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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

A vida num salto alto

  

 

   Li algures por aí:

      Diz-se que nas antigas sociedades, tribos ou grupos os homens baseando as suas actividades na caça, pouco interferindo nos assuntos familiares. Em contrapartida, era da Mulher a missão de criar, educar e alimentar a família.

Estas actividades, conjuntamente a outras complementares que beneficiavam todo o grupo, faziam da Mulher um elemento de fundamental importância no processo todo. Nas reuniões, festas ou rituais tribais das sociedades primitivas, os homens prestavam a sua homenagem cantando e dançando para as suas Mulheres. Nestas festas, as Mulheres eram colocadas sobre pedestais de pedra de quase 2 metros de altura, de forma a ficarem acima dos homens. Para eles era uma forma de prestigiar e agradecer a importância e superioridade feminina!  Com o passar do tempo, estes pedestais foram sendo substituídos por plataformas presas aos pés das mulheres, cada vez mais baixas. Cada vez mais o pedestal foi se transformando num sapato com um salto que elevava a Mulher simbolicamente.

   A realidade é que os saltos são fruto de um tempo onde Homem e Mulher conviviam em entendimento pleno, sem competições, medos ou traumas. Mais do que isso, esta igualdade fazia realçar a importância da Mulher.

   Actualmente, a Mulher com um sapato de salto alto é vista por ela mesma como uma pessoa mais elegante, mais esguia, sendo que muitas se dizem sentir mais poderosas ao usá-los.

 

    Isto fez-me pensar...

   A minha adolescência e início de juventude foi passada entre sapatilhas e mais sapatilhas e sempre sapatilhas. Fizesse chuva ou sol, a sapatilha estava sempre presente. Aos poucos fui abrindo espaço a uma ou outra sabrina e a determinados pares de botas, mas sempre rasas! Tudo mudou quando os meus pés conheceram o verdadeiro sapato! A vida vista "do alto" tem muito mais piada. E quando se tem 1,58metros essas maravilhas de usar nos pézinhos tornam-se os nossos melhores amigos.

   Em poucos meses toda a minha "sapataria pessoal" foi renovada, e com  "vôos" cada vez mais altos. Shoes addicted assumida, tenho-os para todos os gostos. Abertos, fechados, vermelhos, verdes, brancos, castanhos, pretos (quem resiste a um belo sapato de salto preto? Neste momento conto 6 na minha prateleira!!!), cinzentos, beje...

   Mais do que um elemento de moda e da moda, um sapato de salto alto torna a mulher mais feminina e, talvez mesmo mais poderosa. Dá-nos um novo ar, um novo andar e uma nova atitude. Melhoram a auto-estima, dão-nos uma imagem cuidada, realçam qualquer coisa em nós (e quanto às mazelas causadas por este brinquedinho, é uma questão de saber escolher os sapatos adequados para os nossos pés e para cada circunstância).

   Um mero complemento diário, é certo. Um pequeno nada que marca a diferença, talvez. Certo é que um salto alto não precisa de estar necessariamente num sapato...mas que ajudam, lá isso ajudam.