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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

«O Horizonte», Patrick Modiano

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Jean Bosmans, um homem frágil perseguido pelo fantasma da mãe, recorda a sua juventude e as pessoas que entretanto perdeu. Sobretudo a enigmática Margaret Le Coz, a jovem mulher por quem se apaixonou nos já longínquos anos 60 e que um dia misteriosamente desapareceu. Quarenta anos depois, Bosmans parte à procura desse amor que a memória teimosamente conservou.

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   Este escritor era totalmente desconhecido para mim até ser anunciado como Nobel da Literatura 2014. A curiosidade era alguma, e ao passar numa Bertrand dei com ele, como seria de esperar após o anúncio do prémio, na montra. Trouxe-o. Sem qualquer expectativa. 

   Desconheço a obra deste autor, por isso não me posso estender muito, mas tenho de confessar que para primeiras impressões não foram assim muito positivas. É de fácil leitura, é um livro pequeno, poucas personagens, percebi o objectivo, mas não me cativou. Em muitas alturas da história parecia-me que estava a ler uma Mrs. Dolloway em jeito masculino e francês...aquelas deambulações pela cidade, aquelas recordações, aquela fixação por uma personagem do passado do sexo oposto...parecia ter ali o dedo de Virginia Wolf. 

   Voltarei a Modiano, com toda a certeza, mas não com a ânsia com que volto a outros escritores. Ainda assim, é um dos melhores do mundo e só por isso e por gostar de literatura, absolutamente obrigatório!