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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

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...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Ir é o melhor remédio: Corunha

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Há 9 anos visitei a Corunha em modo relâmpago, o que deixou aquela sensação de ter ficado muito por conhecer, vai daí, de Santiago de Compostela seguimos para a Corunha para uma operação "take Corunha in 24h"!. Foi só um dia mas serviu para confirmar que de facto a cidade é muito mais do que a impressão que a primeira visita me deixou.

A Corunha já pode ser considerada uma "grande cidade espanhola", o que implica muita movida e aquela coisinha inexplicável que as cidades espanholas têm e que tanto me atrai. Tivemos a sorte de ficar por lá na véspera de um feriado, ainda por cima noite de Halloween, pelo que sentimos ainda mais esse espírito espanhol de sair para a rua e estar na rua.

Mas vamos por partes.

Começamos a visita pela Torre Hércules, um dos mais antigos faróis da Europa ainda em funcionamento e um lugar bem bonito de nada a não ser farol, verde e mar. Ficamos claramente com aquela sensação que "o mundo acaba ali" e não há nada mais no horizonte a não ser mar e vazio. É um excelente local para relaxar, para nos sentarmos a apreciar a vida ou para fazer belas caminhadas junto ao mar.

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Como o anoitecer chega mais cedo, aproveitamos o final do dia para conhecer o "Domus - Museo del Hombre", uma espécie de museu da ciência onde o lema é "conhece-te a ti mesmo" e onde tudo o que está exposto é interativo, de forma a conhecermos melhor o funcionamento de todo o nosso sistema e organismo. É certo que é um local mais indicado para crianças e jovens, mas vale a pena a visita, até porque o bilhete é bem baratinho (aliás, o preço baixo dos ingresso é de louvar em toda a Corunha): 2 euros.

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 Visita rápida ao hotel (ficamos no Tryp Coruña, na zona comercial de Quatro Camiños, coladinhos ao El Corte Inglês) para pousar as malas e vestir algo mais quente e siga conhecer a noite da Corunha! Como? A pé, sempre a pé! Como é habitual nas grandes cidades, estacionar o carro não é fácil, por isso, assim que encontramos um cantinho para ele sem pagamento nunca mais lhe pegamos. Foi sapatilhas nos pés, mapa nas mãos e dar muita, muita corda às pernas. 

Objectivo: centro histórico da cidade, infiltramo-nos entre as gentes e "tapearmos". Objectivo cumprido com sucesso! E que fantástico foi caminhar pela noite da Corunha, com centenas de pessoas nas ruas, lojas abertas até às 22h, imensa gente mascarada e tudo quanto era esplanada ou restaurante à pinha de gente no interior e no exterior, de pé ou sentados, a conversarem e rirem naquele tom sempre agradavelmente excessivo dos espanhóis! 

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Next day: cansados da véspera mas decididos a conhecer tudo o que faltava até ao final do dia. Mais uma vez, a pé, de mapa na mão. Foram quase 20km a pé mas valeu cada metro! Zona histórica, agora de dia, praça Maria Pita, zona antiga da cidade, jardins, parques, museu militar, castelo de San Antón, igrejas, mosteiros, conventos, zona marítima junto ao porto, zona de praia, estádio do Corunha...não faltou nada! Ok, ficou a faltar uma coisita ou outra, nomeadamente a casa do Picasso, já que por ser feriado os monumentos só estavam abertos até às 14h30. 

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Haveria muito mais para contar e ainda muito mais para mostrar, mas quis apenas deixar-vos uma ideia muito breve daquilo que é a Corunha, uma cidade do norte de Espanha que transpira vida e agitação, mas que ao mesmo tempo consegue ter cantos e recantos de plena paz, sossego e silêncio. Vale cada canto destes. E cada rua movimentada e cheia das suas gentes. Mas isto sou eu a falar, que não consigo não deixar de me sentir incrivelmente leve e em casa em cada terrinha espanhola. 

E já sabem, sempre que possam, vão! Não interessa se perto ou longe, vão! Porque ir é o melhor remédio

 

 

 

 

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