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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

É o que dá abundarem mulheres no mundo

   O mulherio português não pode ver uma gaja boa que logo perde a capacidade de controlar as invejas e dores de cotovelo. Vai daí, toca a descascar forte e feio na tal gaja boa, porque não é natural algum ser humano de sexo feminino ter um corpinho de cair para o lado e ainda gostar de o mostrar na televisão. A Rita Pereira não se livrou de mais um destes ataques do poder feminino. Eu não vi, mas parece que mostrou um corpo escultural lá no programa dos bailaricos e logo a imprensa procurou descobrir como é que tal coisa é possível. Claro que o mais fácil é culpar a faca e as cirurgias. A Rita Pereira defendeu-se e diz que os melhores cirurgiões do mundo foram os pais dela. A ser um corpo naturalmente esculpido (o que até não me parecei impossível) abençoados pais ela tem e alguém nos dê a força dela para treinarmos o suficiente para chegarmos a metade de corpo. A ser fruto de uns ajustes cirurgicos aqui e acolá, ninguém tem nada que se ralar com isso.

   Não acompanho o trabalho da Rita Pereira, não a acho das mulheres mais bonitas da nossa praça, mas, para mim, é uma mulher portuguesa muito muito jeitosinha, com um corpo (e um cabelo!) para lá de espetacular. Eu também gostava de o ter para mim, ou em mim, mas vai-se a ver os meus pais não são tão bons cirurgiões, mas interessa-me lá se é um corpo genético, de ginásio ou de bloco operatório? Deixai as invejas de lado, ocupai-vos com os vossos corpos e deixai a rapariga mostrar as curvas dela. Para as mais interessadas, ou invejosas, podem sempre comprar revistas e descobrir os segredos de um corpo escultural, pois desconfio que este será o assunto das próximas 35 publicações da pink press.

 

Corpo perfeito vs amor perfeito

 
   Diz um estudo de uma psicóloga americana (julgo eu!) que atualmente as mulheres se preocupam mais com o seu corpo do que com o seu estado civil. Ou seja, para nós, é mais importante a imagem que vemos refletida no espelho, do que ter alguém ao nosso lado. Este estudo acrescenta ainda que, ser gorda é visto como sinal de desleixo e descuido, ao passo que ser solteira é visto como sinal de independência.
    Independentemente de concordar ou não com as conclusões do estudo, o meu olhar sobre o mundo feminino leva-me a acreditar que estas conclusões correspondem realmente à realidade atual. A sociedade está totalmente obececada com o factor corpo perfeito e nunca, como antes, tudo o que promova o emagrecimento (ainda que fictício, na maior parte dos casos) esteve tão na moda. O negócio do emagrecimento é provavelmente dos mais lucrativos da atualidade, provavelmente muito mais lucrativo que um restaurante que ofereça jantares há luz das velas em lugares de sonho. A mulher de hoje vive em função da imagem, por muito que o negue ou aparente desvalorizar. Poucas serão as mulheres que não se roem de inveja perante os corpos perfeitos de uma Irina ou Gisele. E quantas dessas mulheres se roerão de inveja perante os companheiros dessas musas? O que é mais fácil para nós, mulheres: desejar o corpo de uma fulaninha ou o namorado da fulaninha??? Resposta fácil, não?
   Mas parando um bocadinho para pensar, o que será melhor: ter o corpo perfeito ou ter uma relação que, nunca sendo perfeita para não se tornar aborrecida, nos dá precisamente aquilo de que precisamos, porque temos ao nosso lado alguém que gosta de nós todos os dias e com todas as imperfeições e gosrdurinhas localizadas...resposta ainda mais fácil, não?
   Somos mulheres, que podemos fazer?

Drenafast Sport - uma ajudinha para o corpo de verão

   Desta vez decidi desistir do detox e apostar num drenante. O escolhido foi o drenafast sport, ao que parece o mais indicado para quem pratica desporto regularmente, prometendo 4 ações: drenante, queimar gordura, tonificante e energizante. A cumprir as promessas, parece perfeito. Basicamente, temos de beber 1litro de água por dia com o dito cujo diluído e tentar não correr muito para o wc, o que no meu caso é um verdadeiro desafio. 

   Iniciei a toma hä 3 dias por isso ainda não posso falar de resultados, mas espero ter algo para vos dizer mais para a frente.

Nós, os sapatos e eles

«Existe um ditado que diz que um homem nunca deve oferecer sapatos a uma mulher sob pena dela fugir dele. Mas eu afirmo: homem, ofereçam-nos muitos sapatos pro favor! Como seria bom saber simplesmente que tipo de sapatos os homens afinal gostam. Eles reprovam a maioria dos modelos. Os homens não gostam nem de chinelos nem de Crocs. Isso é compreensível, mas também estão incluidos na lista negra as bailarinas, os sneakers com salto embutido e os sapatos com plataforma. Para eles, as piores de todas são as botas Ugg ("parecem pantufas") e qualquer tipo de sapto de cunha. Para  corroborar esta ideia, fiz um teste: mostrei a um amigo os novos modelos. Apesar de que a seleção foi das melhores, o resultado do teste doi dececionante.

