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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Eu e a minha garganta (e as agulhas)

  

   Sinto-me bem melhor. Pelo menos da garganta, que quase não dói nada, nada. O corpo ainda se ressente e cansaça-se muito depressa, as vias respiratórias estão bastante congestionadas, as empresas de lenços de papel estão-me eternamente agradecidos pelos lucros já avultados de 2010 e o facto de ter de trabalhar não ajuda na cura. Ainda assim, a 3ª dose ficará por dar, depois de ouvir a enfermeira dizer "Eu não lhe dou esta 3ª dose. É muito forte para si. É o dobro destas. Com o seu físico não vai aguentar. É risco muito grande". Dito isto, claro que não tomo essa 3ª dose, que é o dobro em potência e em quantidade (e provavelmente em dor!). Tudo isto me deixa a questionar a responsabilidade da médica que me receitou estas maravilhas, porque ao que parece, para menos de 50kg, aquela dose pode ser bastante problemática. Ora ela não me pesou (falha?), mas a enfermeira também não - mal olhou para mim e para a última dose proferiu logo a sua sentença. Perante este quadro e como duas doses depois me sinto bem melhor da minha garganta, ficamos por aqui e torcemos para que fique mesmo por aqui. Em menos de 3 semanas tive direito a antibiótico, penicilina e uma carga de medicamentos que nunca mais acaba. Acontecimentos que me fazem relembrar a minha infância, durante a qual este quadro era repetido mês a mês, muitas vezes mais do que uma vez em cada mês.

    É precisamente desses tempos que me vem o "trauma" às agulhas. Penicilina era o pão nosso de cada mês para mim. A última delas foi dada a pé e doeu-me horrores. Desde aí a relação com as agulhas ficou bastante comprometida. Já desmaiei a tirar sangue, depois de ver a agulha, já quase desmaiei no veterinário quando vi agulha da vacina para o gato, não durmo quando sei que tenho de ir tirar sangue ou tomar uma vacina no dia seguinte e que rói as unhas enquanto aguarda pela sua vez. Haveria com certeza aqui muito material recalcado e a exposição ao estímulo aversivo parece mesmo ser uma técnica eficaz. E não é que não tremi, não roí as unhas, não fiquei nervosa, não perdi o sono e até olhei de relance para a sra agulha e não senti nada? Quase que digo que nem senti a dose de hoje, mas aí o mérito é todo da enfermeira. Depois disto, será que posso dizer: "Estou curada!"? Para já quero a cura do meu estado físico, o resto se verá. Mas, agulhas, (acho que) já não me assustam.