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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

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...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Body Goals

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Nós mulheres vivemos em permanente discussão com o nosso corpo. Se há coisa que parece nunca nos agradar é o nosso corpo, as nossas formas, o nosso peso. Agora mais do que nunca, besta época em que tanto se valoriza a imagem, os números, o tipo de alimentação que temos e as horas que passamos no ginásio. Cobiçar o corpo alheio é fácil. Gostar do nosso, nem sempre. Eu, que nunca tive qualquer problema de excesso de peso, não sou excepção a essa preocupação por vezes irracional dos pesos e medidas. Nunca tendo sido "um palito", já que sempre tive algumas formas, sempre fui tendencialmente magra. Sou baixa (1,58m) e nunca pesei 50kg na vida, apesar de sempre me terem dito que seria um peso normal para a minha altura. Mas eu sei, sem por lá passar, que nunca me iria sentir bem com 50kg. Sei, porque o meu corpo iria mudar e é isso que nos dói, ver o corpo mudar. Eu treino (forte, ou pelo menos tento que o seja!) regularmente e tenho uma alimentação cuidada diariamente e isto já trouxe resultados bem diferentes ao meu corpo, com oscilações de peso (quase sempre para baixo, excessivamente para baixo) e sobretudo de forma corporal, acima de tudo porque acabei por descobrir que tenho uma facilidade enorme em perder massa gorda. Há cerca de 1 ano atrás estaria com pouco mais de 47kg e excessivamente "seca". Sentia-me cheia de energia e em forma, mas visualmente, e hoje consigo admitir isso, não estaria no meu melhor. Parando para pensar, era fácil perceber que o tipo de treino que fazia não era o mais indicado para mim: demasiadas aulas de Grit (treino intervalado de alta intensidade) eram o problema principal. Queimava demais e a minha alimentação não repunha os gastos. Bastou mudar o tipo de treino, apostar no treino muscular e nas cardas pesadas (que eu adoro!), reduzindo drasticamente os treinos de alta intensidade (mas sem abandonar!!!) para uns meses depois ver os resultados. Hoje peso pouco mais de 48kg (não é grande diferença eu sei), tenho uma massa gorda vergonhosamente baixa, sim, mas uma massa muscular e resistência muscular/força bem apetecível para alguém que até há meia dúzia de anos nunca gostou de se mexer muito. Continuo a ter um IMC nos limites inferiores, precisaria de ganhar massa gorda, mas, e é aqui que quero chegar, o meu corpo mudou, "cresceu", ganhou formas diferentes. Sendo mulher, e mulher com dias em que ninguém me atura, tenho fases em que facilmente sou assaltada pelo pensamento ridículo de "estou a ficar gorda", "tenho estas pernas muito grossas" e por aí fora... o que não é verdade! Eu tenho pernas de quem carrega bem sempre que há pernas para treinar. Tenho pernas diferentes, mais rijas, mais definidas, mas nunca gordas (e com muito menos celulite!!!). Tenho "o umbigo colado às costas" porque tenho abdominais definidos (so proud!!!) e tenho uns bracinhos que apesar de continuarem fininhos, ganharam um bom tamanho no bicep e tricep. Tenho hoje um corpo que não é perfeito, que não agradará a muita gente, que em alguns dias nem a mim agrada, mas que é um corpo que é meu, trabalhado e cuidado por mim. E para mim. Tudo isto porque estamos em pleno Verão e o que mais há são corpinhos à mostra, uns com mais vergonha que outros, mas o importante é sermos capazes de nos valorizarmos e nos aceitarmos, sem nunca perderemos a vontade de cuidarmos de nós e querermos ser todos os dias uma melhor versão de nós mesmos e sem nunca esquecermos que nada, NADA, se consegue de um dia para o outro. O nosso corpo é só nosso. Tem de ser cuidado e gostado por nós. Dias difíceis todos temos e sempre vamos ter. Insatisfações vão-nos acompanhar toda a vida, mas enquanto formos capazes de um pensamento racional, valorizemos cada conquista e acima de tudo as coisas que realmente importam na vida. Posto isto, bons treinos. Melhor alimentação. E muitos sorrisos.