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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Sociedade preconceituosa a nossa

   Uma notícia da passada semana informava-nos que os rapazes são as principais vítimas de bullying homofóbico nas escolas, segundo um estudo nacional realizado entre 2010 e 2013. 

   "Os dados de vitimação por bullying homofóbico são mais expressivos nos rapazes do que nas raparigas, o que se explica, em parte, pela maior pressão social relativamente a pessoas do sexo masculino do que feminino, no que toca aos papéis sociais a desempenhar, mais rígidos no homem do que na mulher”, explicam os investigadores. 

   Estes dados não me surpreendem. Quem andar neste mundo minimamente atento à realidade facilmente percebe que no que toca à discriminação sexual, ela é muito mais agressiva quando dirigida a pessoas de sexo masculino. O que este estudo vem mostrar é que estas coisas, estes preconceitos, se constroem logo muito cedo e as nossas crianças parece que já nascem a saber apontar o dedo acusador e/ou de gozo. E isto vai pela vida fora e a sociedade vai continuando a incomodar-se muito mais com a homossexualidade masculina que a feminina. É muito mais fácil apontar o dedo a "àqueles bichas, maricas ou gays" do que comentar "aquelas duas ou aquelas fufas". A sociedade incomoda-se com tudo o que parece dar um lado feminino ao homem. Porque homem que é homem não chora, não dá beijinhos a outros homens, não abraça outros homens, não veste cor-de-rosa, não põe cremes na cara. E homem que gosta de homem é quase bicho e é impensável para esta sociedade ver gestos de carinho ou amor entre os dois. Já nas mulheres isto é muito mais pacífico, embora não passe despercebido, mas as mulheres homossexuais não estão sujeitas sequer a metade da pressão a que os homens homossexuais estão. 

   É a pequenez da mentalidade desta sociedade a roçar mais uma vez o ridículo. Até quando?