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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Non-Zen self

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    Não sou dada ao zen. Nunca fui, nem mesmo quando tentei parecê-lo, praticando yôga durante mais de 2 anos. Gostava muito daquilo é certo, mas a parte do relaxamento e introdução à meditação eram mais dolorosos para mim do que dar um nó com as pernas. A minha mente, o meu pensamento, o meu interior, são turbilhões. Não param, nunca param! Respirar fundo, fechar os olhos e apreciar o momento não é para mim. Sou fã da vida e de cada um dos seus instantes, mas não os consigo viver de uma forma zen. Para mim, é um instante atrás do outro e nunca o ficar presa num momento. Não me convidem para retiros espirituais na Índia, para fins-de-semana no melhor SPA da Europa ou para férias numa cabana no meio do mar nas Maldivas; não me peçam para chegar a casa e relaxar com uma musiquinha de flautas de pau e cheiro a incenso;  não me aconselhem encontrar respostas num pôr-do-sol à beira-mar ou sequer a dar o grito do Epiranga numa montanha isolada. Estar sem fazer nada, simplesmente estar, não é para mim. Não consigo. A minha mente não tem botão off e, apesar de eu gostar muito do meu silêncio, do meu espaço e dos meus momentos, eles nunca serão momentos de total desconexão. Não sei se é bom ou mau, mas é o que eu sou, e o que somos não vale a pena contrariar ou negar. Por isso, vou só ali fazer qualquer coisa agora até ter de fazer a coisa seguinte.

Quem te viu e quem te vê!

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 É inevtável não pensar na pessoa que eu era e na que me tornei no que a exercício fisíco diz respeito. Quando me lembro que fugia de tudo o que fosse exercício desde que me conheço, que arranjava mil e uma desculpas para não fazer as aulas de educação física e para mim "treinar" limitava-se a aulas de natação (até isso me cansava!), hip hops e zumbas ou yoga e pilates (ok, destes sinto saudades!), tudo coisa ligeira, já que o meu lema era "ir para o ginásio e sair de lá toda rota? Nem pensar!"... essa pessoa não parece ser a mesma que hoje sou. Coisas de água nem pensar (até porque, para mim, a água das piscinas está sempre desagradavelmente fria), bailaricos é para meninas e dia em que vou treinar e não saio de lá completamente K.O é dia em que o treino não prestou. 

   E com este gosto pelo exercício físico (que surgiu, decididamente, desde que comecei a frequentar o Solinca e conheci o método de treino das aulas de grupo que eles praticam) vem também o prazer pelos resultados, o orgulho pelos patamares que atingimos/conquistamos e a vontade de chegar mais longe, dentro dos nossos limites. Eu sinto-me "orgulhosamente orgulhosa" por todas as minhas conquistas e pelo nível a que cheguei, em termos de resistência cardiorespiratória e física, de força muscular (tão orgulhosa dos meus 25kg na barra para agachamento no Body Pump atingidos hoje pela primeira vez!), de capacidade de "sofrimento". Sinto-me bem ao olhar para trás e ver que comecei do menos um e consegui chegar aqui, com vontade de melhorar sempre. Sinto-me um tanto vaidosa ao olhar para o lado e ver que consigo mais do que quem me acompanha...

   O difícil não é chegar lá; é acreditar que conseguimos e arriscarmos. Como em quase tudo na vida. Porque quando realmente comprovamos que conseguimos, a sensação de batalha vencida é das melhores que podemos sentir, porque é ela que nos faz querer ser ainda melhores. No desporto. E na vida.

   Bons treinos! 

