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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Ler: «O Labirinto dos Espíritos», Carlos Ruiz Zafón

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Na Barcelona de fins dos anos de 1950, Daniel Sempere já não é aquele menino que descobriu um livro que havia de lhe mudar a vida entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos. O mistério da morte da mãe, Isabella, abriu-lhe um abismo na alma, do qual a mulher Bea e o fiel amigo Fermín tentam salvá-lo.
Quando Daniel acredita que está a um passo de resolver o enigma, uma conjura muito mais profunda e obscura do que jamais poderia imaginar planta a sua rede das entranhas do Regime. É quando aparece Alicia Gris, uma alma nascida das sombras da guerra, para os conduzir ao coração das trevas e revelar a história secreta da família… embora a um preço terrível.
O Labirinto dos Espíritos é uma história eletrizante de paixões, intrigas e aventuras. Através das suas páginas chegaremos ao grande final da saga iniciada com A Sombra do Vento, que alcança aqui toda a sua intensidade, desenhando uma grande homenagem ao mundo dos livros, à arte de narrar histórias e ao vínculo mágico entre a literatura e a vida.

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   Quarto e último livro da saga iniciada com A Sombra do Vento.

   São 850 páginas de história em volta de livros, autores, mistérios e uma Barcelona que dá muita vontade de conhecer. Apesar do assustador número de páginas, é um livro que não chega a aborrecer, pois vai sempre criando algum suspense relativamente ao que vai acontecer a seguir, mas sempre sem fantasiar.

   Foi uma história boa, esta que Záfon nos ofereceu ao longo de 4 livros e que demorou cerca de 15 anos a escrever. Este último volume dá continuidade à vida das personagens dos livros anteriores, obriga-nos a voltar a elas e ao passado e apresenta-nos novas histórias e novas personagens, para no final ficarmos finalmente a perceber a história da família Sempere. De resto, fica sobretudo uma grande celebração dos livros e uma vontade enorme de conhecer Barcelona!

O último refúgio

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"Qualquer pessoa que queira conservar a sanidade de espírito precisa de ter um lugar no mundo onde possa e deseje perder-se. Esse lugar, o último refúgio, é um pequeno anexo da alma onde, quando o mundo naufraga na sua absurda comédia, podemos sempre esconder-nos, trancar a porta e perder a chave." [Carlos Ruiz Zafón, O Labirinto dos Espíritos]

Da vida

"Nesta vida, nada que valha a pena é fácil, Daniel. Quando era novo, acreditava que para navegar no mundo bastava aprender a fazer bem três coisas. Uma: apertar os atacadores dos sapatos. Duas: despir conscienciosamente uma mulher. E três: ler para saborear todos os dias algumas páginas compostas com inteligência e destreza. Parecia-me que um homem que pisa firme, sabe acariciar e sabe escutar a música das palavras vive mais e, sobretudo, vive melhor. Mas os anos ensinaram-me que isso não basta e que por vezes a vida nos oferece a oportunidade de aspirar a ser qualquer coisa mais do que um bípede que come, escreta e ocupa espaço temporal no planeta. E hoje o destino, na sua infinita inconsciência, quis oferecer-lhe a si essa oportunidade. " #CarlosRuizZafon, O Labirinto dos Espíritos

«O Prisioneiro do Céu», Carlos Ruiz Zafón

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Barcelona, 1957. Daniel Sempere e o amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, regressam à aventura, para enfrentar o maior desafio das suas vidas. Quando tudo lhes começava a sorrir, uma inquietante personagem visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo, enterrado há duas décadas na obscura memória da cidade. Ao conhecer a verdade, Daniel vai concluir que o seu destino o arrasta inexoravelmente a confrontar-se com a maior das sombras: a que está a crescer dentro de si.


Transbordante de intriga e de emoção, O Prisioneiro do Céu é um romance magistral, que o vai emocionar como da primeira vez, onde os fios de A Sombra do Vento e de O Jogo do Anjo convergem através do feitiço da literatura e nos conduzem ao enigma que se esconde no coração de o Cemitério dos Livros Esquecidos.

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Não dei por este livro ser editado, a verdade é esta. Li os dois primeiros e no Natal ofereceram-me o último (O Labirinto dos Espíritos, que comecei agora), comigo convencidíssima de que se tratava do fim de uma trilogia. Qual o meu espanto quando ia começar a ler o dito último e descubro que era o quarto livro? Faltava-me um pelo meio, que era este Prisioneiro do Céu, que li em 4 ou 5 dias, pois é um livro mais pequeno que o habitual neste escritor e que se lê muito bem. 

Já li os dois primeiros livros há alguns anos (parece que o escritor demorou mais de 15 anos a escrever os 4 volumes!) mas recordava-me de todas as personagens e sobretudo daquele ambiente de livros e algum suspense. Este terceiro volume continua a história das personagens principais da trama e deixa-nos curiosos para o grande desfecho (que é literalmente grande, atendendo à quantidade de páginas que me esperam!). 

 

Boas leituras!

«O Jogo do Anjo», Carlos Ruiz Zafón

Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais.

Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.

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   Diz que este é um dos escritores mais vendidos em todo o mundo. Depois de ler "A sombra do vento" e agora este "Jogo do Anjo", não fico convencida nem rendida a Zafón. Depois deste livro fico com a mesma sensação com que fiquei ao ler o anterior: a história vai-se arrastando, demoro algumas páginas a entrar na vida das personagens (mais do que deveria num bom livro) e vou andando ali sem grandes emoções ou surpresas, com momentos um tanto bizarros e sem explicação, para terminarmos com aquela sensação de que não nos envolvemos verdadeiramente e que não fica pena em ler a última página.

   Continuo a não ser fã de Zafón...

«A Sombra do Vento», Carlos Ruiz Zafón

 

Numa manhã de 1945 um rapaz é conduzido pelo pai a um lugar misterioso, oculto no coração da cidade velha: o Cemitério dos Livros Esquecidos. Aí, Daniel Sempere encontra um livro maldito que muda o rumo da sua vida e o arrasta para um labirinto de intrigas e segredos enterrados na alma obscura de Barcelona. Juntando as técnicas do relato de intriga e suspense, o romance histórico e a comédia de costumes, "A Sombra do Vento" é sobretudo uma trágica história de amor cujo o eco se projecta através do tempo. Com uma grande força narrativa, o autor entrelaça tramas e enigmas ao modo de bonecas russas num inesquecível relato sobre os segredos do coração e o feitiço dos livros, numa intriga que se mantém até à última página.

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   Não conhecia a obra de Carlos Ruiz Zafon, embora já tivesse ouvido falar muito e bem deste escritor, especialmente deste livro. Desconhecia completamente o estilo das suas narrativas e não estava à espera de as incluir na categoria do mistério, que é sempre um estilo que, sendo bem escrito, acaba por nos prender ao livro. COnfesso que estava à espera de algo um pouco mais emocional e forte, mas foi um livro de fácil leitura e que a determinada altura devorei para saber como ia terminar. 

   Já explorei um pouco os restantes livros desta escritor, que me parecem todos encaixar dentro de uma mesma categoria. Ainda assim, quem já leu os restantes, recomenda?

 

   E agora volto à literatura lusófona, com uma primeira viagem pelas palavras de João Tordo.