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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

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Trail Santa Justa








   No passado Domingo, dia 27, fomos fazer o nosso terceiro trail, desta vez na serra de Santa Justa, em Valongo. Basicamente foi saltar da espreguiçadeira para o monte e confesso que não estava na melhor das minhas formas, pois apesar de ter treinado durante as férias sempre em dias alternados, foram treinos ligeiros, não só porque eram treinos sozinha, mas também porque passei todo o meu período de férias doente. Mesmo assim, ia cheia de vontade! 

   Depois da última experiência e da loucura de nos tentarmos aventurar nos 22km, desta vez tivemos juízo e fomos para a prova de 12km, que na verdade foram 14km, que esta gente é sempre uma fofa e oferece-nos mais 2km de bónus, que, acreditem, ao fim de mais de 2 h no meio de muito pó, calor e muita subida doida fazem tooooooddddaaaa a diferença. Definitivamente este tipo de distâncias, até aos 15km, é a mais indicada para nós e mesmo assim fazemos uns tempos péssimos (sim, continuamos a ser ultrapassados pelo pessoal que está na prova dos 22km e que consegue fazer 22 em menos tempo que nós fazemos 12). Mas para mim os tempos pouco importam, até porque não faço qualquer tipo de preparação física específica para trail ou sequer para corrida (não é segredo nenhum que correr é para mim a pior forma de pôr o esqueleto a mexer!). Não faço trail pelas provas em si, mas pelo que o trail é e pelos percursos por onde corremos (ou caminhamos em passo apressado, vá!), por isso, tempos pouco me interessam, mas sim aproveitar aquelas manhãs (apesar de não ser nada fácil saltar da cama às 7h da manhã de um Domingo para ir estafar-me até ao limite) e chegar ao fim com aquela sensação de "consegui", quando há uns meses atrás nunca nos achariamos capazes de andar mais de 2h em prova em serras. 

   Quanto a este trail, comparativamente com os dois anteriores, era de uma dificuldade intermédia. Não era tão violento como o anterior (Trail dos 4 caminhos), mas grande parte do percurso era em subidas íngremos, estupidamente apertadas, intermináveis e cheias de mato que nos arranhavam o corpo todo. Passamos por lugar lindíssimos e subimos com as nossas perninhas a altitudes razoáveis com vistas de cortar a respiração. E só por isto, o trail já vale a pena. 

   Para quem nunca experimentou e quer um motivo mais que convincente, julgo que o trail é dos melhores treinos para pernas e glúteos. As dores doidas que eu tive no dia seguinte e o corpo quebrado como ainda o sinto, 3dias depois (apesar de entretanto já ter ido treinar), são a prova de que aqueles altos e baixos são mesmo aquilo de que o nosso corpo precisa. 

   Quanto a próximas aventuras, ainda não estão marcadas. Em pleno Verão não tenciono fazer nenhuma prova, já que andar em serras, no meio do nada, sem qualquer sombra, com os termómetros a roçarem os 30 graus não é das experiências mais agradáveis para o nosso corpo. Mas prometo voltar ao terreno em breve!

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