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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

"Pi...pi...pi", faz a recordação...

Megan Fox

   Ocorreu-me que o ser humano deveria vir equipado com uns sensores, bem ao género daqueles sensores de estacionamento "marcha-atrás" que vão apitando calma até ao freneticamente enquanto estacionamos os nossos bólides "de traseira". 

   Esses sensores humanos dariam o seu primeiro "pi" sempre que metessemos a marcha-atrás nas recordações, ou seja, sempre que entrassemos no domínio do já vivido, do passado, das memórias. Esses sensores começariam a apitar calmamente, "pi........pi......pi.....", enquanto experimentassemos recordações momentâneas e fugazes, renascidas a partir de um qualquer acontecimento do agora que nos conduzisse para o antes. Estamos nas recodações seguras e saudáveis, aquelas que nos fazem sorrir ou nos relembram o quanto aprendemos com aquela situação. São aquelas memórias que nos formam enquanto pessoa com uma história.

   Os sensores começariam a acelerar os seus "pi-pi-pis" à medida que nos deixassemos absorver pelas recordações, vivendo em função delas e, muitas vezes, nelas. Entramos nas memórias que moem e matam, que nos tiram a espontaneidade, a alegria do imprevisto e a curiosidade pelo futuro. Quando o "pi" se tornasse num "piiiiiii" contínuo, interminável e incomodativo, saberiamos que atingimos o nosso limite. Dali para trás irémos inevitavelmente chocar com o passado, comprometendo sentimentos, emoções, momentos e até pessoas.Estamos presos a um lugar que já não é o nosso. A solução é apenas uma: travar, parar, desligar o motor que nos levou até lá e esperar pelo momento certo para arrancarmos. Em frente. Sempre em frente.  

 

O meu bólide não tem sensores de estacionamento, mas na minha vida, já os instalei há muito tempo. Em prol da minha sanidade mental e do meu crescimento. Try it. Gratuitamente!