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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Música(s) no coração

 

   Uma das coisas que mais gosto de fazer é deita-me no escuro do quarto, headphones nos ouvidos, play no mp3 e deixar os pensamentos voarem e dançarem ao som de cada música. É interessante constatar que cada música nos leva para um canto diferente da nossa memória, uns mais recentes que outros, uns mais agradáveis de visitar, outros nem tanto. Para mim, que não vivo presa ao passado e gosto de guardar o melhor de cada parte da minha vida, recordar é, sem dúvida, viver. E é a recordar que viajo ao passado sem lá ficar, apenas planando, visualizando, aprendendo.
   Há músicas que nos marcam eternamente, tal como as pessoas e os momentos. Aliás, cada episódio da nossa vida deveria ter uma banda sonora associada, porque é ao som da música que revivo a minha infância, a minha adolescência, o meu crescimento, a minha transformação. Cada música particular conduz-me a uma etapa específica, a uma pessoa, a uma experiência. Há os amigos de sempre e os que pareciam ser para sempre e fugiram depressa demais deixando um vazio esse sim eterno; há as paixonetas da adolescência e depois as paixões e depois aquela paixão que parecia ser tudo e acaba em nada, sem percebermos o como e o porquê; há o amor descoberto num olhar e que me preenche como nunca antes; há viagens, passeios e festas; há alegrias, tristezas, conquistas, derrotas, desilusões, sonhos realizados e outros tantos desfeitos; há sorrisos e lágrimas; há bom e mau; há vida, porque a vida é assim mesmo, uma música sempre inacabada e incompleta, mas sempre mais perfeita a cada nova nota acrescentada, que é como quem diz, a cada passo que damos.
  
Silêncio. Apaguem as luzes. Vou ouvir as músicas do meu coração.