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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

TU

  

 

No meio da multidão uma luz brilhou mais forte. O meu sorriso abriu-se, os meus olhos brilharam, o meu coração bateu com aquela força causada por aquilo que nos preenche...eras TU! És tu! Nenhuma palavra seria suficiente para descrever o turbilhão de emoções (como eu gosto desta expressão...) que me atingiu naquele instante, em que o teu olhar e o meu se cruzaram...Confesso!!! O meu olhar imediatamente se deslocou dos teus sempre lindos e inagualáveis olhos para baixo...ALTO! Para baixo significa para a camisa (sem tshirt por baixo), para o cinto à menino crescido, para a calça "china", para os sapatos. Meu deus!!! Os sapatos!!!! O que eu ansiei pelo momento em que veria nos teus pezinhos uns lindos e belos mocassins, em vez das tuas amigas `tilhas!!! Até o cheiro era diferente (o que não vale ter uma namorada com bons gostos olfactivos - entre outros).

   Dois anos e 8 meses depois (amanhã é dia dos namorados!) o encanto e o fascínio são ainda os mesmos, aumentados pela força do nosso amor. Dois anos e 8 meses depois, o teu olhar prende-me e liberta-me, dá-me asas e põe-me a flutuar. Foi ele que me conquistou desde o primeiro instante, tu sabes. Vi-te e admirei-te, guardei-te cá dentro e tu vieste ao meu encontro. Destino? quicá....almas gémeas? Quicá...Para mim, basta-me uma explicação: encaixamos um no outro desde a primeira palavra, não forçamos nada, não fingimos, não fizemos promessas. Fomos e hoje SOMOS.

   Gosto de ti miúdo. Fazes parte da minha vida e és a minha vida. Preenches-me. Dás-me animo. Mimas-me como ninguém (até demais!!!!). Preocupas-te comigo. Compreendes-me. Respeitas-me. Ouves-me. Falas comigo. Brincas comigo. Fazes-me rir!!!  Amas-me. E eu amo-te. Que mais se pode dizer? Nada... O melhor é sentir e viver. 

   A vida contigo tem cor. O coração contigo bate com mais vitalidade. O olhar contigo brilha mais do que uma estrela. O amor contigo existe. 

   Tenho o teu cheiro no meu corpo. Olho para o céu estrelado e o que me parece uma estrela cadente cruza-se na minha vista. Dizem que se deve pedir um desejo...Tu sabes qual é...mas eu digo-te...ao ouvido...

...só tu e eu...

 

 

(In)Decisões

   Finda a época de exames nacionais, chega a altura das candidaturas à(s) Universidade(s). Filas à parte, o que realmente me deixa a pensar é a resposta já bastante comum de um número bastante significativo de jovens futuros universitários momentos antes de formalizar a candidatura - P: "Então e a que cursos te vais candidatar?", R: "Ainda não sei...".

   Há 5 anos atrás eu estava na mesma estrada que estes jovens. A mesma ânsia em saber o que viria, a excitação da entrada num novo mundo, o desejo do crescimento que a entrada na universidade proporciona...mas num aspecto eu era diferente. Eu sempre soube o queria "ser quando for grande" (o que não significa que essa certeza fosse sempre a mesma ao longo dos anos). Quando cheguei ao final do 9º ano as minhas vontades eram 3:

   - a eterna paixão pelos bichinhos despertou desde cedo o desejo de ser "médica dos animais"!!!

   - o gosto pela escrita, pela aventura e pelas palavras fez nascer a curiosidade pelo jornalismo.

   - não sei bem o quê, mas talvez a minha verdadeira essência, acendeu a chama da psicologia.

(para grande tristeza do meu papá seguir as suas pisadas de engenheiro de sucesso nunca fez parte dos meus planos)

   Tal como muitos outros jovens, fui alvo de um processo de orientação vocacional mal feito, cujos resultados me abriram portas a todos os meus gostos. Conclusão: a escolha foi somente minha.

   No secundário a hipótese do jornalismo foi abandonada e acompanhada de comentários como "Ainda se vai arrepender de não seguir jornalismo, tinha perfil para isso". Ora, eu acho que o "perfil para isso" está dentro de nós e não em notas ou desejos dos pais. Talvez por isso a veia de psicóloga tenha pulsado mais forte dentro de mim e lá fui eu para a universidade com psicologia como única escolha. Hoje, 5 anos depois, sou licenciada em psicologia, reconhecida com prémio de mérito no 1º ano curso e no final de curso (2ª melhor classificada - e os euritos e o pc escaparam-me por décimas!). A 4 anos de curso seguiram-se 6 meses de estágio e 5 meses de desemprego...