É sempre o mesmo

   Estou sempre ansiosa pelas férias e faço sempre 1001 planos para os dias de descanso, que passam sobretudo e precisamente por isso: descanso. Poder ficar um dia inteirinho em casa, de pijama, sem fazer absolutamente nada a não ser dormir, ver um filme e ler. E quando os dias de descanso finalmente chegam, independentemente de quantos são, faço tudo, menos nada! E se há aqueles dias em que há isto ou aquilo para fazer fora de casa, há também aqueles outros dias em que realmente posso ficar em casa mas... a verdade é só uma: eu não consigo estar sem fazer nada! Eu, que já fui uma verdadeira preguiça, não consigo entrar nessa do "vou passar o dia todo sem fazer absolutamente nada!". E como nem sempre há o que fazer, eu arranjo o que fazer, que é como quem diz: dá para as arrumações (esvazio gavetas e armários à mesma velocidade com que comemos pipocas no cinema) e as limpezas. Basicamente, invento o que fazer e chego ao final do dia estafada mas com mais uma resolução: "vou ao ginásio". 

   O drama de tudo isto até não é nenhum, não fosse este pensamento recorrente que me invade em final de férias: "estive de férias e não descansei nada! Nem tive tempo para ficar o dia inteiro de pijama sem fazer nada!". E é com este pensamento que regresso ao trabalho e que me acompanha quase diariamente até ter as próximas férias, aquelas em que terei os tais dias para não fazer absolutamente nada, que afinal são dias totalmente incompatíveis com a minha personalidade. 

Histórias com gente dentro

O Sr. F. nos seus quase 80 anos tem o hobbie de fazer réplicas dos barcos onde tanto navegou enquanto pescador de profissão. Este barco vi-o nascer e crescer até se tornar neste belo barco feito pelo Sr. F. especialmente para mim. 

   Tenho ou não tenho o melhor emprego do mundo? 

Se só se vive uma vez, porque viver a correr?


   Não sei se é o mundo que está apressado, se é o tempo que passa depressa demais, se é a vida que se tornou mais efémera ou se sou apenas eu que vivo de forma demasiado acelerada e por isso mesmo, demasiado ansiosa. Certo é que mais do que nunca tenho a sensação de que desejamos demasiado a passagem do tempo para depois nos lamentarmos do tempo que já passou. Parece que vivemos sempre à espera de que aquele momento chegue, aquele dia, aquela hora...acordamos à segunda feira a desejar que a semana passe rápido e o fim de semana chegue; quando finalmente é fim de semana, são dois dias que quando nos apercebemos já passaram. Entramos no trabalho de manhã a desejar que a hora de sair chegue rapidamente; quando ela chega esquecemo-nos que é mais um dia que está a terminar. Passamos o Inverno a desejar que a Primavera chegue e o sol brilhe; quando damos por nós já o Verão vai a meio e já só pensamos em roupas e mantas quentinhas, ao ponto de dizermos coisas estúpidas como "já tenho saudades de ver um filme enrolada numa manta a beber um chá quentinho" quando não existe nada melhor que o tempo quente. Durante um ano sonhamos com as férias de verão, com os dias de descanso a tostar ao sol, sem preocupações ou tempo contado. A verdade é que as férias são 10 dias que passam a correr e o resto do ano são muitos dias para aguentar. Se sabemos que a determinada altura vai acontecer algo que queremos mesmo muito que aconteça, quase que pensamos que não nos importariamos de adormecer e acordar só nesse dia, deixando de viver todos os outros, que são tão importantes como aquele que tanto queremos.

   A verdade é que o tempo é um bem demasiado precioso para o querermos despachar. A vida atual está demasiado acelerada para nos permitir aproveitar os dias, os momentos, os acontecimentos e as pessoas como deve de ser. A regra atual é "nunca mais é..." ou "nunca mais chega...". Eu vivo completamente neste sistema, o que, quando consigo parar para refletir, me irrita e incomoda profundamente, pois gera um tremendo estado de ansiedade interior com a qual às vezes tenho alguma dificuldade em lidar e que não é nada saudável. Parece que estou sempre à espera do que vem a seguir e quando abro os olhos já tudo passou. Já era!

   O que será que nos falta para finalmente aprendermos que só se vive uma vez e que agora é tão importante como o que vem a seguir?

