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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Ir é o melhor remédio: Aveiro

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 Há cerca de 2 semanas, aproveitando a "ponte" do feriado de 25 de Abril, deixamos os homens a trabalhar e fui com a minha mãe passear até Aveiro. Para mim foi um regresso, mas já dizia o ditado que devemos sempre voltar aos locais onde fomos felizes e as terras que visitamos e gostamos são sempre locais onde fomos e seremos sempre felizes.

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Aveiro é uma cidade relativamente pequena e fácil de conhecer num dia apenas. Há quem a chame de "Veneza portuguesa" pela existência dos canais da ria, pelas pontes e pelas barcaças que navegam pela ria. Por isso, andar nos barquinhos é ponto obrigatório numa passagem por Aveiro e é uma excelente forma de termos uma visão da cidade do meio da ria, num passeio de cerca de 45/50 min, quase sempre acompanhado por guias super simpáticos e divertidos.

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Para lá da ria temos as ruazinhas de Aveiro e quem gosta de palminhar cidades e locais sabe que muito do encanto de um lugares está nas suas ruas, nos seus cantinhos, nos seus cafés, nas lojinhas, nas esplanadas, nas igrejas e nas suas gentes. Descobrir ruas é talvez das partes que mais gosto em qualquer passeio. Muito mais que visitar os pontos turísticos, o melhor de cada lugar está naquilo que os guias não mostram e que podemos descobrir pelos nossos próprios pés e olhos!

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Mas porque Aveiro também é praia, não venham embora sem uma paragem nas famosas e adoráveis casinhas às riscas da praia da Costa Nova, uma das zonas balneares mais frequentadas, a par da praia da Barra, mesmo ao ladinho.

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Bons passeios! E já sabem, ir é o melhor remédio!!!!

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Passadiços do Paiva

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 Adoro natureza e adoro conhecer o nosso país, por isso assim que ouvi falar dos Passadiços do Paiva e procurei informação sobre isto decidi que rapidamente tinha de os conhecer e palminhar. Basicamente, temos um percurso de 8km - percurso apenas numa direcção - junto às margens do rio Paiva, a maioria dele em passadiços de madeira, mas também em caminhos de terra batida. É um percurso com altos e baixos, com picos de subidas (e consequentemente de descidas), nomeadamente em escadas que nunca mais acabam - diz que são mais de 600 - e uma parte com uma simpática subida em terra batida que também dá que suar. Não se trata, portanto, de um mero passeio na natureza. Se querem fazer o percurso completo de ida e volta, preparem-se para suar e sentir bem as vossas perninhas; são mais de 16km e não contem com grandes planícies.

Se vale a pena? Vale. Pela experiência e pelas paisagens.
Custa muito? Para quem não tem preparação física acredito que custe muito. Como disse, subir todas aquelas escadas e caminhos de terra não é fácil.
Não se justifica fazer só metade do percurso ou apenas num sentido. Se é para fazer, é ir e vir até ao fim - pesar de nos últimos 2/3 km já estarmos ansiosos para que acabe, porque as pernas começam a ressentir-se e nunca mais avistamos o carro!
Conselhos simples: muita água para hidratarem. Roupa e calçado confortáveis para caminhar muito. Comidinha para repôr as energias, de preferência fruta e umas bolachinhas saudáveis para dar açucar ao corpo (pelo menos eu senti essa necessidade). Máquina fotográfica. E não arrisquem fazê-lo num dia de céu azul e temperaturas elevadas pois tem zonas de grande exposição ao sol e ao calor; ontem o dia estava cinzento e a temperatura não chegava aos 25 graus e deu bem para sentir o calor que por ali faz. Para quem se quiser refrescar existem duas praias pelo caminho, uma delas aos 4 km e outra no Areinho, ponto de partida ou chegada. 

Existem duas hipóteses ou direcções para o percurso: Espiunca - Areinho ou o contrário. Nós optámos pelo primeiro, por dizerem que seria a melhor opção para quem quer fazer ida e volta. Neste percurso a subida da escadaria mais dolorosa (os tais 600 degraus) é feita ao km 6, o que torna coisa mais fácil, pois se fizerem o percurso ao contrário a subida vai acontecer aos 14km, o que faz toda a diferença. Ainda assim, no retorno do Areinho para Espiunca, logo no primeiro km (9km para quem estava a regressar) há também muita escada para subir e uma parte de caminho térreo que é muito, muito má. 
Mas vale a pena. Acreditem que vale. São cerca de 3h a caminhar, a apreciar e a queimar calorias. Se puderem, experimentem!

