim-de-semana, enquanto sorriamos e aproveitávamos o melhor da vida entre mergulhos de mar e piscina, muitas vidas, demasiadas vidas, chegaram ao fim. O mesmo calor que nos fez felizes foi o calor que matou dezenas de seres humanos mesmo ali ao nosso lado (no meu caso, a pouco mais de 20km do local onde desfrutava da vida e amaldiçoava o facto de 2a feira estar à porta e ter de voltar à rotina). Acho que todos nós temos o direito de nos questionarmos como é que isto foi possível. Pode até ser muito fácil apontar o dedo e encontrar supostos culpados. Podemos e devemos perceber o que corr u mal para evitar algo semelhante no futuro. Mas o que não podemos com toda a certeza é recuperar as vidas que se perderam de forma tão estúpida e desumana. Falamos em terrorismo. Falamos do mal que o homem consegue fazer ao homem. Mas de repente o fogo vem e leva tudo. Tudo. Tudo o que temos. Tudo o que somos. Não há palavras que possam explicar o sofrimento que por estes dias se vive em Portugal. Não há gestos que apaguem as imagens que nos chegam. Não há dinheiro algum no mundo que minimize as feridas abertas. Não há milagre algum que traga aquelas pessoas das cinzas. Só nos resta transmitir toda a força do mundo a quem dela precisa. Só nos resta acreditar que algum deus, alguma fé, algo, conseguirá reconfortar corações ardidos. Só nos resta esperar que onde quer que estejam, estejam em paz e descanso. E, acima de tudo, por aqueles que partiram, só nos resta viver intensamente enquanto por cá estamos. Porque num instante pode tudo terminar. UM BEM HAJA PARA TODOS AQUELES QUE POR ESTES DIAS PRATICAM O BEM NO NOSSO PAÍS E FAZEM PEQUENOS MILAGRES QUE SALVAM VIDAS.

Ler: A Peregrinação do Rapaz Sem Cor, Haruki Murakami

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Nos seus dias de adolescente, Tsukuru Tazaki gostava de ir sentar-se nas estações a ver passar os comboios. Agora, com 36 anos feitos, é engenheiro de profissão e projeta estações, mas nunca perdeu o hábito de ver chegar e partir os comboios. Lá está ele na estação central de Shinjuku, ao que dizem «a mais movimentada do mundo», incapaz de despregar os olhos daquele mar selvagem e turbulento «que nenhum profeta, por mais poderoso, seria capaz de dividir em dois». Leva uma existência pacífica, que talvez peque por ser demasiado solitária, para não dizer insípida, a condizer com a ausência de cor que caracteriza o seu nome. A entrada em cena de Sara, com o vestido verde-hortelã e os seus olhos brilhantes de curiosidade, vem mudar muita coisa na vida de Tsukuru. Acima de tudo, traz a lume uma história trágica, que a memória teima em não esquecer.
Os quatro amigos de liceu, donos de personalidades diferentes e nomes coloridos, cortaram relações com ele sem lhe dar qualquer explicação. Profundamente ferido nos seus sentimentos, Tsukuru perdeu o gosto pela vida e esteve a um passo da morte. A páginas tantas, lá conseguiu não perder a carruagem. Com Os Anos de Peregrinação de Liszt nos ouvidos, regressa à cidade que o viu nascer e atravessa meio mundo, viajando até à Finlândia, em busca da amizade perdida. E de respostas para as perguntas que andam às voltas na sua cabeça e lhe queimam a língua. Será que o rapaz sem cor vai ser capaz de seguir em frente? Arranjará finalmente coragem para declarar de vez o seu amor por Sara? Uma inesquecível viagem pelo universo fascinante deste escritor japonês que chega a milhões de leitores espalhados pelo mundo inteiro. Um romance marcadamente intimista sobre a amizade, o amor e a solidão dos que ainda não encontraram o seu lugar no mundo.

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Estou a criar uma verdadeira paixão literária por Murakami. De fato, não sei como andei tanto tempo afastada deste senhor!

