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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

«A incrível viagem do faquir que ficou fechado num armário IKEA», Romain Puértolas

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jatashatru Larash Patel, faquir de profissão, que vive de expedientes e truques de vão de escada, acorda certa manhã decidido a comprar uma nova cama de pregos. Abre o jornal e vê uma promoção aliciante: uma cama de pregos a €99,99 na loja Ikea mais próxima, em Paris. Veste-se para a ocasião - fato de seda brilhante, gravata e o seu melhor turbante - e parte da Índia com destino ao aeroporto Charles de Gaulle. Uma vez chegado ao enorme edifício azul e maravilhado com a sapiência expositiva da megastore sueca, decide passar aí a noite a explorar o espaço. No entanto, um batalhão de funcionários da loja a trabalhar fora de horas obriga-o a esconder-se dentro de um armário, prestes a ser despachado para Inglaterra. Para o faquir, é o começo de uma aventura feita de encontros surreais, perseguições, fugas e aventuras inimagináveis, que o levam numa viagem por toda a Europa e Norte de África.
A incrível viagem do faquir que ficou fechado num armário IKEA é uma aventura rocambolesca e hilariante passada nos quatro cantos da Europa e na Líbia pós-Kadhafi, uma história de amor mais efervescente do que a Coca-Cola, mas também o reflexo de uma terrível realidade: o combate travado por todos os clandestinos, últimos aventureiros do nosso século.

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   Há já muito tempo que andava curiosa com este livro. Quando o vi a primeira vez e li o título e o resumo achei-o completamente absurdo e é precisamente isso que o torna um bom livro para se ler num ápice. Simplesmente uma daquelas histórias estupidamente encadeadas, em que um acontecimento é ridiculamente precedido de outro que vem mesmo a calhar, ou não! Mas este livro é isso tudo sem ser, ele próprio, absurdo. Chega a ter um lado fislosófico que é interessante descobrir e reflectir e é impossível não nos "apaixonarmos" pelo indiano azarado e inocente que só quer ser uma pessoa melhor. 

   Se querem um livro ligeiro mas bem disposto, este é, sem dúvida, um deles! 

 

E agora, de volta a Dostoievsky...