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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Expressões #1

Scarlett Johanson for Mango

   "O guerreiro conhece uma velha expressão popular: se arrependimento matasse...".

   E sabe que o arrependimento mata; vai corroendo, lentamente, a alma de quem fez algo errado, e leva à autodestruição. O guerreiro não quer morrer desta maneira. Quando age com perversidade ou maldade - porque é um homem cheio de defeitos - não tem vergonha de pedir perdão. Se ainda for possível, usa os seus esforços para reparar o mal que fez. Se a pessoa a quem atingiu já está morta, ele faz o bem a um estranho, e oferece a tarefa em intenção da alma de quem feriu.

   Um guerreiro da luz não se arrepende, porque o arrependimento mata. Ele humilha-se, e conserta o mal que causou."

Guerreiro da Luz, Paulo Coelho

   Se o arrependimento matasse, eu não estava morta. Não gosto do arrependimento, não gosto de me arrepender, não gosto que se arrependam. Quando nos arrependemos do que fizémos, ou do que não fizémos, matámos aquela parte de nós que determina as nossas acções, que justifica os nossos comportamentos. Agir ou não agir, falar ou não falar, ir ou não ir, é sempre uma opção, e como todas as opções, deve (tem de) ser ponderada, reflectida e fundamentada (nota-se assim tanto o meu excessivo racionalismo?)...não há espaço para o arrependimento nisto. Há espaço para o livre arbítrio, para a responsabilidade e para a coragem de assumirmos os nossos actos, os nossos sentimentos, os nossos sentimentos, ou seja o que for...

   Se o arrependimento matasse, muitas das nossas memórias estariam já mortas. E que seria de nós sem memórias, esses marcos do nosso crescimento, essas lições da nossa vida e para a nossa vida. Se o arrependimento matasse seriamos pequenos, pobres, vazios. Porque, se nos arrependermos, morremos. Cá dentro. Lenta, mas fatalmente.

   Mais importante (e humano) que o arrependimento talvez seja ser capaz de pedir desculpa. Aos outros e a nós.

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