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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

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...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Domingo até ao fim de Domingo

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Miguel Esteves Cardoso, no Público, ao Domingo. "Domingo é o segundo dia do fim-de-semana. São só dois dias e, por conseguinte, estamos a falar de 50 por cento. Trata-se de uma parte substancial, que merece ser celebrada como o dia inteiro que é e não denegrida como dia final (“já é domingo...”) ou como véspera de segunda-feira. Viveremos o domingo como véspera de nada. Na sexta-feira à noite é glorioso dizer que amanhã “ainda é sábado”. No sábado sabe bem dizer “E amanhã ainda é domingo”. É esse domingo delicioso, que passou do futuro para o presente, a que chegámos hoje. E será domingo todo o dia. Na segunda-feira, quando acordarmos, é que será a altura certa para exclamarmos, horrorizados: “Já é segunda-feira!” E, se tivermos passado o domingo como dia inteiro, como combinámos passar, diremos “que pena ter acabado aquele domingo tão bom...” É na segunda-feira que se chora o domingo que passou. Não é ao domingo que se chora a segunda-feira que aí vem. As tardes e noites de domingo prestam-se particularmente à lamechice. Esse desperdício é um luxo ao qual não nos podemos dar. Temos tempo para isso mas esse tempo faz-nos falta para fabricarmos memórias das quais vamos precisar mais depressa do que pensamos. Domingo é a primeira-feira. A primeira feira é boa. A segunda-feira é uma falsa feira. A segunda-feira é má. Agora só resta sermos capazes de nos esquecermos do que estamos a fingir."

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