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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

A espera...sempre à espera

«Depois deste tempo todo ainda espero por ti! Espero e esperarei até que me digam algo de ti! Este tempo todo imagino-te crescendo, tornando-te um homem, e eu aqui parada no tempo, à tua espera! Nunca deixarei de te esperar!!! De uma forma ou de outra, os dias sucedem-se, muitos já partiram, outros nasceram e cresceram enquanto estiveste fora... outros vão nascer em breve, sabias? Há tanta coisa para te dizer, tantas promessas a cumprir que não vão chegar o resto dos meus dias para os realizar... Volta, estamos aqui todos à tua espera... tal como naquele fatídico dia 4/03/1998. (...) Tenho tentado tudo para suportar a tua ausência... tudo mesmo! (...) Sabes, já nem rezo, olho para o vazio e mentalmente pergunto por ti?! Já nem sei quem sou, ou no que me tornei!!! Um fardo para uns... uma lunática para outros! Dizem que sou forte?! Quando eu sou tão frágil. (...) Vês, filho, o que tenho para te dizer não chega uma carta... Como faço para comunicar contigo? A tua irmã está à distancia de um telefonema, basta-me saber que está bem! Contigo faria igual, só quero que sejam felizes! É pedir muito, filho?
Quando puderes juras que me respondes? Eu continuo aqui à espera...»

 

Palavras escritas pela mãe de Rui Pedro, desaparecido há 16 anos.