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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

#lugares: Negra Café

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As redes sociais e as internets deram-me a conhecer este espaço e eu mal podia esperar por o conhecer e "provar". Recentemente aberto, o Negra Café é um daqueles espaços onde nos sentimos tremendamente bem mal entramos. Há conforto, calma e muito bom gosto em cada pormenor de uma decoração lindíssima.IMG_5427.JPG

 

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São vários os espaços onde podemos relaxar que este café oferece, é só escolher aquele em que nos sentimos melhor, seja no interior ou no exterior. O certo é que não conseguimos evitar sentir aquela sensação de que estamos em casa

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Então e a comida??? Há opções para todos os gostos, para pequeno almoço, lanche ou refeições ligeiras é claro muitas bebidas com café. Os bolos são todos caseiros e feitos pela dona do espaço, há torradas, tostas, saladas e claro as smoothie bowls da moda. A que eu escolhi, Verde, de abacate, espinafres, banana e espirulina estava deliciosa e Ele também aprovou o bolo semifrio de café

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Este será definitivamente um espaço onde irei voltar muitas vezes. Aliás, já estou a imaginar uma tarde de inverno fria e cinzenta, bem típica do Porto, um café com leite e uma torrada... Não deixem de visitar este lugar e verão que terão vontade de ficar...

#lugares: Fábrica Nr.2

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 No sábado passado fomos almoçar ao tão falado restaurante das "espetadas" na baixa do Porto. Já há algum tempo que tinha curiosidade em conhecer este espaço, principlamente pelo pormenor de tudo "ou quase tudo" ser servido "espetado num pau". 

Aspetos positivos: o espaço é agradável, calmo, sossegado e bem localizado, praticamente todos os pratos são grelhados e os preços são acessíveis. Se gostam de comer muito, preparem-se para pedirem uma série de espetadas, já que a maioria são pequenas. Certo é que, mesmo para quem não gosta de se empanturrar de comida, o recomendável é pedirem sempre duas espetadinhas diferentes. E é no momento da escoha que surge o primeiro e se calhar o maior aspeto negativo: a variedade não é muita. Há espetada de queijos, de duas ou três variedades de carne, vegetariana, de salmão, de lulas e pouco mais...

Nós optamos por uma espetada de queijos (servida com tostas e compota) e outra de frango grelhado para ele e para mim espetada vegetariana (tofu, corgete, cherry e cogumelos) e espetada de salmão e camarão. Para acompanhar existe salada, arroz ou batatas fritas ou assadas; optamos pelas batatas fritas, que para mim foi o aspecto menos positivo da refeição; não gostei e quase não lhes toquei, mas isto sou eu que nunca como batatas fritas em lado nenhum! 

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 Quanto à qualidade da comida...não era má, mas também não era nada de especial. Para mim, estava tudo demasiado salgado, mas mais uma vez há que dar o benefício da dúvida, já que eu praticamente não uso sal em nada!

Conclusão: não digo que não voltarei lá, mas não fiquei de todo fã ou cliente. Mais rapidamente me encontrarão ali ao lado na Dona Maria Pregaria do que aqui. Ok, é um conceito diferente, a comida é serevida em espatas engraçadas, numas tábuas de madeira igualmente engraçadas, mas quanto à qualidade e paladar da comida, não traz nada de novo nem nada que me tenha feito lambuzar. Mas passem por lá, experimentem e tirem as vossas conclusões!

Boas refeições! 

   

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#lugares: Tasquinha do Caco

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   Já há muito tempo que deixei completamente a fast food, mas esta moda dos hamburgueres artesanais e "caseiros" agrada-me. Um dos meus locais preferidos para os comer é na "Tasquinha do Caco" que no Porto conta já com dois restaurantes: um no centro da cidade, na R. de S. Lázaro e outro junto ao Hospital de S. João.    

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Não sendo o tipo de comida por que opte muitas vezes, esporadicamente aprecio uma visita a este restaurante para me lambuzar com um belo hamburguer de carne verdadeira, acompanhado por umas deliciosas chips de batata doce. O que mais me agrada nestes é o facto de serem servidos em bolo do caco, um "pão" típico da Madeira e que neste espaço tem uma variação deliciosa de bolo do caco de alfarroba. 

