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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Amazing...

Você é fantástico. Já é. Quer o reconheça, quer não. Quer as outras pessoas o reconheçam, quer não. E não é por ter lançado uma aplicação para iPhone, nem por ter concluído os estudos mais cedo, nem por ter comprado um barco do caraças. Estas coisas não definem a grandeza. Você já é fantástico porque, em face da infindável confusão e da morte certa, continua a escolher com quem é que se importa e para quem é que se está a foder. Este mero facto, esta simples opção pelos seus próprios valores na vida, já faz de si lindo, já faz de si bem sucedido e já faz de si amado. Mesmo que não o compreenda. Mesmo que esteja a dormir num esgoto e a passar fome. Você também vai morrer, e isso é porque teve a sorte de viver." Mark Manson

Viajar

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"Viajar é uma excelente ferramenta de desenvolvimento, porque nos arranca dos valores da nossa cultura e nos mostra que outras sociedades podem viver com valores completamente diferentes e, ainda assim, funcionar e não se odiar a si mesmas. Esta exposição a valores culturais e critérios diferentes força-nos então a reexaminar o que prevê óbvio na nossa vida é a considerar que, talvez, este não seja afinal o melhor modo de viver." 

 

A arte subtil de dizer que se f*da, Mark Manson 

#maisvidaàvida

"Um dia você vai morrer. Eu sei que é óbvio, mas era só para o caso de se ter esquecido. Nós, assim como todas as pessoas que conhecemos, não tardaremos a morrer. E no curto espaço de tempo entre o agora e o então, tem uma quantidade limitado de preocupação para gastar. Muito limitada, na verdade. E se andar por aí a ralar-se com tudo e todos sem reflexão consciente nem critério - bem, nesse caso está fodido."
*
[A arte subtil de dizer que se f*da, Mark Manson]

 

É tão isto a vida, certo? 

São tão cheios disto os nossos dias, certo? 

De que estamos à espera para mandar à m*rda o que tem de ser mandado à m*rda e nos focarmos mais no que realmente importa para nós? 

 

Corpo perfeito

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Corpo perfeito. O sonho de qualquer mulher, certo? Certo. Mas errado. Não é clichê quando dizemos que o corpo perfeito não existe, porque efetivamente não existe. Primeiro porque essa coisa da perfeição é demasiado subjectiva e pessoal e segundo porque um corpo perfeito é pedir demais ao Deus dos corpos! O corpo perfeito, naturalmente perfeito, sem cirurgias e truques de mágico (aka Photoshop) é o corpo que nos deixa felizes e no qual nos sentimos bem. Independentemente de medidas, perímetros, comprimentos por largura, pesos ou marcas, o corpo perfeito é aquele no qual nos sentimos bonitas. E o nosso corpo perfeito raramente é O corpo perfeito. A mulher, esse bicho complicado, facilmente elogia um corpo supostamente perfeito, assim como facilmente critica outro (que quase sempre desdenha mais do que critica, que isto das invejas é um mal terrível!) e ainda mais facilmente idealiza o corpo que gostaria de ter que, na maior parte das vezes, não é o corpo que tem. O que nós nos esquecemos é que isto do corpo perfeito é bem mais simples do que parece quando nos olhamos ao espelho: o corpo perfeito é um corpo saudável. Acima de tudo isto. E depois é um corpo que é nosso, que cuidamos adequadamente, que nutrimos adequadamente e que treinamos fortemente. O segredo é apenas este e passa apenas e só pela aceitação. Aceitar que nas nossas imperfeições, na nossa celulite de estimação, nas nossas gordurinhas teimosas, nas nossas marcas, está aquilo que somos, de forma transparente e natural. O nosso corpo é aquele, sem máscaras, sem filtros e sem dinheiro para retoques! O segredo para um corpo perfeito? Aceitarmo-nos mais e aprendermos a identificar aquilo que realmente dá vida à imagem que vemos refletida no espelho e o que podemos e devemos fazer para sermos ainda melhores. O resto é fácil: Sejam felizes nos vossos corpos (im)perfeitos e preocupem-se menos com as capas de revista!

Ir

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"Viajar... é viver o suficiente para se achar. É podar as próprias raízes. É brincar de ter asas. É máquina de fazer memórias. É desenhar um mapa com vivências. É atestar a imensidão do mundo. É pegar carona no vento. É perceber que a nossa casa é passageira, cidades são estações e nós somos o trem. É a gente conhecendo o mundo (ou o mundo conhecendo a gente?)" #joaodoederlein :::::::::::::::::::: Das coisas que mais prazer me dá nesta vida: viajar, passear, conhecer. Não preciso de ir para longe, não preciso de ir para lugares paradisíacos, só preciso de ir. Conhecer o mundo e apresentar-me ao mundo. Ir, ver, cheirar, fotografar e guardar na memória cada pedacinho descoberto. Hoje fui. E voltei de coração cheio e alma renovada para o resto da semana! Boas viagens e boa semana!

