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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Elas, as que gostam de marcar a diferença

   Que eu sou vaidosa não é novidade para ninguém e não tenho vergonha nenhuma de o assumir. Se há coisa que eu estimo é uma imagem cuidada e agradável à vista. O bom gosto, sendo algo relativo e individual, é ainda algo que não passa despercebido a qualquer observador minimamente atento ao que circula à sua volta. No meu humilde entender, em Portugal ainda não existe essa tendência marcada para o cuidar da imagem, para o olhar o espelho e só o largar quando gostamos verdadeiramente do que vemos. Não falo de estilos e modas, porque mais uma vez entramos no domínio da relatividade e individualidade, mas gostar da nossa imagem e cuidar de nós aumenta a auto-estima e faz-nos sentir verdadeiras "Femme fatalle".

   Quando gostamos de cuidar de nós sabe bem ouvir comentários simpáticos acerca da nossa imagem. Nem é uma questão de esforço reconhecido, porque o esforço por conseguir aquela imagem não é nenhum, de tão natural que se tornou aquele comportamento, que já mais uma característica de personalidade do que um comportamento. No meu local de trabalho farto-me de ouvir esses comentários simpáticos. A minha imagem marca a diferença naquele local e não passa despercebida, seja aos miúdos, às colegas, ou às mamãs. E sabe bem ouvir quase diariamente palavras como "Está tão bonita hoje! Hoje não, todos os dias!", "Ai esta menina usa sempre uns vestidos tão lindos", "Você anda sempre impecável", "Oh colega, eles não se despistam ali no cruzamento quando atravessas a rua?" (há sempre uma colega atrevida), "Olhe-me para esta professora, parece uma Barbie! E é isto todos os dias, não há um dia que falhe no bom gosto. E quando vem toda de preto? Havias de a ver...é de cair pró lado!" (esta tem poucas horas e entrou para o meu leque de favoritas).

   Para alguns poderá ser vaidade doentia ou síndrome do "tem a mania". Para mim são pequenos nadas que me fazem sorrir, porque quando gostamos de nós, gostamos que os outros gostem de nós e quem afirmar o contrário não sabe o que diz porque ninguém se faz sozinho. O outro que elogio ou critica é o outro que nos faz como somos, dia após dia, palavra após palavra. E para nós, mulheres modernas e fashionistas, que nos arranjamos para a imagem que vemos no espelho, estes bombons da vida alegram-nos o ego e a auto-estima, mesmo em dias de mau funcionamento hormonal.

   A cultura portuguesa do chinelo de dedo e do "sapatilha e fato de treino serve para qualquer ocasião" não serve para mim. Nunca serviu. Cuidar da minha imagem é parte daquilo que sou e não um frete de mulher. E quero acreditar que cada vez mais mulheres pensam da mesma forma, porque seres extraordinariamente poderosos todas nós somos, naturalmente, mas aqueles pequenos pormenores "materiais" conseguem pôr-nos extraordinariamente belas. Por fora e por dentro. Para nós e para os outros. Mas principalmente, para a imagem que vemos no espelho sempre que para lá olhamos enquanto nos arranjamos.

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