Este é um dos últimos livros do escritor e comparando com os anteriores que li o estilo é ligeiramente diferente. Tem menos de fantástico e "mágico" ou espiritual, tornando-se uma história mais real e um pouquito menos Murakami. Ainda assim, é livro bastante bom. Prendeu-me desde a primeira página e arrumei com ele em menos de uma semana, de tão fácil e cativante leitura.

Aquilo por que vale a pena viver

Calculo que não tardarás a regressar à universidade em Tóquio - declarou Midorikawa num tom calmo. - À vida real. Aproveita-a ao máximo. Por muito superficial e que monótona que a vida possa ser, vale a pena tirar partido dela, garanto-te. Olha que não estou a ser irónico nem contraditório. Simplesmente, no meu caso, o que a vida tem de bom transformou-se num fardo, e não consigo aguentar mais. Se calhar, não nasci talhado para isso. E então, como os gatos que sabem que vão morrer, procurei refúgio num lugar escuro e sossegado, onde espero tranquilamente que chegue a minha hora. Nem sequer me queixo. Mas contigo é diferente. Tu deverás ser capaz de aguentar o peso desta vida. Utiliza o fio da lógica para guardar junto a ti, no teu corpo, o melhor que puderes, aquilo por que vale a pena viver.

Haruki Murakami, A Peregrinação do Rapaz sem Cor

Bibliófilos, cheguem-se à frente

Segundo a revista Estante, da Fnac, estes são os 13 sintomas que nos confirmam ou não como verdadeiros amantes de livros. Eu não falho um! Ora confiram. 1. Andas sempre, sempre, com um livro (ok, se for passear ao fim-de-semana deixo o livro no carro!) 2. A tua carteira fica mais leve sempre que passas por uma livraria (mas alguém resiste a entrar e não comprar nem que seja um livrinho pequenino?) 3. Os teus amigos sabem sempre o que vão receber de presente (pronto, está se calhar falho, mas só porque não vou impor aos outros um hábito saudável com o qual não se identificam) 4. Sabes que a adaptação de um livro ao cinema nunca fará justiça ao original (nem preciso comentar, pois não? Verdadeiros crimes sem cometem!!!) 5. Achas que qualquer sítio é bom para ler (eu confesso: já li no trânsito!) 6. Estás a terminar um livro e já sabes o que vais ler a seguir (não consigo sequer estar a meio de um livro e não ter já o seguinte na mesinha de cabeceira) 7. Em casa nunca tens prateleiras suficientes (drama!!! Cá em casa nunca há prateleiras e roupeiros suficientes!) 8. És viciado no cheiro a papel e tinta (para quando um perfume?) 9. És a pessoa a quem os amigos telefonam quando querem saber o que ler (isso é relativo, depende dos gostos) 10. Já perdeste a conta às horas não dormidas (atendendo à minha facilidade em adormecer, já perdi mais a conta às coisas que deixei de fazer ou ver por estar a ler) 11. Arrastas a leitura nas últimas páginas de cada livro (às vezes é precisamente o contrário : quero tanto saber o fim!!!) 12. Quando fazes as malas para ires de férias, transportas mais livros do que roupa (aqui é difícil, mas claramente testo os limites de peso da bagagem devido aos livros! Mas quem não tem aquele medo terrível do "e se leio tudo e depois fico sem nada que fazer?") 13. A tua melhor companhia numa esplanada, ao almoço, na praia ou no jardim é um livro (não podíamos achar melhor!!! As minhas fotos de "um livro é um café" são a prova disto!)

Uma pirâmide alimentar que vale a pena

A Nutrition Australia publicou recentemente uma nova pirâmide alimentar que é uma absoluta delícia e cheia de alimentos bons.

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   Assim à primeira vista apetece-nos sublinhar logo a inclusão de alimentos como a aveia, o tofu, a soja, a quinoa ou o cuscus e, uma grande, enorme, salva de palmas, a completa irradicação açúcar e do sal, que segundo esta pirâmide, já estão naturalmente presentes nos alimentos e que por isso não precisam de ser acrescentados. Também de louvar, a saída de todas as gorduras saturadas (adeus, adeus manteigas!!!).

