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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Marley & Eu

 

   Comprei o livro há uns 2 anos atrás, apenas porque tinha um cão lindo na capa e porque uma história sobre o melhor amigo do homem, completamente verídica e na qual o cão parece não conhecer o significado da palavra obediência, me pareceu a leitura ideal para umas férias na praia. O facto de, menos de um ano depois da sua primeira edição, já ir na 16ª edição só em Portugal, confirmou a minha escolha. O melhor veio depois. Assim que abri o livro não mais consegui fechá-lo. Apaixonei-me por aquele Labrador desde o primeiro instante. Apaixonei-me pelas palavras que o caracterizavam, pela frases que descreviam os seus passos, cada um mais desastrado que o anterior. Ria-me constantemente, imaginava como seria ter um cão daqueles na nossa vida e contava a quem estava à minha volta as novas aventuras de Marley. Como toda a história que mexe connosco, no final emocionei-me. Percebo o que é gostar de um animal como se de um humano se tratasse. Percebo o que é considerá-lo muito mais que um animal de estimação e vê-lo como o nosso amigo, o nosso companheiro de 4 patas. E percebo o que é vê-lo dizer adeus e deixá-lo ir.

   Assim que terminei o livro, tive vontade de o ler outra vez. Não o fiz porque, de tanto falar do Marley já toda a gente à minha volta se tinha apaixonado por ele e, assim, qual livro de Bookcrossing, Marley&Eu viajou de mão em mão e conquistou todos a quem se apresentou.

   Mal podia esperar pelo filme. Não porque esperava que fosse melhor que o livro (impossível de todo), mas porque tinha saudades do mundo Marley. Como é habitual, o livro supera em muito o filme. No livro está lá tudo, (d)escrito com a emoção de quem amou aquele cão. No filme está o mais engraçado, o que gera audiência, o que capta a atenção, o que arranca gargalhadas e solta lágrimas. Está bem conseguido. O cão é um doce, impossível não soltar um "ooohhh que giro". Roubaram-lhe algumas das suas melhores aventuras (foram constantes os meus "oh, não mostra ele a fazer isto", "oh, não mostra ele a fazer aquilo"), mas deram-lhe um final digno. A última cena de Marley, no momento em que o "põem a dormir", os seus olhos fixos no dono e em nós, enquanto os fecha gradualmente e lhe agradece por tudo, inclusivé por o deixar partir, é "o" momento do filme.

   Vejam o filme e rendam-se ao livro.

 

 

Aqui o verdadeiro Marley e as palavras do seu dono:

"Apesar de tudo, de todas as desilusões e expectativas não correspondidas, Marley tinha-nos dado uma prenda, ao mesmo tempo grátis e sem preço. Ensinou-nos a arte do amor absoluto. Como dá-lo e recebê-lo. Quando é assim, todas as outras coisas tendem a bater certo.