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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Ir é o melhor remédio: Feiras Novas, Ponte de Lima

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Não sou pessoa de festas populares ou romarias ou outros festejos do género. Esse espírito "popular" e do povo não encaixa com a minha personalidade, muito pouco dada a confusões e aglomerados de gente, regados com músicas e ambientes que não têm nada com que eu me identifique. As Feiras Novas em Ponte de Lima, uma das maiores e mais conhecidas romarias do Norte do país, são uma excepção.

Há alguns anos fomos lá parar por curiosidade, mais para conhecer a terra do que propriamente a festa, mas a verdade é que gostamos daquilo e prometemos voltar. Como por norma estou de férias e fora nesta altura, só este ano conseguimos cumprir a promessa.

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 Já diz a música que "quem não conhece o Minho não conhece Portugal" e, de fato, em poucos lugares Portugal é tão tradicionalmente português como no Minho e, principalmente, numa romaria do Minho. Por ali respira-se "ser português" em cada canto. Milhares de pessoas nas ruas a falarem alto e dizerem palavrões (inevitavelmente português e do norte isto!), música tradicional portuguesa (e não a tradicional música pimba!), concertinas, muitas concertinas, ranchos, enchidos, queijos, presuntos, pão, vinho, muito vinho, barraquinhas a vender de tudo, tascas a rebentar pelas costuras, pessoas a comerem na rua à porta, carrosséis, cheiro a farturas e pipocas e em cada canto um grupo de pessoas totalmente desconhecidas até aquele momento a cantarem e tocarem "à desgarrada". É este espírito tão português, que difere tanto daquilo que eu sou mas que gosto muito de conhecer e sentir, que me faz voltar a Ponte de Lima nesta altura do ano.

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 E porque nestas alturas não lugar para esquisitices e dietas, para entrarmos completamente no espírito, há que jantar numa das tascas mais conhecida de Ponte de Lima, onde não se serve nada que não seja frito e onde matei saudades de uma patanisca de bacalhau, que não comia há anos e que estava uma maravilha!

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Festas à parte, existem tantos outros motivos para visitar Ponte de Lima e o principal é ser mais uma bonita terra do norte de Portugal. Por isso, com festa ou sem festa, vale a pena passearem-se por Ponte de Lima e deixarem-se cativar pelo rio Lima e as suas belas margens.

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Ir é o melhor remédio: Aveiro

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 Há cerca de 2 semanas, aproveitando a "ponte" do feriado de 25 de Abril, deixamos os homens a trabalhar e fui com a minha mãe passear até Aveiro. Para mim foi um regresso, mas já dizia o ditado que devemos sempre voltar aos locais onde fomos felizes e as terras que visitamos e gostamos são sempre locais onde fomos e seremos sempre felizes.

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Aveiro é uma cidade relativamente pequena e fácil de conhecer num dia apenas. Há quem a chame de "Veneza portuguesa" pela existência dos canais da ria, pelas pontes e pelas barcaças que navegam pela ria. Por isso, andar nos barquinhos é ponto obrigatório numa passagem por Aveiro e é uma excelente forma de termos uma visão da cidade do meio da ria, num passeio de cerca de 45/50 min, quase sempre acompanhado por guias super simpáticos e divertidos.

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Para lá da ria temos as ruazinhas de Aveiro e quem gosta de palminhar cidades e locais sabe que muito do encanto de um lugares está nas suas ruas, nos seus cantinhos, nos seus cafés, nas lojinhas, nas esplanadas, nas igrejas e nas suas gentes. Descobrir ruas é talvez das partes que mais gosto em qualquer passeio. Muito mais que visitar os pontos turísticos, o melhor de cada lugar está naquilo que os guias não mostram e que podemos descobrir pelos nossos próprios pés e olhos!

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Mas porque Aveiro também é praia, não venham embora sem uma paragem nas famosas e adoráveis casinhas às riscas da praia da Costa Nova, uma das zonas balneares mais frequentadas, a par da praia da Barra, mesmo ao ladinho.

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Bons passeios! E já sabem, ir é o melhor remédio!!!!

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Ir é o melhor remédio: Braga, no Natal

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Gosto de Braga. Já o disse várias vezes. É das poucas cidades onde digo que era capaz de viver caso deixasse o meu Porto. De vez em quando gosto de lá ir passar uma tarde e nunca me canso de passear pelas suas ruas cheias de vida e bom gosto. Braga é uma daquelas cidades que soube crescer, evoluir e modernizar-se e que consegue manter um lado tradicional conjugado com um lado moderno que os tempos atuais exigem.

