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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Oportunidades (de acreditar)

 

Há pessoas realmente bafejadas pela sorte. Há jovens que realmente não se empenham em nada, não lutam pelo que querem, não evoluem, não crescem, não se fazem à vida. Mas também é verdade que nem todas as pessoas são bafejadas pela sorte (ou pelo dinheiro dos papás, pelo nome de família e rol de conhecimentos) e nem todos os jovens adoptam uma postura assim tão passiva. Vivemos num país em que não são dadas oportunidades de crescimento pessoal, muito menos profissional. Vivemos num país que exige experiência mínima de x anos, quando não permite a aquisição dessa experiência. Procurar emprego no nosso país não é fácil, lutar contra o desemprego sem sofrer qualquer sequela é ainda mais difícil. Quem diz que só continua desempregado porque não lutou por um lugar ao sol é realmente alguém que nunca lutou por esse lugar, já que ele lhe foi entregue sem qualquer esforço ou batalha – os tais bafejados pela sorte. Aos 22 anos e sou licenciada em Psicologia há 1 ano, tendo terminado o meu curso com uma média que me permitiu ser distinguida como a 2ª melhor classificação do ano 2006/2007. No último ano do curso iniciei uma especialização de 2 anos em Neuropsicologia Clínica que terminei com bastante sucesso. Estive 6 meses a estagiar num lar da terceira idade (e paguei para lá estar!) tendo recebido grandes elogios ao meu trabalho e uma excelente nota final. Na mira está já a iniciação e conclusão de um mestrado tão bem sucedido como tudo o resto. Tenho 22 anos, um curso superior, uma especialização, um número infinito de currículos enviados… e estou desempregada há 6 meses. Empenhei-me, dediquei-me, esforcei-me, lutei para chegar aqui com sucesso. E consegui. Empenho-me, esforço-me, luto para encontrar o MEU lugar ao sol…e não consigo. Não me justifiquem o desemprego com atitudes de passividade por parte dos recém licenciados. Não ignorem o país pequenino em que vivemos, a mentalidade retrógrada de quem (diz que) nos governa, as mil e uma exigências que são feitas aquando da oferta de um emprego, exigências essas que eles sabem que 90% da população que poderá candidatar-se a esse emprego não tem (graças, exactamente, a essas mil e uma exigências que nos são colocadas). Não nos cortem as asas, a nós profissionais responsáveis e empenhados, com vontade de mostrar aquilo que realmente valemos.
Criar oportunidades é a prioridade. Confiar é a chave para o sucesso. Continuar a lutar e a acreditar...às vezes é difícil quando todas as portas se fecham e nem uma janela parece aberta.

QUERO (continuar a) ACREDITAR.

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