   Ao ver um par de sapatos peep-toes, ele na verdade pergunta-me: "Mas o que é este buraco esquisito?". Como? Essa é realmente a graça dos sapatos peep-toes. Os saltos altos pontiagudos, um dos principais ingredientes do elegante estilo parisiense, parecem, aos olhos dele, "os sapatos da avó". O ponto alto dos seus comentários foi ao ver um par de bailarinas de veludo com um gatinho bordado na ponta, ele ri, abana a cabeça e afirma que estes são os típicos sapatos que as mulheres usam para as outras mulheres. Ou seja, sapatos que as mulheres usam para fazer inveja a outras mulheres. Segundo a opinião dele, a maior parte dos sapatos de salto alto parecem saídos do Red Light District, especialmente aqueles de 12 centímetors. E o rapaz só tem 25 anos! Por outro lado, ele gostou de uns mocassins de riscas em azul e branco e de umas sandálias alpargatas - tudo sapatos muito clássicos, como de criança.»

Alexa Peng, blogger e especialista na área da moda

Detox time

  

Com a chegada da Primavera (só o calendário o diz!) chega também a altura de um novo detox. No Outono fiz um que se limitava a misturar uma espécie de xarope na água e ir bebendo ao longo do dia...sinceramente, não vi resultados nenhuns, nem notei nada de diferente no meu corpo ou no meu organismo, por isso desta vez gostava de experimentar algo diferente.

   Alguém tem sugestões de formas ou produtos de desintoxicarmos o organismo sem passarmos 10 dias a beber apenas um sumo e sem gastarmos metade do nosso ordenado nisso?

   Need help!

A tal da massa gorda

   Hoje, 3 meses depois de me ter inscrito no Solinca, fui fazer a avaliação física "inicial". Confesso que não me interessava tanto saber se tenho capacidade física para fazer determinado exercício ou até onde é que o meu coração aguenta, porque isso eu sei avaliar sozinha. O que me interessava mesmo era saber como estamos na relação peso/altura/massa gorda. As notícias não são más de todo, embora me agradessem mais outros valores. Ora diz que dos meus 49 kg (até aqui tudo bem, mantenho-me no habitual normal baixo), 29% é massa gorda. Ao que parece isto é o limite entre o ter de perder massa gorda e o estar ok. Estou ali na corda bamba, o que para mim siginifica que tenho de baixar estes números. O desafio será perder massa gorda perdendo o mínimo de peso possível.
   E onde está a minha amiga massa gorda? Pois no local onde toda a mulher acumula tudo aquilo que ingere: nas coxas! Tudo ok com a barriguinha e os meus orgulhosos abdominais, diz até que as medidas da anca estão dentro do normal, mas eu bem sei que ela está ali toda muito bem acomodadinha e bastante resistente a abandonar-me. Mas a luta vai continuar, ai vai, vai. Mantemos os treinos 3 vezes por semana e vamos fechar (um bocadinho) a boca às bolachas, já que a tudo o resto eu resisto muito bem. Mais tarde falaremos, para boas ou más notícias (embora eu já há muito tempo que perdi a esperança de ter uma coxas menos fofas...é a minha eterna luta.)

Ainda o dia da mulher

   Como em todos os outros dias em que se definiu comemorar qualquer para nos lembrarmos dela, existir um dia da mulher não faz nenhum sentido quando o que se quer é mostrar o poder da mulher. Enquanto precisarmos de um dia nosso, de um dia em que nos lembrem, nos digam que somos bonitas, especiais e heroínas e que vamos governar este mundo e o próximo, não vamos ser verdadeiras mulheres. Se só no dia 8 de Março se lembram de nós então a nossa missão está longe de estar cumprida e o nosso papel longe de estar definido e sólido. Sejamos mulheres todos os dias. Grandes, enormes...para que se lembrem de nós pela vida fora!

"...comem-se sentimentos sob a forma de alimentos"

   Ao ler a revista Saber Viver deparei-me com este título: Fome ou vontade de comer? e pensei de imediato 'been there, done that. 

   Quem nunca sentiu vontade de devorar algo doce ou de comer um pacote inteiro de bolachas apòs um momento de maior tensão, nervosismo ou stress? E quem já não sentiu vontade de o fazer precisamente após ter terminado uma refeição? 

   Ao que parece, é nos momentos em que nos sentimos emocionalmente mais frágeis que esta fome emocional ataca, uma "fome psicológica que surge repentinamente e que,na maioria das vezes, leva a um apetite seletivo, fazendo-nos comer alimentos específicos" e eu acrescentaria: e quase sempre pouco saudáveis. Estamos, desta forma, a tentar incluir dentro de nós qualquer coisa que nos falta, tentando preencher um vazio com alimentos. 

   Eu sinto, quase diariamente, isto. A maior parte das vezes exactamente a seguir ao almoço ou ao jantar, ou ao final do dia, quando chego a casa, mesmo que lanche. Ao fim de semana é raro acontecerem, até porque são dias em que ando mais relaxada. Rapidamente percebi que era uma fome psicológica e raramente cedo aos seus caprichos e sempre que a sinto isso significa que estou nervosa ou ansiosa. Tendo uma personalidade internalizadora, nem sempre é fácil para mim identificar um estado de ansiedade, muito menos deixar que os outros o percebam e é com estas pequenas coisas que os identifico. 

   Eu gostava mesmo muito de ser daquelas pessoas que quando está nerrvosa perde a vontade de comer, mas calhou-me precisamente o contrário. Não se tratando de um apetite voraz e incontrolável, causa algum mal estar. O truque é focalizar a nossa atenção noutras actividades compensadoras, distractoras e potenciadoras de prazer. Comigo isso resulta perfeitamente, desde que encontre a actividade perfeita. Praticar exercício físico é uma delas. Só temos que descobrir meia dúzia delas e fechar a boca!