Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Imaginaste só tu e ele?

 

  "Imaginaste só tu e ele, sem filhos, daqui a muitos anos?"

 

  Imagino-me. Claro que me imagino. Aliás, não imagino eu outra coisa, sendo que isto nem chega a ser imaginação, tanta é a vontade e a certeza dessa imaginação. Pelo menos neste momento é exactamente isso que imagino, ou quero.

   Esta pergunta veio da minha tia "emprestada", que também se imaginou assim, só ela e ele, durante muitos anos e que hoje e para sempre se faz acompanhar de 3 pimpolhos. Esta mudança quase radical faz-me confusão e deixa-me a pensar. Afinal, porquê que mudamos tanto? Ou por quem estamos dispostos a mudar tanto? Será que mudamos mesmo, ou será que mudamos "só" por amor a alguém cujos sonhos são afinal tão diferentes dos nossos? E será que somos realmente felizes com essas mudanças ou nos contentamos com a felicidade dos outros?

   Perto dos 25 anos, imagino-me só eu e ele. E não vejo forma de mudar isto. Talvez seja egoísmo, como já me disseram. Talvez não me sinta capaz de viver em função de alguém que precisará de mim para sempre. Ou talvez não esteja disposta a abdicar dos meus sonhos, das minhas vontades e das minhas ambições em prol de uma nova vida, gerada em amor e felicidade. Talvez seja tudo isso. Que seja. Egoísmo, imaturidade, egocentrismo, o que quer que lhe queiram chamar. Imagino-me só eu e ele e imagino-nos tão felizes como os que dão a mão a um, dois ou três filhos. Na felicidade não existem regras, ainda que a maternidade parece a regra quando se é mulher. Para mim, a regra é ser eu mesma,  sem nunca fechar a porta uma possível mudança.

4 comentários

Comentar post