   Desemprego, esse monstro do século XXI e que faz vacilar qualquer um antes de escolher um curso. Este monstro justifica as indecisões e as dúvidas. O espírito aventureiro de "o que eu quero é ir para a universidade" não. Trata-se de personalidade. Uma personalidade que já deverá estar vincada nesta fase da vida, mas que cada vez mais jovens teimam em não desenvolver, ou pelo menos, reprimir.

   Tenho apenas 22 anos e ainda muito a aprender e a crescer, mas sei o que quero e sempre soube. Determinação, auto-eficiência, auto-confiança e ambição são parte de mim e vão-me levando até onde eu quero e continuarão a levar-me. Tudo a seu tempo, é certo. A minha estrela continua a brilhar e em algum momento há-de brilhar mais que todas as outras em algum momento.

   Façam as vossas estrelas brilhar incessantemente também.

 

GOSTO...

- Dos finais de tarde na praia, a panhar os últimos raios de sol.

- De ler e reler livros que me prendem desde o 1º momento.

- Dos Simpsons, do Dr.House, do Serviço de Urgência, do The O.C e do Sexo e a Cidade.

- De mexer o corpo ao som da música.

- De roupa, roupa e mais roupa (fashion victim assumidissima)

- De sapatos de tacão alto (amiguinhos do meu 1,59m).

- Do preto.

- De bichinhos com pêlo.

- Da "Ana dos Cabelos Ruivos" e do "Bana e Flapi".

- Do Golf TDi cinza-azulado, do Audi A3 preto e do mercedes preto (keep dreaming young girl)

- De frango de churrasco com papas de sarrabulho e batatas fritas, de bacalhau com broa, massa com frango, rancho e francesinha.

- De coca cola de pressão com gelo e limão.

- De passear, andar a pé, vaguear.

- De viajar e regressar.

- De aeroportos.

- Do mar incomparável de Palma de Maiorca.

- Do aroma que paira no ar na Tunísia.

- De ser psicóloga.

- Do meu namorado e do nosso amor.

- Do cérebro, do comportamento humano, da patologia, do diferente.

- De idosos.

- De SwaSthya yôga.

- Dos livros do Nicholas Sparks e do Paulo Coelho.

- De uma boa música, seja ela de quem for.

- De filmes que me deixem a pensar.

- De sublinhar as minhas frases favoritas nos livros.

- De ir às compras ao Continente ao final do dia.

- De jogar The Sims.

- De ler revistas de cusquices.

- De canetas de várias cores.

- De conduzir sozinha com a música aos berros.

- De fotografar.

- De ir ao cinema e partilhar um balde de pipocas.

- De aprender, evoluir e crescer.

- De recordar o passado.

- De sonhar e me perder.

- De sorrir.

- De ser EU...

Panda do Kung Fu

E a tarde de sábado foi agradavelmente passada numa sala de cinema com a companhia perfeita.

A escolha cinematográfica?

 

Depois da díficil decisão entre versão portuguesa e versão original, lá optamos por aquela que tem legendas, depois do comentário inteligente da querida que vende os bilhetes "Se são capazes de ler as legendas aconselho a versão original" (Ok! Eu tenho ar de miúda e ele olhar de menino que não quer crescer, mas ambos pertencemos à faixa etária dos 22 - 23 anos...).

O filme é agradável à vista e o panda  Po é suficientemente parvo e querido ao mesmo tempo, o que é positivo para nos arrancar gargalhadas. Os restantes "bichinhos" tornam "O Panda do Kung Fu" uma boa opção para uns momentos de descontração e boa disposição, com uma boa dose de artes marciais praticadas por mestres de 4 patas (nem todos!), pêlo (nem todos) e rabinho felpudo (também nem todos!).

Valeu a pena...

Ayaaaahhhh...

Silêncio

 

   Nenhuma palavra é suficiente. Hoje resta-me apenas o silêncio. Há dias assim, sem mais nada, nem nada que chegue e em que tudo nos aborrece.

 

Resta-nos o silêncio.

No topo da lista

Mais uma vez o nosso país aparece no topo de uma lista...o motivo desta vez é...o divórcio.

 

   Parece que nós, um pedacinho de terra à beira-mar plantado somos o "best of the best" no que toca a fim de casamentos. Surpreendida? Nem por isso...