    Explorando um pouquinho esta maravilha, 70% daquilo que comemos ao longo de um dia deve ser fruta, vegetais, leguminosas e cereais. E de entre os cereais devemos privilegiar os integrais – o arroz e massa integrais, as aveias e a quinoa (quem não sabia já isto?). E para substituir o sal, devemos temperar os nossos cozinhados com ervas aromáticas (e já agora, canela para adoçar os nossos "doces"). Há ainda espaço para as bebidas alternativas ao leite, desde que sem adição de açucares e com um teor reduzido de gordura, assim como preferência por lacticínios magros. De resto, está aqui tudo de bom e que nos faz bem: água, fruta, legumes, leguminosas, lacticinios, carnes e peixes e alternativas vegan, ovos, frutos secos, cereais e lá no topo, as gorduras boas, pois destas precisamos!

   Perante isto, será assim tão difícil acabarmos com as dietas e adoptarmos de uma vez um estilo de vida saudável, começando já por aquilo que levamos à boca?

   Cuidem-se!!!

Ler: O Deslumbre de Cecilia Fluss, João Tordo

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Aos catorze anos, Matias Fluss é um adolescente preocupado com três coisas: o sexo, um tio enlouquecido e as fábulas budistas. Vive com a mãe e a irmã mais velha, Cecilia, numa espécie de ninho onde lambe as feridas da juventude: a primeira paixão, as dúvidas existenciais, os conflitos de afirmação. Sempre que sente o copo a transbordar, refugia-se na cabana isolada do tio Elias.

Cedo, contudo, a inocência lhe será arrancada. Ao virar da esquina, encontra-se o golpe mais duro da sua vida: o desaparecimento súbito de Cecilia que, afundada numa paixão por um homem desconhecido, é vista pela última vez a saltar de uma ponte.

Muito mais tarde, Matias será obrigado a revisitar a dor, quando a sua pacata vida de professor universitário é interrompida por uma carta vinda das sombras do passado, lançando a suspeita sobre o que aconteceu realmente à sua irmã — sem saber ainda que regressar ao passado poderá significar, também, resgatar-se a si mesmo.

No final desta «trilogia dos lugares sem nome», iniciada com O luto de Elias Gro, João Tordo explora, através de personagens únicas e universais, numa geografia singular, os temas da memória e do afecto, do amor e da desolação, da vida terrena e espiritual, procurando aquilo que com mais força nos liga aos outros e a nós próprios.

 

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João Tordo é um dos grandes escritores portugueses. Está sem dúvidas no meu top de preferências, mas esta trilogia não foi propriamente aquilo que mais gostei de ler dele. Todos os três livros foram demasiado pesados, melancólicos, cinzentos, carregados de personagens tristes, infelizes e depressivas...tudo isto deve ser dificílimo de escrever, de imaginar sequer, mas também torna a leitura demasiado introspectiva e por vezes saturante de tanta coisa negativa que carrega. Este Deslumbre de Cecilia Fluss não é excepção. Há tristeza, melancolia, depressão e um quê de demência que nos deixa pesadões no final da leitura. Não é um livro para agradar a toda a gente, isto é certo, mas reconhece totalmente o génio de João Tordo.  

Na minha cozinha: bolo de aveia, banana e cenoura

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Vamos precisar de:

  • 1 banana média
  • 1 cenoura média
  • 100g de aveia em flocos
  • 50g farinha de aveia
  • 1c. chá fermento
  • Canela a gosto
  • 2 ovos
  • 100 ml de leite magro ou bebida vegetal

E é só fazer assim:

  • Esmagar a banana e juntar a cenoura ralada;
  • Juntar os ovos e leite e mexer tudo;
  • Acrescentar a aveia, a farinha de aveia, o fermento e a canela a gosto;
  • Misturar tudo muito bem;
  • Colocar numa forma de silicone do tipo bolo inglês e levar ao forno.

Simples e delicioso, sem qualquer adoçante adicionado!

