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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Dia Mundial da Saúde Mental

 

   Sendo eu uma "promotora" da Saúde Mental (ou pelo menos, ambicionando eu ser...), não poderia deixar este dia passar em branco.

   Neste dia, as palavras de ordem deverão ser: respeito, persistência, empenho, dedicação, mudança...

   Promovam a saúde mental da mesma forma que promovem a saúde física, Invistam na saúde mental. Cultivem a saúde mental. Inevitavelmente, sem uma a outra não existe. Inevitavelmente.

Mudanças

   "Sempre acreditei que as profundas transformações, tanto no ser humano como na sociedade, ocorrem em períodos de tempo muito reduzidos. Quando menos esperamos, a vida coloca diante de nós um desafio para testar a nossa coragem e a nossa vontade de mudança; nesse momento, não adinata fingirmos que nada acontece, ou desculparmo-nos dizendo que ainda não estamos prontos.

   O desafio não espera. A vida não olha para trás. Uma semana é tempo maus que suficiente para sabermos decidir se aceitamos ou não o nosso destino."

 

Paulo Coelho, "O demónio e a Senhorita Prym"

 

Comer, Orar e Amar

  

Comer em Itália. Orar na Índia. Amar na Indonésia.

   Quando fez 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo o que uma mulher americana formada e ambiciosa podia querer: um marido, uma casa, uma carreira de sucesso. Mas em vez de estar feliz e preenchida, sentia-se confusa e assustada. Depois de um divórcio infernal e de uma história de amor fulminante acabada em desgraça, Gilbert tomou uma decisão determinante: abdicar de tudo, despedir-se do emprego e passar um ano a viajar sozinha.

   O livro é uma auto-biografia, muito ao jeito de uma auto-descrição, destes 12 meses de reencontro consigo mesma, com passagem pela sempre bela Itália, onde se rende à aprendizagem da língua e à degustação dos mais deliciosos pratos; pela mística Índia, onde encontra a paz e segurança de um ashram onde passa os dias a meditar e a crescer; e pela paradisiaca Indonésia, onde descobre o amor verdadeiro.

   Um livro envolvente e cativante, carregado de lágrimas e sorrisos, bom humor e optimismo q.b.

   Vale a pena!

Uma questão de Fé

 

   O que me deixa realmente preocupada e impressionada (negativamente falando) é existir um Papa que reafirma orgulhosamente a sua posição e a da Igreja Católica relativamente ao uso de contraceptivos. Com um sorriso na cara, o representante máximo da Igreja vem, mais uma vez, apelar ao NÃO USO de métodos contraceptivos, afirmando que se deve controlar a taxa de natalidade através de métodos naturais (!!!). Será que é capaz de me explicar o que é isso de métodos naturais? Será tudo uma quastão de Fé (ah!só vai acontecer quando todas as forças superiores a nós assim acharem conveniente)?  Será que nunca ninguém lhe disse ou não terá já ele lido em qualquer livrito que esses famosos métodos naturais são 100%...falíveis? E de doenças sexualmente transmissíveis nunca ouviu falar? É que elas existem mesmo e não estou a ver qual o melhor método natural para as prevenir. Ou se calhar até estou…
    Não tomem isto como um ataque ao actual Papa (embora não nutra muitos sentimentos em relação a ele para além do respeito) ou à Igreja Católica - eu que ainda hoje passei por Fátima e pus uma velinha a arder-, mas não me conformo com estas mentalidades de século passado absorvidas pelo lema do “Crescei e multiplicai-vos”. É que com posições destas não me admira que muita gente se mostre cada vez menos católica.

Mente de Macaco

   "Como a maioria dos humanóides, tenho o fardo a que os budistas chamam mente de macaco - os pensamentos que passam de ramo em ramo, parando apenas para se coçar, cuspir e gritar. A minha mente oscila entre o passado distante e o futuro incognoscível, aflorando dezenas de ideias por minuto, desembestada e indisciplinada. Isto em si mesmo não é necessariamente um problema, o problema é a ligação emocional que acompanha o pensamento. Os pensamento felizes fazem-me feliz, mas com rapidez passo outra vez à preocupação obsessiva e ao mau humor; e depois vem a recordação de um momento de raiva e começo a ficar irritada e aborrecida outra vez; depois, a minha mente decide qye talvez seja boa altura para começar a sentir pena de si mesma e a solidãp depressa aparece. No fim de contas, somos aquilo que pensamos. As nossas emoções são escravas dos nossos pensamentos e nós somos escravos das nossas emoções."

                                                      Elizabeth Gilbert, "Comer, Orar e Amar"

                                                                     (it could be me...)

 

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