Instavelmente insatisfeita

 

   Como todos os seres humanos, tenho muitos defeitos que poderia aqui enumerar e reflectir um pouco acerca de cada um deles. Mas o que me fez escrever estas palavras foi apenas um deles. Fazendo uma análise interior percebi recentemente um defeito que considero grave e que tenho de assumir para conseguir trabalhá-lo e eliminá-lo: eu sou instavelmente insatisfeita, vulgo "nunca estou bem com aquilo que tenho". Se calhar, podia-me ficar só pelo "sou instável", mas isso é quase intrínseco à condição femina, quanto mais não seja pondo as culpas nas coitadas das hormonas e do período menstrual.

   O que acontece comigo é que realmente há momentos em que nunca estou bem com aquilo que tenho. E isto é transversal a todas as áreas da minha vida. Tão depressa me sinto a pessoa mais feliz e satisfeita do mundo como considero que a minha vida é "uma seca" e está carregada de circunstâncias negativas. Passando até para campos mais fúteis, chego a ser a rainha das devoluções, já que quando compro uma peça de roupa acho-a o máximo e no dia seguinte já não gosto de me ver com ela e toca a levá-la de volta à loja. Na hora de vestir não me livro do inevitável "tanta roupa e nada para vestir" e há dias em que tenho de fazer um esforço enorme para sair de casa a horas, tantos são os veste e tira roupa que desta não gosto e aquela não me fica bem. Se falarmos da imagem temos aqui pano para muitas mangas: é a roupa, são os sapatos, é o cabelo que ora preciso cortar ora vou deixar crescer e é o peso, o peso, minha nossa!!! Aqui é o caos. Ora estou muito bem, ora me sinto uma pequena bolinha e toca a fazer planos para grandes dietas que nunca cumpro.

   Actualmente vivo numa forte fase de instavelmente insatisfeita, em relação a quase tudo na minha vida e o que mais me preocupa é que deixo que isso me acompanhe durante 24h por dia e domine muitas vezes o meu pensamento, prejudicando aquilo que temos de mais precioso, que é a nossa auto-estimação e a nossa satisfação com a vida. Espero sinceramente que passar esse sentimento a palavras me ajude a exteriorizá-lo e ao mesmo tempo lhe dê um grande pontapé para bem longe de mim e das minhas ideias. Sou demasiado positiva para viver nesta garrafa de insatisfações e dúvidas. Ou, pelo menos, era. E é precisamente isso que quero continuar a ser! Alguém de bem consigo e com a vida e não alguém que questiona interminavelmente tudo e mais alguma coisa, descobrindo-lhe sempre algum defeito.

Let life happens

   Depois de ver o filme "Ruby Sparks" dei por mim a pensar, enquanto aguardava no trânsito numa manhã de 6ª feira de muita chuva, "e se nós pudessemos realmente escrever aquilo que quisessemos e no instante seguinte vê-lo concretizar-se?". Rapidamente encontrei a resposta:: "isso era muito, muito aborrecido, muito não-viver". Afinal, o melhor da vida não é mesmo o imprevisto, o não saber o que vai acontecer amanhã? O viver na expectativa do que se seguirá? Que piade teria, então, sermos nós a decidir o que irá acontercer na página seguinte? Era assim como estar a ler um livro e já saber como esse livro vai terminar...

   Aplicando isto à temática do filme, as relações humanas e, especialmente as relações amorosas, perderiam toda a sua magia e interesse caso pudessemos definir e decidir como queriamos que fosse aquela pessoa, o que gostariamos que dissesse, pensasse ou sentisse. Nós, humanos, como a vida, temos o dom da imprevisibilidade e descobrir as pessoas ou situações é talvez das tarefas mais interessantes e enriquecedoras desta existência. Embora essa imprevisibilidade nos possa trazer também coisas negativas, elas também são importantes para nós e para o nosso crescimento, pois sem elas não seríamos capazes de crescer e aprender e errar e voltar a aprender para crescer e crescer e crescer.

   Se eu pudesse escrever a minha vida, recusava-o. Ou então, o meu livro teria apenas uma frase e tudo o resto seriam páginas em branco. O meu livro diria tudo o que a vida é, em apenas três palavras:

Let life happens

 

Ser mulher tem destas coisas (ridículas)


   Nunca estamos bem com o corpo que temos. Eu tento combater esta ideia há muito tempo e descentralizar-me destes pensamentos e preocupações pouco produtivas, no entanto, quem é mulher sabe que falar é muito mais simples que concretizar.

