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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

A última viagem

  

    

   Nenhuma palavra será suficiente para explicar ou compreender os últimos minutos de vida dos cerca de 150 passageiros que perderam as suas vidas no acidente de aviação ocorrido ontem no aeroporto de Madrid - Barajas.

   Para muitos era o início de umas sempre merecidas férias, para outros o regresso a casa. Para a maioria foi a viagem para a morte. Para os sobreviventes foi de certo uma das experiências mais traumáticas de sempre e que deixará marcas profundas em cada canto da sua existência.

   As causas estão por apurar, embora não sejam o mais importante neste momento. Estamos a falar de vidas humanas que findaram ali, a bordo de um gigante dos ares, em poucos segundos, carbonizadas, qual inferno na terra. Os sobreviventes nunca mais serão os mesmos e a vida passará, com certeza, a ter outro sabor e outra cor, talvez mais valorizada, mas assustadora.

   A juntar às muitas queixas que têm surgido relativas à companhia aérea em questão está uma recente viagem realizada por familiares que tiveram uns quantos acidentes de percurso que incluiram avarias no momento da descolagem que obrigaram a uma hora de espera fechados dentro do avião(semelhanças assustadoras), ausência de máscaras de oxigénio, dificuldades do pessoal auxiliar em lidar com situações de stress e a opção por realizar a viagem depois de o comandante ter demonstrado o desejo de cancelar o voo.

 Falha do piloto, defeito da máquina ou coincidência trágica, esta foi a última viagem da dita máquina e da grande maioria dos seus passageiros. Que, pelo menos agora, descansem em paz.