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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Portugal de paradoxos

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Em 2015, Portugal não é um país para velhos: pelo menos seis em cada dez pensionistas por velhice recebem valores inferiores ao salário mínimo nacional. A população continua a envelhecer e o número de idosos isolados aumenta. Também não é país para jovens; cerca de um terço dos portugueses entre os 18 e os 24 anos não está a estudar nem possui o secundário completo (mais do dobro da média europeia) e a taxa de desemprego jovem é uma das mais altas da OCDE. 

Há capitais de distrito sem cinemas, cidades sem maternidades, vilas sem centros de saúde. Há autoestradas desertas, vias «sem custo para os utilizadores» cobradas com sistemas inexplicáveis, estradas com várias designações e falta de amnutenção. No Porto, a TAP tem cada vez menos ligações de longo curso: se não fosse pelas companhias de baixo custo, o Norte estaria praticamente desabastecido.

A deslocalização para o litoral é imparável e a falta de oportunidades de trabalho empurra os mais novos para outras paragens: na última legislatura, saíram do país cerca de 300 mil portugueses, uma vaga de emigração que ameaça reinstalar a sensação de atraso em relação à Europa das gerações anteriores.

Não é país para portugueses, mas é um destino cada vez mais apetecido. Portugal está na moda e bate, todos os anos, recordes de turistas, de receitas e até de crescimento no setor. Em paralelo, as oportunidades no mercado imobiliário e as vantagens fiscais atraem um número crescente de investidores e novos residentes - estrangeiros ou emigrantes que decidem regressar, simples reformados ou interessados nos vistos gold.