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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Que necessidade é esta?

  Nunca se questionaram acerca do porquê de vivermos ligados permanentemente a redes sociais? O porquê de sentirmos tanta necessidade de expormos a nossa vida pessoal / privada em blogs, facebooks, instagrams, twitters e o mais que nos valha? É como se já não soubessemos viver no anonimato, como se tudo o que nos acontece, o que comemos, o que vestimos, o que compramos, o que sentimos, mereça ser do conhecimento do mundo, porque não chega ser do apenas do nosso conhecimento...é como se a nossa vida só fizesse sentido quando começa a fazer parte da vida dos outros. E paralelo a isto, existe ainda aquela necessidade de seguirmos a vida dos outros, de sabermos o que lhes acontece, o que comem, o que vestem, o que compram, o que sentem...como se também a nossa vida só fizesse sentido quando conhecemos a vida do outro.

   Analisando de um ponto de vista psicológico, tudo isto me parece algo preocupante e doentio. Trata-se de uma necessidade de mostrar, de nos mostrar-mos, que não é humanamente natural, que é coisa dos tempos modernos e tecnológicos e que se pode tornar num vírus perigoso. Como se já não soubessmos viver no anonimato, para nós, na nossa vida, no nosso mundo e apenas para nós, apenas na nossa vida e apenas e só no nosso mundo.

   Se nos desligarmos da rede e pararmos um bocadinho para pensar nisto se calhar vamos perceber que uma vida de exposição ao mundo não será a melhor das formas de viver. E ainda assim continuamos a gostar desta estranha forma de vida (tão certo como eu ter sentido a necessidade de escrever isto aqui)...

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