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Braga no Natal é ainda mais especial e uma visita anual obrigatória na minha adorada "tour das luzinhas". Gosto ainda mais de Braga fria e iluminada pelo Natal, com as suas ruas ainda mais cheias de gente e vida. Este fim-de-semana "a tradição cumpriu-se" e fomos viver um bocadinho da magia do natal em Braga, que este ano se reveste do tema tão adequado "o Natal é na rua". 

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 Se vivem por perto (ou não!) não deixem de passar por Braga. Para uma visita rápida ou para uma estadia mais prolongada visitem Braga. É uma bonita cidade, e nesta altura do ano ainda mais!

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Ir é o melhor remédio: Corunha

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Há 9 anos visitei a Corunha em modo relâmpago, o que deixou aquela sensação de ter ficado muito por conhecer, vai daí, de Santiago de Compostela seguimos para a Corunha para uma operação "take Corunha in 24h"!. Foi só um dia mas serviu para confirmar que de facto a cidade é muito mais do que a impressão que a primeira visita me deixou.

A Corunha já pode ser considerada uma "grande cidade espanhola", o que implica muita movida e aquela coisinha inexplicável que as cidades espanholas têm e que tanto me atrai. Tivemos a sorte de ficar por lá na véspera de um feriado, ainda por cima noite de Halloween, pelo que sentimos ainda mais esse espírito espanhol de sair para a rua e estar na rua.

Mas vamos por partes.

Começamos a visita pela Torre Hércules, um dos mais antigos faróis da Europa ainda em funcionamento e um lugar bem bonito de nada a não ser farol, verde e mar. Ficamos claramente com aquela sensação que "o mundo acaba ali" e não há nada mais no horizonte a não ser mar e vazio. É um excelente local para relaxar, para nos sentarmos a apreciar a vida ou para fazer belas caminhadas junto ao mar.

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Como o anoitecer chega mais cedo, aproveitamos o final do dia para conhecer o "Domus - Museo del Hombre", uma espécie de museu da ciência onde o lema é "conhece-te a ti mesmo" e onde tudo o que está exposto é interativo, de forma a conhecermos melhor o funcionamento de todo o nosso sistema e organismo. É certo que é um local mais indicado para crianças e jovens, mas vale a pena a visita, até porque o bilhete é bem baratinho (aliás, o preço baixo dos ingresso é de louvar em toda a Corunha): 2 euros.

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 Visita rápida ao hotel (ficamos no Tryp Coruña, na zona comercial de Quatro Camiños, coladinhos ao El Corte Inglês) para pousar as malas e vestir algo mais quente e siga conhecer a noite da Corunha! Como? A pé, sempre a pé! Como é habitual nas grandes cidades, estacionar o carro não é fácil, por isso, assim que encontramos um cantinho para ele sem pagamento nunca mais lhe pegamos. Foi sapatilhas nos pés, mapa nas mãos e dar muita, muita corda às pernas. 

Objectivo: centro histórico da cidade, infiltramo-nos entre as gentes e "tapearmos". Objectivo cumprido com sucesso! E que fantástico foi caminhar pela noite da Corunha, com centenas de pessoas nas ruas, lojas abertas até às 22h, imensa gente mascarada e tudo quanto era esplanada ou restaurante à pinha de gente no interior e no exterior, de pé ou sentados, a conversarem e rirem naquele tom sempre agradavelmente excessivo dos espanhóis! 

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Next day: cansados da véspera mas decididos a conhecer tudo o que faltava até ao final do dia. Mais uma vez, a pé, de mapa na mão. Foram quase 20km a pé mas valeu cada metro! Zona histórica, agora de dia, praça Maria Pita, zona antiga da cidade, jardins, parques, museu militar, castelo de San Antón, igrejas, mosteiros, conventos, zona marítima junto ao porto, zona de praia, estádio do Corunha...não faltou nada! Ok, ficou a faltar uma coisita ou outra, nomeadamente a casa do Picasso, já que por ser feriado os monumentos só estavam abertos até às 14h30. 