Apesar de já ter experimentado o hamburguer de frango (que não apreciei por ter um certo travo a enchidos, que não suporto), escolho sempre o "oriental", que vem deliciosamente acompanhado de abacate, ananás e rúcula e no qual peço sempre para retirar o molho de maionese de caril que dizem ser muito bom, mas molhos não é mesmo a minha praia. 

Só para terem uma ideia visual do que nos é servido deixo-vos uma foto do meu último jantar por lá. Já ia, não? #delicious

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 Se vivem pelo Porto e gostam de hamburgueres a sério, este é um local absolutamente obrigatório! 

 

 

#lugares: Moustache

Se há coisa que eu adoro, especialmente nos dias mais frescos, é café com leite! Chamemos-lhe o que quisermos, cappuccino, caffe latte, meia de leite, galão...qualquer coisa! Se tem café e tem leite (de preferência com opção magro, sem lactose ou soja) é o suficiente para me fazer feliz! 

Há muito tempo que andava para experimentar esta coffee shop. Já havia passado por lá algumas vezes, já tinha lido sobre ela e até já a tinha cobiçado nas páginas da Time Out Porto. No passado fim-de-seman, sem planos, fomos lá parar! E por mim iamos lá parar todas as semanas! 

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Para começar, o espaço é super agradável e acolhedor, especialmente num dia de chuva, como era o caso. Em plena Praça Carlos Alberto, no centro do Porto, a Moustache recebe-nos com um edifício de dois pisos, sendo que o primeiro, com janelas viradas para a praça, é o meu preferido!

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 E quanto aos comes e bebes? Heaven on earth, meus amigos! Eu, que sou uma fã assumidíssima da Starbucks ou do Costa Coffee e das suas bebidas em copinhos de papel, admito que bebi aqui o melhor "café com leite" de soja de sempre (mesmo que não tenha sido servido em copo de papel, apesar de também existirem). Muito saboroso, muito cremoso, muito quentinho, muito tudo! Relativamente aos "sólidos", há-os para todos os gostos, com uma enorme oferta de bolos e afins com excelente aspeto mas que nunca me tentam, pão, torradas ou este belo scone que por sinal também estava delicioso! E o preço, ao contrário do que seria de esperar, é significativamente inferior ao praticado pelas duas outras coffee shops.

   Têm aqui um belo local de Outono/Inverno para um saboroso e acolhedor lanche! 

   Vale a pena. Vale realmente a pena! 

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Desmistificando mitos: os bairros sociais não são nenhum bicho-papão

   Desde que fui trabalhar para esta instituição, há quase 5 anos, que o grosso do meu trabalho é realizado nos bairros sociais do Porto. Actualmente, o meu centro social fica bem no coração de um dos mais antigos e por ventura problemáticos bairros sociais da cidade. Confesso que quando comecei o meu trabalho tive alguns receios; não me era um ambiente completamente desconhecido, mas era, sem dúvida, um ambiente onde não me sentia totalmente à vontade. Lembro-me de que no meu primeiro dia de trabalho tive uma visita domiciliária para fazer, curiosamente no bairro onde hoje estou diariamente. Fui "abandonada" numa casa desconhecida, num bairro desconhecido e no momento de regressar ao centro, sozinha e a saber que tinha de passar bem pelo meio de uma das zonas problemáticas do bairro, as minhas pernas tremiam. Por coincidência, estava esquecido em casa do cliente que visitei o casaco de uma das nossas colaboradoras e eu vi ali a minha salvação: como os casacos têm bem visível a identificação da instituição, regressei ao centro com ele vestido! Sempre era uma forma de me identificar com a instituição, que é claramente conhecida e respeitada nos locais onde está.  

