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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Kedi

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 Que o gato é o meu animal preferido e que os adoro do fundo do meu coração não é novidade nenhuma, por isso foi com muita satisfação que descobri este documentário sobre os milhares de gatos que vivem na cidade de Istambul. 

  Primeiro que tudo foi uma surpresa para mim descobrir que em Istambul existem tantos "gatos de rua"; chegaram lá por altura do império Otomano nos barcos vindos de todo o lado do mundo e por lá ficaram até hoje. Mas a maior surpresa foi descobrir que, o que aparentemente poderia ser drama e um grande problema é afinal encarado pela maioria dos seus habitantes como uma espécie de benção e sinal de Deus, ou Alá. A dada altura do documentário diz-se que os cães veem o ser humano como deuses, já os gatos não. Os gatos sentem a existência de Deus através dos humanos e dos seus atos. E isto é uma maravilha! Estes gatos de rua vivem numa espécie de dupla realidade: não são selvagens nem domesticados, vivem independentemente com quem os quer cuidar. E são muitos os que os querem cuidar, mimar, alimentar e tratar. Verdadeiras provas de amor entre humanos e animais. Em Istambul os gatos são os espelhos das pessoas: nas suas vidas de rua e abandono, mas com a capacidade de darem a volta e conquistarem o carinho de alguém, as pessoas veem as suas próprias vidas, os seus próprios dramas e aprendem que por muito mau que pareça, haverá sempre algurem alguém que nos tornará a vida um lugar melhor. 

   Se gostam de gatos, vão adorar este documentário. Tem imagens e enquadramentos deliciosos das personagens principais, que são os gatos mas tem também testemunhos e palavras maravilhosos dos humanos que os deixaram entrar nas suas vidas. Diz-se perto do final que ter um gato aos nossos pés a olhar para nós dá vontade de sorrir e lembra-nos que estamos vivos. E é tão bom estarmos vivos com os nosso amiguinhos de quatro patas! 

A aprender com os gatos

Dias cinzentos espalhados pela casa. Os gatos miam, com fome, e ensinam-me que tudo o que interessa é um prato cheio de comida. E depois viver. Há uma lição imensa a cada vez que um gato mia – mas há uma lição ainda mais imensa a cada vez que um gato, absolutamente despreocupado, se deita e passa horas a dormir, descansado pelo estômago cheio e pela felicidade de estar saciado. Quando estarei assim, saciado na plenitude? Quando serei capaz de fechar os olhos, despreocupado, e simplesmente dormir com a felicidade sem igual de um estômago cheio?

Pedro Chagas Freitas, "Prometo Falhar"

Tal dona, tal gato

  Diz que os animais de estimação se parecem em muitas coisas com os seus donos e, de fato, cá em casa esta repetição de comportamentos entre eu e o meu gato é demasiado evidente, especialmente nestas situações recentes. Vejamos:

   Situação 1, a do gato: dias de festa são inevitavelmente dias de foguetes com força. O gato tem medo dos foguetes, mas como a curiosidade matou o gato, toca a pôr uma patinha de cada vez na varanda para ver o fogo de artificio...assim que as quatro patinhas estão na varanda e o gato olha curioso para aquele céu de cores, disparam uma rajada de foguetes seguidos, com um barulho infernal até para os humanos, e o gato sai numa corrida desenfreada pelas escadas abaixo, parando apenas no local mais seguro da casa, que para ele é nas cadeiras da cozinha, desde que colocadas debaixo da mesa.

   Situação 2, a da dona do gato: ontem a noite foi de trovoada e bem forte. A dona do gato tem medo da trovoada, não gosta dela, vá, amedronta-se. A dona do gato acordou cerca das 2h aflitinha para um xixizinho. Ouviu a trovoada e pensou "vou deixar passar a trovoada e depois vou". Mas como uma bexiga cheia não é coisa que se aguente facilmente, a dona do gato vai num pézinho de cada vez, a contar cada relâmpago, em direcção ao quarto de banho. Assim que vai a entrar no dito, sai um relâmpago gigante, com um trovão de meter medo a qualquer bomba atómica, com direito a coisas a abanar, perda de energia e alarmes de carros a tocar e a dona do gato sai numa corrida desenfreada para p local mais seguro da casa, que para ela, naquele momento, era debaixo dos lençóis.

   Se nos fotografassem nestas duas situações, tenho a certeza que não haveria diferença entre cara e focinho. E sim, eu apertei muit, muito o xixi até a trovoada passar...

Lição de gato

«O que espanta num gato é a maneira como combina a neurose, a desconfiança e o medo - para não falar numa ausência total de sentido de humor - com o talento para procurar e apreciar o conforto e, sobretudo, a capacidade para... dormir 20 em cada 24 horas, sem a ajuda de benzodiazepinas.

 O gato é neurótico mas brinca. Brinca com seriedade, mas brinca. Tem acessos, muito curtos, de loucura, em que se embandeira em saltinhos oblíquos. Mas, acima de tudo, descobriu o sistema binário da existência.

 Que é: dormir faz fome. Comer faz sono. Acordo porque tenho fome. Adormeço porque comi. Nos intervalos, faço as necessidades. Podem ser secundárias (cagar, mijar, amar, brincar, ansiar), mas são verdadeiramente necessárias.

  Se não tem sono, é porque tem fome. Se não tem fome, é porque tem sono. Se não tem uma coisa ou outra, é porque tem de fazer as necessidades.

  É ou não uma lição de vida?

  Sim, é.»

 

"Como é linda a puta da vida", Miguel Esteves Cardoso

Dewey - O gato que comoveu o mundo

  

   Juntem uma escrita leve e reveladora e um gato lindo, amoroso e especial...aqui têm os ingredientes para fazer deste livro leitura obrigatória. 

   "Dewey - O gato que comoveu o mundo", conta-nos a história de um gatinho que foi abandonado na caixa de entrega de livros da biblioteca de Spencer (Iowa) e que viveu para consolar e fazer felizes os outros. Um gato que foi muito mais do que um gato, mas antes um professor de vida envolto em quilos de fofo pêlo laranja e muita, muita personalidade. 

   A fama de Dewey Readmore Books ultrapassou as paredes da biblioteca de Spencer e viajou por todo o mundo, tornando-o famoso em todo o mundo pela sua imagem, mas acima de tudo, pela sua bondade e pelo seu amor aos outros. 

Dewey e Vicki Myron, a sua "mamã" 

 

Uma pesquisa na internet oferece-nos páginas e páginas de imagens, artigos e reportagens de Dewey, um pouco por todo o mundo. 

Aqui podemos ver algumas das muitas imagens de Dewey: 

http://spencerlibrary.com/deweypics.htm

E aqui ler um pouco da sua biografia:

http://spencerlibrary.com/deweybio.htm

Mais imagens deste gatinho: 

http://www.deweyreadmorebooks.com/deweycandids.php

E ainda videos: 

http://www.deweyreadmorebooks.com/deweyvideos.php


   Como pode um gato ser tão especial? 

   Sendo exactamente isso, um GATO. 

   (Já perceberam que simplesmente ADORO gatos? Também tive o meu amiguinho especial. Não correu o mundo é certo, mas aquece-me o coração até hoje, onde quer que ele esteja neste momento. Miss you my friend...)