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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Esta noite armei-me em medricas

 

   Acordei às 2h30 com um barulho mesmo por cima de mim e pensei de imediato "Anda gente no telhado". A partir daí foi pôr a imaginação a trabalhar no seu melhor, bem ao nível de uma novela da TVI. A minha durou até às 4h, comigo a imaginar todos os cenários possíveis e impossíveis para uma eventual entrada de gente non grata cá em casa. Até podia ter pensado racionalmente, mas parece que optei por não o fazer. E foi pôr-me à escuta de todos os barulhinhos à procura de pistas da tal gente non grata que tentava entrar cá em casa, subindo ao telhado (!!! - ok, parece impossível mas estamos com obras em casa e poderiam ter visto a forma como os trabalhadores chegaram ao telhado durante a tarde e depois era só copiar - imaginação a trabalhar), tirando as telhas (ok, parece igualmente impossível, mas eles sabem fazer de tudo certo? E não fariam barulho? Na hora, não pensei nisso), saltando para o sotão e abrindo a portinha de acesso à casa (coisa facílima de se fazer de cima para baixo, como podem imaginar - não precisam, eu imaginei por vocês), e saltando (!!!) lá de cima cá para baixo. Tudo isto sem serem vistos ou sequer percebidos. Imaginei eu, claro.

   Tudo estaria bem mais simples, se não tivesse ouvido o barulho de qualquer coisa a cair na casa de banho. "Já entraram!". Por esta altura já os calores me tinham atingido (ligar o ar condicionado estava fora de questão porque diminui a minha amplitude auditiva) e já a minha bexiga berrava de necessidade. Decidida, sentei-me na cama, abri a porta do quarto, espreitei e corri até à casa de banho. Verifiquei que realmente algo tinha caído, mas não me deitei sem verificar que a porta de acesso ao sotão continuava fechada.

   A luta imaginação vs racionalidade durou até as 4h, altura em que o sono finalmente me venceu. Para os que ainda ficaram com dúvidas (!!!), ninguém entrou cá em casa. Ou tentou. O mais certo foi eu ter sonhado com aquele barulho. Ainda assim, isso não invalida a minha total loucura. Nunca escondi que era um pouco (!!!) neurótica.  

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