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Haveria muito mais para contar e ainda muito mais para mostrar, mas quis apenas deixar-vos uma ideia muito breve daquilo que é a Corunha, uma cidade do norte de Espanha que transpira vida e agitação, mas que ao mesmo tempo consegue ter cantos e recantos de plena paz, sossego e silêncio. Vale cada canto destes. E cada rua movimentada e cheia das suas gentes. Mas isto sou eu a falar, que não consigo não deixar de me sentir incrivelmente leve e em casa em cada terrinha espanhola. 

E já sabem, sempre que possam, vão! Não interessa se perto ou longe, vão! Porque ir é o melhor remédio

 

 

 

 

Ir é o melhor remédio: Santiago de Compostela

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Aproveitamos o feriado de 1 de Novembro para fazermos uma "ponte" até à Galiza. Santiago de Compostela foi a primeira paragem. Já lá tinhamos estado em 2007, mas como diz o ditado que há sempre que voltar aos locais onde fomos felizes, lá nos fizemos à estrada para explorarmos um pouco mais esta bonita cidade espanhola (como aliás, praticamente todas as cidades espanholas!). 

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Qualquer visita a Santiago de Compostela tem passagem e paragem obrigatória pela sua majestosa Catedral (em obras de restauro há anos!) e pelas praças que a envolvem. É por lá que encontramos os muitos peregrinos que fazem o conhecido Caminho de Santiago, seja a pé, seja de bicicleta. Vê-los sentados no chão, com as mochilas ao lado, muitos descalços e todos com um brilho no olhar que grita "eu consegui!" dá a cada um de nós uma vontade imensa de também nos aventurarmos naquele caminha, que deve ser sobretudo de descoberta, reflexão e viagem interior. 

Visita igualmente obrigatória e que vale a pena é a do interior da catedral, assim como, se tiverem paciência de santo para aguardarem em filas enormes (!!!) dar o famoso abraço ao Santiago (o correspondente a pôr uma velinha na Nossa Sra. de Fátima, julgo eu!). 

Todo o interior da Catedral é majestoso e lindíssimo e aquele altar (que também se encontra parcialmente encoberto pelas obras de restauro) é qualquer coisa de transcendente. 

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 Mas Santiago de Compostela também são ruas e mais ruas de lojinhas e cantinhos adoráveis que merecem ser descobertos num passeio a pé. Há sempre centenas e centenas de pessoas nas ruas, de todas as faixas etárias e nacionalidades e encontramos lojinhas de todos os tipos, assim como imensos restaurantes e cafés tipicamente espanhóis que são tão agradáveis de apreciar. Na verdade, dá vontade de entrar em todo o lado e de nos sentarmos em casa esplanada ou pracinha. 

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DSC00804.JPGE porque visitamos Santiago em pleno "Veroño" - é assim que os espanhóis apelidam esta vaga de calor em pleno Outono, almoçar em modo "marmita" num dos jardins da cidade foi uma agradável experiência (e que tornou a visita mais económica e saudável!)

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Acho que fica fácil perceber que Santiago é uma boa opção de passeio. Passei apenas meio dia por lá, mas facilmente perdemos a noção do tempo, por isso é também uma boa opção para visitas mais demoradas. E quem sabe não ficamos mesmo com o "bichinho" de um dia, também nós sermos um desses viajantes que se sentam no chão, de mochila ao lado e olhar que diz "eu consegui"...

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(Next stop: Corunha. Em breve, por aqui...)

 

 

 

 

 

Ir é o melhor remédio: Buçaco

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 Conhecer a serra e o Palácio do Buçaco estavam nos meus planos de passeio há algum tempo. A pouco mais de 100km do Porto, já não havia desculpa para este lugar e ponto turístico do nosso país me continuar a falhar. Aproveitei o feriado de 5 de Outubro para finalmente me deliciar com este lugar. 

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Passamos apenas umas horas da tarde por aqui, mas deu para me apaixonar! Há todo um ambiente de romantismo histórico neste lugar, não só pelo belíssimo Palácio, atualmente convertido em hotel de luxo, mas também pelos fantásticos e super-verdes jardins que o envolvem e fazem parte da serra do Buçaco. 

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Fiquei com uma vontade enorme de voltar com tempo para palmilhar e descobrir os cantinhos destes bosques (e quem sabe relaxar neste hotel de princesa), já que uma das ofertas do local é precisamente a possibilidade de fazer belas caminhadas pelos trilhos da serra. 

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Por isso já sabem, se gostam de natureza com uma mistura de história e um toque de conto-de-fadas, este é o lugar perfeito! Para uma visita mais curta ou para umas belas caminhadas pelo imenso verde que o rodeiam!

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