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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Zona de conforto alimentar

   Para quem se preocupa em manter uma alimentação equilibrada e um estilo de vida saudável (e não, para quem se preocupa em não engordar ou fazer dietas que não trazem mudanças estáveis), sair da nossa "zona de conforto alimentar" é uma tarefa complicada. Falo de alterar temporariamente os nossos hábitos alimentares devido a momentos especiais, como por exemplo o Natal ou outras festividades ou férias. Senti esta dificuldade nestes 3 dias em que estive em Madrid e tive de procurar na rua todas as refeições que fiz, num país onde valorizam loucamente farináceos e hidratos e parece que só existe pão (e eu adoro pão, mas tudo tem limites), batatas e fritos (duas coisas que bani quase completamente da minha alimentação) para comer! É certo que tentamos adaptar os nossos hábitos àquilo que temos disponível e que não são uns dias de deslizes que vão prejudicar a nossa saúde, mas o facto é que, como não fazemos da nossa alimentação uma dieta mas sim um estilo de vida, alterar os nossos hábitos alimentares chega a ser desagradável para nós. Pelo menos da minha parte, há muita coisa que simplesmente "deixei de gostar" e que o meu organismo não tolera pacificamente, principalmente doces (estou tão habituada não usar açucar em nada que comer uma simples bolacha para mim neste momento chega a ser desagradável), fritos (o meu organismo tornou-se altamente intolerante ao que quer que seja frito) ou fast food (já nem as batatas fritas do Mc Donald`s me sabem bem!). Por isso, para mim, sair da minha zona de conforto alimentar não é nada fácil, já para não falar do factor psicológico e daquela sensação rídicula e irracional de "eu não devia ter comido isto" que absurdamente ainda não consigo controlar. 

   Não são fanatismos nem obsessões. É um estilo de vida que adoptamos e que, como tal, tem hábitos que valorizamos e outros de que fugimos. É preciso flexibilidade e racionalidade, mas enraizamos de tal forma os nossos princípios (mesmo os alimentares) na nossa maneira de ser que fica difícil não sentir um certo desconforto quando a música toca de forma diferente. 

   Quem sente o mesmo?

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