   Gosto de contar esta história do meu primeiro dia e perceber como as coisas mudaram e em pouquíssimo tempo! Hoje saí para algumas visitas domiciliárias nesse mesmo bairro, que desde Setembro é a minha casa, sozinha, sem casacos, sem qualquer identificação, com total à vontade e perdi a conta ao número de vezes que disse "olá dona X", "bom dia, Sr. Y", "olá", "bom dia". E percebi mais uma vez que o que é assustador e perigoso não são as pessoas ou os locais, mas sim as ideias que construimos sobre as pessoas e os locais. Os bairros sociais do Porto são locais tão agradáveis para se estar como quaiquer outros e as gentes de lá podem ser realmente agradáveis de se conhecer. E chega a um ponto em que não dá para não nos sentirmos parte daquilo. Durante uma boa parte do dia aquele lugar supostamente mau, perigoso, insustentável, é o nosso lugar e é um lugar onde nos sentimos bem. É um lugar que temos o privilégio de conhecer, cheio de pessoas e histórias que nos ensinam o que de melhor e pior há na vida e nisto sim, os bairros sociais são bons: a ensinar-nos que a vida é muito, muito mais, do que aquilo que o nosso mundinho alguma vez poderia imaginar. 

Há mais vida na Baixa

De vez em quando sabe bem sermos turistas na nossa própria cidade. Pegamos na máquina fotográfica, num calçado confortável e numa roupa leve e partimos à descoberta de cantinhos ainda desconhecidos, para acabarmos sempre surpreendidos.
Hoje a baixa do Porto estava especialmente bonita e barulhenta, com mercadinhos de antiguidades e produtos em segunda mão, música, cores, cheiros e muita gente sorridente. Venham mais dias assim, porque é disto que o nosso povo precisa.

É o Porto muito mais pobre...

 

Mais de 80 anos depois da primeira edição, em 1930, a Feira do Livro do Porto enfrenta a maior crise da sua história. A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) prepara-se para anunciar o cancelamento da próxima edição, que deveria realizar-se no início de junho, alegando não estarem reunidas as condições financeiras necessárias para o efeito.

Na origem do problema está a recusa da Câmara do Porto em renovar o protocolo de quatro anos, que expirou em 2012, ao abrigo do qual a organização recebia 75 mil euros, apoio logístico e isenção das taxas camarárias.

JN

   Por incrível que pareça, hoje, ao sentir o bom tempo e ao pensar no próximo livro que vou comprar assim que terminar o que agora vou começar, dei por mim a pensar "Já falta pouco para a Feira do Livro. Que maravilha!". Nem de propósito, a caminho de casa, ouço no rádio que anunciaram hoje o cancelamento da Feira do Livro do Porto!!!

   Acho absolutamente incrível que, num país cada vez mais deprimido e afastado de tudo o que é cultura e é bom, se tomem decisões como a de cancelar um dos grandes momentos da cidade do Porto. Questiono-me se algum desses senhores responsáveis por esta decisão alguma vez se passearam pela Feira do Livro, sem ser no dia da inauguração só para ficar bem na fotografia...questiono-me se alguma vez sentiram o cheirinho a livros novos no ar, tão presente no fechado o muito quente Pavilhão Rosa Mota, como na boa aposta que foi a Avenida dos Aliados...questiono-me se alguma vez olharam para as caras das pessoas que por lá se passeavam, todas com um gosto em comum e todas muito satisfeitas por poderem comprar um, dois, três ou vários livros fora das habituais livrarias ou lojas do género...

   A Feira do Livro É um ritual de muitos portuenses. Já faz parte daquela altura do ano pela qual se aguarda um ano inteirinho...os portuenses gostam de ver esse tempo aproximar-se, gostam de ver as barraquinhas a aparecerem umas após as outras, gostam de guardar uma ou outra compra para a Feira do Livro, ainda que às vezes os preços não compensem a espera e os portuenses gostam até do habitual "esta semana vai chover porque começa a Feira do Livro e chove sempre quando a Feira começa".

   E de repente tiram-nos tudo isto, com promessas de organização de um "evento cultural" para Julho, assim para compensar a falta da Feira do Livro. A sério? Para esses eventos já vai haver dinheiro? E o dito cujo vai envolver o quê? Uma caminhada, um concerto pimba e muito fogo de artifício? Meus senhores, nada substitui a Feira do Livro, porque nada substitui aquilo que já está enraizado no povo...É triste a decisão que tomam e imperdoável. E sim, eu estou imensamente revoltada!!!

(Dica:o candidato à CMP que assinar já um qualquer papel a comprometer-se trazer a nossa Feira para a nossa Cidade tem o meu voto garantido!)