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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Noé, da bíblia para os nossos dias



Todos nós conhecemos, melhor ou pior, a história bíblica de Noé e a sua arca que salva os animaizinhos. Quando fui ver este filme não esperava encontrar nada de bíblico ou católico, ao jeito da "Paixão de Cristo". A essência da história biblica está lá, é certo, mas a dada altura do filme dei por mim a pensar que o que ali se estava a transmitir era uma espécie de metáfora dos tempos modernos, ao género das melhores reflexões sobre todo o mal que o homem tem sido (continua a ser) capaz de praticar para com o mundo e os outros homens, ao pnto de merecer ser castigado por tanta maldade, castigo esse que, ali, veio sobre a forma de um grande dilúvio e que, aqui, no nosso mundo, tem vindo sobre as mais variadas formas, tamanhas são as desgraças que acontecem a cada segundo que vivemos. E independentemente da história de quem criou tudo isto e quais os propósitos do Criador ao pôr neste mundo cada um de nós e cada um dos acontecimentos por que passamos, há neste filme uma mensagem completamente actual e de esperança, bem propositada para os tempos duros que o mundo vive nos últimos anos. Destruimo-nos uns aos outros e ao mundo, matamo-nos ao longo de gerações e gerações sem qualquer piedade ou peso na consciência, desrespeitamo-nos, humilhamos, odiamos, acusamos, mentimos, traimos... e esquecemo-nos que ser humano é tudo menos isto e que, na nossa vida podemos passar por vários dilúvios, uns mais merecidos que outros (porque no mundo actual há mais inocentes para além dos animaizinhos de Noé), mas que podemos sempre construir a nossa arca, para nos defendermos, protegermos, ultrapassarmos a tempestade e recomeçarmos, desta vez melhores que anteriormente.