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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Hoje e sempre, portugueses


   Ao ver esta imagem, automaticamente pensei "isto é mesmo tipicamente português". Não tanto pela questão moderna da coisa, por esta necessidade de fotografarmos tudo e mais alguma coisa, incluindo as desgraças, mas antes por esta característica que sempre foi tão nossa de nos "alimentarmos" um pouco da vida alheia, especialmente quando a dita envolve desgraças. Não há nenhum português que não goste de saber ao pormenor o que se passa na vida deste e daquele, seja vizinho ou pessoa "famosa". Não há nenhum português que não goste de pelo menos folhear as revistas cor-de-rosa cusquice (mea culpa!), ainda que muitas vezes não o admita, ou que não abrande em plena autoestrada para se inteirar de algum acidente de viação alheio, provocando filas de voyerismo ainda maiores que as filas provocadas pelo acidente.

   Está em todos nós esta veia da cusquice. Mais ou menos apurada. E não vale a pena negá-la. Eu confesso que não gosto de falar da vida de pessoas que de alguma forma conheço ou com quem convivo e não alimento esses comportamentos, acima de tudo porque não tolero também que falem da minha vida, mas gosto de espreitar as revistas do jet 7, ainda que seja para ridicularizar alguma situação e, a maior parte das vezes, apenas para ver "as imagens", que é o mesmo que dizer "para ver os modelitos que as nossas famosas usam". E mesmo não gostando da desgraça alheia e não abrandando para ver acidentes de viação, muito menos para fotografá-los, não resisto a espreitar na varanda quando ouço alguma voz mais exaltada na rua...

   É uma costela nossa e parece-me que, sendo controlada, não é maligna. Quando fazemos dela característica de vida e motor, ao ponto de registarmos a vida dos outros, isso sim é de lamentar.

   E não será esta coisa dos blogs e de seguir blogs também uma forma de voyerismo e um ossinho dessa costela de cusquice? Dá que pensar...

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