Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

A fragilidade da vida

A partir de experiências que habitualmente têm que ver com doenças graves, começa a alimentar-se um medo associado à percepção de que a vida é finita; de que a vida, tal como a interpretamos enquanto seres humanos, acaba. (...) Enquanto somos jovens não temos muita consciência dessa limitação, porém, conforme os anos vão passando, começamos a discerni-la de maneira nítida. (...) começarmos a perceber, consciente ou inconscientemente,q que a vida é frágil, que aquilo que temos neste momento podemor deixar de ter amanhã, que a capacidade de nos relacionarmos com o mundo pode mudar. (...)

A mente refugia-se num sistema confortável que nos faz sentir eternos, que nos faz esquecer os aspectos relacionados com a morte e a fragilidade da nossa existência. Isto tranquiliza-nos e faz-nos pensar que temos tempo para fazer tudo aquilo que queremos fazer. Mas o que a realidade nos diz, por seu lado, é algo radicalmente diferente: se estamos convictos e queremos fazer algo na vida, temos de o fazer já, porque a única coisa que temos é o presente. Tudo o resto são abstracções. 

"Viver com Alzheimer". Dr. José Luis Molinuevo