Porque a minha força é imortal

Porque a minha vontade tem o tamanho de uma lei da terra. Porque a minha força determina a passagem do tempo. Eu quero. Eu sou capaz de lançar um grito para dentro de mim, que arranca árvores pelas raízes, que explode veias em todos os corpos, que trespassa o mundo. Eu sou capaz de correr através desse grito, à sua velocidade, contra tudo o que se lança para deter-me, contra tudo o que se levanta no meu caminho, contra mim sempre. Porque a minha vontade me regenera, faz-me nascer, renascer. Porque a minha força é imortal. José Luís Peixoto

A cada mil lágrimas sai um milagre

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Em caso de dor ponha gelo/Mude o corte de cabelo /Mude como modelo /Vá ao cinema/ dê um sorriso Ainda que amarelo /esqueça seu cotovelo/ Se amargo foi já ter sido /Troque já esse vestido/ Troque o padrão do tecido /Saia do sério /deixe os critérios/ Siga todos os sentidos /Faça fazer sentido /A cada mil lágrimas sai um milagre. Em caso de tristeza vire a mesa/ Coma só a sobremesa /coma somente a cereja /Jogue para cima/ faça cena /Cante as rimas de um poema /Sofra penas/ viva apenas Sendo só fissura ou loucura/ Quem sabe casando cura /Ninguém sabe o que procura/ Faça uma novena/ reze um terço Caia fora do contexto invente seu endereço/ A cada mil lágrimas sai um milagre. Mas se apesar de banal/ Chorar for inevitável/ Sinta o gosto do sal do sal do sal/ Sinta o gosto do sal/ Gota a gota, uma a uma /Duas três dez cem mil lágrimas/ sinta o milagre/ A cada mil lágrimas sai um milagre. ( Alice Ruiz)

Body Goals

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Nós mulheres vivemos em permanente discussão com o nosso corpo. Se há coisa que parece nunca nos agradar é o nosso corpo, as nossas formas, o nosso peso. Agora mais do que nunca, besta época em que tanto se valoriza a imagem, os números, o tipo de alimentação que temos e as horas que passamos no ginásio. Cobiçar o corpo alheio é fácil. Gostar do nosso, nem sempre. Eu, que nunca tive qualquer problema de excesso de peso, não sou excepção a essa preocupação por vezes irracional dos pesos e medidas. Nunca tendo sido "um palito", já que sempre tive algumas formas, sempre fui tendencialmente magra. Sou baixa (1,58m) e nunca pesei 50kg na vida, apesar de sempre me terem dito que seria um peso normal para a minha altura. Mas eu sei, sem por lá passar, que nunca me iria sentir bem com 50kg. Sei, porque o meu corpo iria mudar e é isso que nos dói, ver o corpo mudar. Eu treino (forte, ou pelo menos tento que o seja!) regularmente e tenho uma alimentação cuidada diariamente e isto já trouxe resultados bem diferentes ao meu corpo, com oscilações de peso (quase sempre para baixo, excessivamente para baixo) e sobretudo de forma corporal, acima de tudo porque acabei por descobrir que tenho uma facilidade enorme em perder massa gorda. Há cerca de 1 ano atrás estaria com pouco mais de 47kg e excessivamente "seca". Sentia-me cheia de energia e em forma, mas visualmente, e hoje consigo admitir isso, não estaria no meu melhor. Parando para pensar, era fácil perceber que o tipo de treino que fazia não era o mais indicado para mim: demasiadas aulas de Grit (treino intervalado de alta intensidade) eram o problema principal. Queimava demais e a minha alimentação não repunha os gastos. Bastou mudar o tipo de treino, apostar no treino muscular e nas cardas pesadas (que eu adoro!), reduzindo drasticamente os treinos de alta intensidade (mas sem abandonar!!!) para uns meses depois ver os resultados. Hoje peso pouco mais de 48kg (não é grande diferença eu sei), tenho uma massa gorda vergonhosamente baixa, sim, mas uma massa muscular e resistência muscular/força bem apetecível para alguém que até há meia dúzia de anos nunca gostou de se mexer muito. Continuo a ter um IMC nos limites inferiores, precisaria de ganhar massa gorda, mas, e é aqui que quero chegar, o meu corpo mudou, "cresceu", ganhou formas diferentes. Sendo mulher, e mulher com dias em que ninguém me atura, tenho fases em que facilmente sou assaltada pelo pensamento ridículo de "estou a ficar gorda", "tenho estas pernas muito grossas" e por aí fora... o que não é verdade! Eu tenho pernas de quem carrega bem sempre que há pernas para treinar. Tenho pernas diferentes, mais rijas, mais definidas, mas nunca gordas (e com muito menos celulite!!!). Tenho "o umbigo colado às costas" porque tenho abdominais definidos (so proud!!!) e tenho uns bracinhos que apesar de continuarem fininhos, ganharam um bom tamanho no bicep e tricep. Tenho hoje um corpo que não é perfeito, que não agradará a muita gente, que em alguns dias nem a mim agrada, mas que é um corpo que é meu, trabalhado e cuidado por mim. E para mim. Tudo isto porque estamos em pleno Verão e o que mais há são corpinhos à mostra, uns com mais vergonha que outros, mas o importante é sermos capazes de nos valorizarmos e nos aceitarmos, sem nunca perderemos a vontade de cuidarmos de nós e querermos ser todos os dias uma melhor versão de nós mesmos e sem nunca esquecermos que nada, NADA, se consegue de um dia para o outro. O nosso corpo é só nosso. Tem de ser cuidado e gostado por nós. Dias difíceis todos temos e sempre vamos ter. Insatisfações vão-nos acompanhar toda a vida, mas enquanto formos capazes de um pensamento racional, valorizemos cada conquista e acima de tudo as coisas que realmente importam na vida. Posto isto, bons treinos. Melhor alimentação. E muitos sorrisos.