Cruzeiro no Douro
























Já perdi a conta aos anos que tenho adiado esta viagem, pelo Douro acima, até à Régua. Aproveitando o dia da Mãe e uma fantástica promoção de 50% de desconto, juntamos as mummys e fomos finalmente regalar-nos com o que de melhor o nosso país tem, mais propriamente, o melhor que a nossa região tem. E, sem dúvida, o Douro é lindo!

A viagem de barco faz-se lindamente. Tudo muito calmo, cheio de coisas giras para ver e altamente relaxante, nem damos pelo tempo passar. O tempo ajudou bastante e a organização do cruzeiro esteve impecável, tanto na qualidade da viagem, no conforto proporcionado e em todas as refeições servidas (viajámos pela Barcadouro).

No final fica a pena de ter passado tão rápido (foram mais de 6h a navegar, mas mesmo assim, never enough) e a vontade de regressar ao Porto novamente de barco, deixando o autocarro à espera (muito confortável também, by the way!).

Um passeio absolutamente obrigatório!

Um belo dia

   Braga foi o destino do passeio "romântico" de hoje, em jeito de comemoração dos nossos 3 anos e 7 meses juntos.

   Tivemos direito a piquenique, visita ao Sameiro, ao Bom Jesus, passeio no barquinho a remos (sempre quis!!!), muitos sorrisos, muitos beijinhos, muita diversão, muito calor...tudo regado com muito amor.

   Aqui fica um pedacinho de nós....

 

Notas mentais

  

   Se acordam às 7h30 de Sabádo para irem passear até ao Norte de Espanha, não limtem esse passeio a centros comerciais, não limitem as compras a chocolates, bebidas, iogurtes, bolachas, gomas e revistas de moda (incluindo uma edição especial da Vogue España com 709 páginas!) e, acima de tudo e mais importante que qualquer outra coisa, se têm tendência a enjoar quando viajam na parte de trás do carro, por favor, mas mesmo por favor, não se lembrem de fazer Sudoku`s enquanto viajam. Correm o risco de chegar ao destino com uma valente dor de cabeça e uma tal naúsea que vos faça passar uns belos momentos de joelhos...na casa de banho de um centro comercial espanhol a fazer vocês podem adivinhar o quê e que eu não vou sequer referir o nome. Veleu o colo do namorado e o banco de trás do carro, onde dormi uma bela soneca!

   Acidentes de percurso à parte, foi um dia bem passado, como não poderia deixar de ser um dia passado em terras de nuestros hermanos.

No berço da pátria

E o dia foi agradavelmente passado em Guimarães, com a melhor das companhias.

Entre o Castelo e o teu medo de que as pedras caissem (!!!), jardins, passeios, a subida à Penha no ovo voador (leia-se Teleférico da Penha) e a nossa postura rija de "não te mexas que isto abana", houve tempo para sorrisos, palavras, alegrias e muitas fotografias!

 

   Uma cidade historicamente bonita, que vale a pena conhecer melhor.

Santa Catarina - a magia perdida

 

 

  O percurso era o mesmo de sempre. As saudades daquelas ruas eram já algumas. Sou uma menina da cidade, viciada em compras e que adora passear e ver montras. A R. de Santa Catarina é o local ideal. Coração da cidade, local de encontro de muitas e muitas vidas desligadas de si. Hoje, as cores daquela rua eram outras. Aos primeiros passos invadiram-me sensações de estranheza. Os meus olhos não reconheciam ali o que tantas outras vezes os satisfez. Até os aromas eram diferentes (diga-se, nada agradáveis). Por todo lado pessoas mais ou menos apressadas caminhavam sem qualquer brilho nos olhos. Em cada canto grupos de diversas etnias ocupavam o chão sujo. Mendigos pediam ajuda a quem passava, enquanto outros procuravam ajuda nos caixotes do lixo. Estrangeiros accionavam as suas máquinas fotográficas na procura da melhor fotografia, ao mesmo tempo que tentavam pronunciar palavras em português do género "Bói e váca" (não me parece o vocabulário fundamental para conhecer o nosso país, penso eu...).

   Tudo parecia correr com a mesma normalidade de todos os outros dias, mas quem já por lá caminhou e não se limitou a por lá passar fica com um vazio no olhar e na alma. Santa Catarina perdeu a sua magia. A rua de Santa Catarina perdeu-se nos passos de cada um e tomou o caminho do abandono, da vulgaridade, do destino perdido. Talvez seja por falta de sol, talvez esteja apenas cansada de tantos passos, de tanta gente, de tanta azáfama...

   Talvez tenha sido apenas impressão minha, mas, para mim, o encanto perdeu-se e o Porto perdeu um bocadinho da sua luz.