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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

E se isto acontecesse comigo?

   Esta é a pergunta que muitas pessoas podem (e devem) fazer em determinados momentos da vida, perante uma variedade de situações. Especialmente em situações críticas ou de doença, esta deverá ser a questão-chave para sermos capazes de nos colocar na pela da pessoa que está verdadeiramente a passar pela situação. 

   Uma das muitas coisas que o meu contexto profissional me ensinou foi precisamente a colocar esta questão imensas vezes. Perante tanta dor e sofrimento humano diário, a maior parte das vezes ligado à solidão ou à doença, parar para me perguntar "e se isto acontecesse comigo?" é um exercício saudável e quen os dá toda uma nova perspectiva da vida, quando percebemos que felizmente temos passado ao lado de muitas formas de sofrimento humano. E isto, esta simples questão, ajuda-nos a colocarmo-nos na pele do outro que sofre, que desespera, que fina, que vê a vida deixar de ser vida. Provavelmente, esta questão será uma das mais sinceras formas de empatia humana, pois coloca-nos do lado de lá e é do lado de lá que a vida custa e dói, porque do lado de cá, do nosso lado, há muita coisa que consideramos como negativa, má, insuportável que não passa de ninharias quando comparadas com aquilo. 

   Vale a pena pensar nisto.