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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Kicking some asses (ou não e de como isso é ainda melhor)

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(Não se deixem enganar pela forma como este post vai começar. É uma profunda reflexão sobre a vida. Prometo!) Uma das coisas que sempre me agradou nas aulas de Body Combat foi a possibilidade de, mais do que noutras aulas, exorcisarmos as nossas frustrações e raivas acumuladas naqueles socos e pontapés esquizofrénicos, é certo, mas muito reconfortantes. Na última aula, a professora gritou o clássico "imagina a cara daquela pessoa que mais vos chateia à vossa frente e dá-lhe com força". Eu sou pessoa que gosta de treinar pra valer e por isso imaginei com muita força a cara que estava ali à minha frente e... não consegui parar de sorrir quando percebi a resposta. Nada. Nenhuma. Continuei a ver apenas e só as costas da colega que treinava à minha frente. E foi ali, e é aqui que se isto se torna a profunda e séria reflexão sobre a vida, numa aula de Body Combat, ao som de "Work it out " dos Netsky (bom som, by the way), a dar murros esquizofrénicos com muito power, que eu percebi que neste momento não há nada nem ninguém que me ponha fora de mim, que me roube o sorriso, ou que me faça ter vontade de espancar alguém e ainda o atirar de um penhasco abaixo. Pode parecer banal, mas já perceberam a importância real e o peso de nos sentirmos genuinamente bem com a nossa vida? Quantas vezes o conseguimos? Quantas pessoas o conseguem? Durante quanto tempo conseguimos viver nesta plenitude? Não devemos aproveitar ao máximo cada momento em que nos sentimos cheios de nós e de vida? Eu sei que tudo muda num repente. Eu sei que amanhã é incerto. Eu sei que isto não é um estado permanente. Mas parar 1segundo que seja para perceber que neste momento a vida que vivemos nos enche a alma e o coração e que, mesmo nos dias mais cinzentos-pérola, conseguimos gerir os problemas e as emoções de forma a não deixarmos que isso afete o nosso bem-estar e o nosso sorriso dá-nos esperança de que afinal isto de viver pode realmente ter coisas muito boas. Conclusão: não encontrei cara para os meus socos, mas "soquei" na mesma com muita garra e determinação, assim só para afastar possíveis ladrões de vidas (e ficar com uns braços e uns abdominais ainda mais fortes!).

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