   Apesar de ser uma pessoa que se pode intitular de "magra" (continuo sem tocar na barreira dos 50kg e nunca fiquei "de fora" de umas calças), ando sempre naquela do "mais um quilo, menos um quilo", sendo que esse quilo a mais é suficiente para me fazer dizer "estou a ficar uma bolinha" ou deixar de comer bolachas durante uma semana (está a ser tãaaaoooo duro!). A propósito disto, no fim-de-semana dei por mim a comentar com o meu Mr.Big que antigamente tudo era bem mais simples: comia o que queria, quando queria e quantas vezes queria e não tinha de me preocupar com peso. Agora tudo é diferente e quantos mais cuidados com a alimentação tenho mais gorda parece que me sinto. Ele diz que é da idade e isto algum peso há-de ter. O problema é que chega uma altura em que estas preocupações se tornam realmente chatas e doentias, especialmente porque eu não funciono nessa do "não posso comer isto e aquilo" - quando quero e me apetece como e pronto. E depois lá ando eu a matutar em quilos e gramas, calorias e gorduras com celulites à mistura. É por estas e por outras que ser mulher cansa. E que eu deixei de me pesar há duas semanas!

Inquérito Proust, de mim para mim

O ASPECTO QUE MAIS SE DESTACA NA MINHA PERSONALIDADE é o sentido de individualidade excessivamente acentuado.

AS QUALIDADES QUE MAIS TENTO ENCONTRAR NUM HOMEM são a compreensão, o companheirismo, o respeito, a responsabilidade e a maturidade.

AS QUALIDADES QUE MAIS ADMIRO NUMA MULHER são a determinação, a inteligência, a ambição, a personalidade e a independência.

O ASPECTO QUE VALORIZO MAIS NOS MEUS AMIGOS é a capacidade de me fazerem confiar neles.

UM DOS MEUS MAIORES DEFEITOS é a exigência com tudo e com todos.

A MINHA OCUPAÇÃO FAVORITA é um momento de sossego acompanhado por um bom livro. Ou ir às compras!

A MINHA IDEIA DE FELICIDADE é viver num completo estado de harmonia e paz interior.

O MEU MAIOR INFORTÚNIO é ser baixinha e de coxa grossa!

O QUE MAIS GOSTARIA DE SER era uma pessoa plena e completa.

O PAÍS ONDE GOSTARIA DE VIVER era e será sempre o meu.

A MINHA COR PREFERIDA é o preto.

A FLOR QUE MAIS GOSTO é o girassol.

ALGUNS DOS MEUS ESCRITORES PREFERIDOS são José Saramago, Miguel Sousa Tavares, José Rodrigues dos Santos, Ken Follet, Nicholas Sparks, Lesley Pearse...

OS MEUS POETAS FAVORITOS...Fernando Pessoa!?! Vergonhosamente, não gosto de poesia.

OS MEUS HERÓIS DE FICÇÃO PREFERIDOS...o Garfield! Não gosto de super heróis!

A MINHA HEROÍNA NO CINEMA é...não me lembro!

OS MEUS HERÓIS NA VIDA REAL, o meu pai.

OS NOMES QUE MAIS GOSTO são Pedro, Iris, Inês.

O QUE MAIS ODEIO é a imaturidade.

O EVENTO MILITAR QUE MAIS ADMIRO, no meu caso pela negativa, o período do nazismo.

O DOM QUE EU MAIS GOSTARIA DE TER era ser capaz de identificar as mentiras.

COMO QUERO MORRER, em paz.

O MEU ESTADO DE ESPÍRITO NO MOMENTO ACTUAL é de busca pelo equilíbrio.

OS DEFEITOS QUE PERDOO COM MAIS FACILIDADE são quase todos menos a mentira...não sou de guardar rancores.

O MEU LEMA DE VIDA É everyday is a fashion show and the world is your runaway, so always dress your best and walk with confidence :)