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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

«O Luto de Elias Gro», João Tordo

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Numa pequena ilha perdida no Atlântico, um homem procura a solidão e o esquecimento, mas acaba por encontrar muito mais.
A ilha alberga criaturas singulares: um padre sonhador, de nome Elias Gro; uma menina de onze anos perita em anatomia; Alma, uma senhora com um coração maior do que a ilha; Norbert, um velho louco que tem por hábito vaguear na noite; e o fantasma de um escritor, cuja casa foi engolida pelo mar.
O narrador, lacerado pelo passado, luta com os seus demónios no local que escolheu para se isolar: um farol abandonado, à mercê dos caprichos da natureza - e dos outros habitantes da ilha. Com o vagar com que mudam as estações, o homem vai, passo a passo, emergindo do seu esconderijo, fazendo o seu luto, e descobrindo, numa travessia de alegria e dor, a medida certa do amor.
O luto de Elias Gro é o romance mais atmosférico e intimista de João Tordo, um mergulho na alma humana, no que ela tem de mais obscuro e luminoso.

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   Primeira leitura das férias.

   João Tordo é um grande escritor, nisso não existem dúvidas. Nas férias de verão do ano passado deliciei-me com aquele que para mim é o seu melhor livro, Biografia Involuntária dos Amantes e este ano quis repetir a companhia e começar as minhas férias com o seu último livro. Não posso dizer que adorei. É demasiado melancólico, deprimente, cinzento, frio...ao ponto de por vezes se tornar difícil de ler de tão pesada que é a história. Confesso que tive momentos em que tive de me obrigar a continuar porque a leitura estava a ir por um caminho que não me prendia às páginas. Ainda assim, reconheço-lhe o génio e a maravilha da sua escrita, ma s não é um livro que combine com verão.