Regressar às rotinas...

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'Procurar uma resposta, mas as respostas são perguntas mortas. São as perguntas que nos fazem mexer. As certezas fazem-nos parar. As perguntas são a porta da rua. Quando nos interrogamos, quando duvidamos das nossas paredes, é porque estamos a passar pela porta. O facto de nos espantarmos com o que se passa à nossa volta é sinónimo de vida. Os cemitérios estão cheios de pessoas que se espantam com nada.'

(Afonso Cruz, Para onde vão os guarda-chuvas?)

 

Duas semanas de férias foi o tempo que tive para recuperar baterias, acalmar a alma e enchê-la de tudo aquilo que nos dá força para continuarmos diariamente em frente e a subir. Não sinto que esteja com a carga completa, mas conhecendo-me como me conheço vou em frente e a subir, ainda que alguns dias os sorrisos possam ser mais forçados e a garra precise de alguns empurrõezinhos.

A todos os que regressam ao trabalho amnhã, força para nós!

A todos os que iniciam as suas férias, aproveitem a vida!

Para todos os outros, e porque amanhã é segunda-feira, muita garra nisso!

Luta. Luto. E vida.

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Este fim-de-semana, enquanto sorriamos e aproveitávamos o melhor da vida entre mergulhos de mar e piscina, muitas vidas, demasiadas vidas, chegaram ao fim. O mesmo calor que nos fez felizes foi o calor que matou dezenas de seres humanos mesmo ali ao nosso lado (no meu caso, a pouco mais de 20km do local onde desfrutava da vida e amaldiçoava o facto de 2a feira estar à porta e ter de voltar à rotina). Acho que todos nós temos o direito de nos questionarmos como é que isto foi possível. Pode até ser muito fácil apontar o dedo e encontrar supostos culpados. Podemos e devemos perceber o que corr u mal para evitar algo semelhante no futuro. Mas o que não podemos com toda a certeza é recuperar as vidas que se perderam de forma tão estúpida e desumana. Falamos em terrorismo. Falamos do mal que o homem consegue fazer ao homem. Mas de repente o fogo vem e leva tudo. Tudo. Tudo o que temos. Tudo o que somos. Não há palavras que possam explicar o sofrimento que por estes dias se vive em Portugal. Não há gestos que apaguem as imagens que nos chegam. Não há dinheiro algum no mundo que minimize as feridas abertas. Não há milagre algum que traga aquelas pessoas das cinzas. Só nos resta transmitir toda a força do mundo a quem dela precisa. Só nos resta acreditar que algum deus, alguma fé, algo, conseguirá reconfortar corações ardidos. Só nos resta esperar que onde quer que estejam, estejam em paz e descanso. E, acima de tudo, por aqueles que partiram, só nos resta viver intensamente enquanto por cá estamos. Porque num instante pode tudo terminar. UM BEM HAJA PARA TODOS AQUELES QUE POR ESTES DIAS PRATICAM O BEM NO NOSSO PAÍS E FAZEM PEQUENOS MILAGRES QUE SALVAM VIDAS.