Relativizar, para uma vida mais fácil de ser vivida

   No início do mês fomos a um concerto dos The Gift na Casa da Música (fantástico, como sempre, by the way!!!). Ao regressarmos ao carro fomos surpreendidos por um vidro partido. Toda a alegria e satisfação de uma noite bem passada a dois foi imediatamente esquecida e substituida pela surpresa, pelo desânimo e pela raiva, sobretudo por parte do meu Mr. Big, que lhe viu roubados o computador profissional, discos externos, pens e cadernos carregados de informação e trabalho. Ele insultou, disparatou, vociferou, amaldiçoou e centralizou toda a sua energia e pensamentos para aquele acontecimento negativo, sobrevalorizando-o, digo eu agora.

   Saimos de casa animados, divertimo-nos imenso durante o concerto, acabamos a noite (ou começamos o dia seguinte!) na esquadra e a fazer telefonemas para linhas de atendimento de bancos e afins para cancelar acessos a contas e senhas. Regressamos a casa. Deitamo-nos na cama. Dormimos pouco. Acordamos e seguimos com a nossa vida, ele bem mais devagar. Hoje, menos de 1 mês depois, já não falamos disso.

   Há uns dias centenas de pessoas foram assistir a um concerto da Ariana Grande na Arena de Manchester. Divertiram-se imenso, cantaram, dançaram, aproveitaram o melhor da vida. No final foram surpreendidos por um bombista suícida. Muitas pessoas não regressaram a casa nessa noite. Muitas pessoas acordaram no dia seguinte numa cama de hospital e ainda não puderam seguir com as suas vidas.

   22 pessoas nunca mais regressarão às suas casas...

  

   A vida pode ser mesmo isto: num momento estamos aos saltos e aos berros num concerto e no momento seguinte estamos de rastos ou nem sequer estamos. Como se não bastasse uma vida que consegue ser tão surpreendentemente fantástica de ser vivida como devastadora e cruel, ainda temos criaturas que vivem para matar, e da forma mais cruel possível. Nós perdemos um vidro e uma data de material importante. Eles perderam a vida. Posto assim, só temos que nos envergonhar por qualquer desanimo ou insatisfação com a vida que nos partiu um vidro. Podia ter sido tão pior.

   Pensar no poderia ter sido, mais do que amaldiçoar o que foi, é um exercício que devemos ser capazes de fazer sempre que algo nos corre menos bem. É um daqueles exercícios que me obrigo a fazer sempre e no qual me sinto orgulhosamente bem treinada. Naquela noite do vidro partido, fartei-me de repetir para uma pessoa que eu sei que não me ouvia, "deixa para lá, podia ter sido pior, estamos aqui, estamos bem, os nossos estão bem, deixa para lá, já passou...". Provavelmente ele já não me podia ouvir, mas a realidade era aquela! Podia realmente ter sido pior. Podia ter sido pior. É isto que temos de ser capazes de pensar. Porque podiamos simplesmente já cá não estar para pensar no que podia ter sido...

   A vida é tão curta, tão cheia de ratoeiras, tão cheia de provações e gente má, para quê tornar tudo ainda mais pesado? Estamos cá para viver, não para atirar as mãos ao céu e lamentar. Estamos cá para viver. Enquanto nos deixarem.

 

(Que todas as vítimas da maldade humana possam um dia encontrar o descanso e a paz merecidas. E que quem por cá fica saiba viver uma vida que merece ser vivida.)

Não deixes...

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Não deixes que termine o dia sem teres crescido um pouco, sem teres sido feliz, sem teres aumentado os teus sonhos. Não te deixes vencer pelo desalento. Não permitas que alguém retire o direito de te expressares, que é quase um dever. Não abandones as ânsias de fazer da tua vida algo extraordinário. Não deixes de acreditar que as palavras e a poesia podem mudar o mundo. Aconteça o que acontecer a nossa essência ficará intacta. Somos seres cheios de paixão. A vida é deserto e oásis. Derruba-nos, ensina-nos, converte-nos em protagonistas de nossa própria história. Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua: tu podes tocar uma estrofe. Não deixes nunca de sonhar, porque os sonhos tornam o homem livre. Walt Whitman