   Entre muitas outras coisas, nós, portugueses, somos um povo de ilusões, de 1001 sonhos, de aventuras e decisões tomadas em cima do joelho (a fazer jus ao bom lema de deixar tudo "prá última"). A decisão de casar, tal como muitas outras, é muitas das vezes precipitada. Com a rapidez de um relâmpago passa-se da fase do deslumbramento, para a fase da atracção, do enamoramento e daí directamente para o compromisso para toda a vida, que afinal deixou de ser para toda a vida. A juntar a isto temos o egoísmo, o individualismo exagerado, a ambição desmedida de mais e melhor, a falta de tempo, de disponibilidade para o outro, o pouco espírito de sacrificio. E está tudo reunido para o final (pouco) perfeito - o divórcio.

   Decisão tomada, segue-se uma longa maratona judicial que muitas vezes destrói mais do que a própria separação. Há uma vida para dividir por dois. Há a casa, o carro, a mobília, os LCD e os sistemas de som, as prendas de casamento, o computador, os livros, os filmes, o dinheiro...e os filhos...que acabam por ser as maiores vítimas de todo o processo.

   As decisões de uma vida nem sempre são para toda a vida. Preze-se a liberdade de cada um e a vontade de duas pessoas, sem nunca esquecer o respeito por todas as outras.

   Os sentimentos, esses sim, são eternos. Os bons e os maus...E os sentimentos vivem de recordações...boas e más...de uma vida que é traçada por cada passo que damos.

Para mim...

Mais um dia que passou e eu cada vez estou mais apaixonado por ti. Não sou muito bom com as palavras, mas isso também não é muito importante quando o amor é verdadeiro e muito sentido.

Apenas te queria dizer que te amo, e como e fácil amar-te.

Muitos escritores diziam nas suas obras que o amor é eterno e eu nunca me acreditei muito nisso, mas desde que te conheci que passei a acreditar.

Sabes, tenho pena de não te ter conhecido mais cedo.
Se alguém me perguntar se vale a pena viver eu digo que sim sem hesitar, pois quando se ama alguém como eu te amo a ti vale tudo a pena.
Tudo vale a pena contigo. És linda, tens um carisma único, uma grande força e atitude.
A coisa que mais desejo na vida é casar contigo, sim tenho a certesa disso pois sei o quanto te amo e sei o quanto seria maravilhoso viver ao teu lado, acordar ao teu lado, adormecer ao teu lado ouvir a todo o momento a tua voz, sentir o teu cheiro, o teu toque, as caricias... não sei mais o que dizer, apenas posso dizer que seria maravilhoso.

Juro que vou dar o meu melhor para te fazer feliz.

AMOTE loucamente, obg por tudo.
BATESTE MUITO FUNDO NA
Um bj cheio de amor e loucura para ti
GMDT
 

Palavras para quê?

O Guerreiro

...mas também sabemos comportar-nos como guerreiros. E um guerreiro está sempre consciente daquilo por que vale a pena lutar. Não entra em combates que não interessam, e nunca perde o seu tempo com provocações.

Um guerreiro aceita a derrota. Não a trata como algo indiferente, nem tenta transformá-la em vitória. Ele amarga a dor da perda, sofre com a indiferença, e fica desesperado com a solidão. Depois de passar por tudo isso, cuida das suas feridas e recomeça tudo de novo. Um guerreiro sabe que a guerra é composta por muitas batalhas; mas ele segue sempre adiante.
 
As tragédias acontecem. Podemos descobrir a razão, culpar os outros, imaginar como teriam sido diferentes as nossas vidas sem elas. Mas nada disso tem importância: elas já aconteceram, e pronto. A partir daí precisamos esquecer o medo que elas nos provocam, e das início à reconstrução."

 

(Monte Cinco, Paulo Coelho)

Morte ignorada

 Uma mulher de 49 anos morreu em plena sala de um hospital psiquiátrico de Nova Iorque sem ninguém notar e sem ninguém a socorrer. A mulher caiu da cadeira, esteve estendida no chão, morta, quase uma hora e ninguém fez nada.

Imagens registadas pelas câmaras de segurança do hospital mostram a mulher caída, inerte, um segurança a ir à sala de espera, olhar para ela, e saiu sem a tentar socorrer. Passaram, entretanto, outros funcionários do hospital, incluindo um médico, que também nada fizeram. Quando a ajuda chegou, a mulher estava morta há pelo menos 45 minutos.

 

Um belo exemplo do egoísmo americano, da individualidade levada ao extremo, da indiferença, desprezo social , quiça racismo...

Mas que raio de mundo é este em que se assiste impávido e sereno à morte de um ser humano?

Em casos como este é de louvar o espírito português de "admirar a desgraça alheia". Entre um curioso e outro, alguém deveria parar para ver alguém morrer.

 

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